Eleições no Legislativo


Uma outra eleição, além da marcada para outubro, agita os bastidores da política paranaense. É a disputa pela presidência da Assembléia Legislativa, que no ano que vem elege novo presidente, para substituir Hermas Brandão (PSDB) - que por enquanto é o governador em exercício, com a licença de Roberto Requião (PMDB) para a campanha. O ex-chefe da Casa Civil Caíto Quintana disputa a reeleição para a Assembléia Legislativa e não esconde que tem interesse em presidir a Casa, e isso não é de hoje.


Discreto


Mas Caíto Quintana prefere não dar corda para o assunto, pelo menos por enquanto. Ele lembra que primeiro precisam ser definidos, em outubro, os novos 54 deputados. Só depois é que engrenam as discussões sobre a sucessão na Casa, que com o afastamento de Brandão está sob o comando do petista Pedro Ivo Ilkiv.


Os antecessores


Antes de Hermas Brandão, o presidente foi Nelson Justus (PFL), que sucedeu Anibal Khury (PFL). Khury morreu em agosto de 1999, de falência múltipla dos órgãos.


Manda torpedo


Tem deputado federal que literalmente quer linha direta com o eleitor. No programa eleitoral, fornece o número do telefone celular e diz que estará à disposição do eleitor, antes e depois das eleições. Deixa claro que quer receber sugestões, nem que seja por mensagens de texto.


Clube dos revoltados


Outro candidato a deputado federal foi mais longe. Os cartões distribuídos aos eleitores, com fundo vermelho, fornecem o número do candidato e esclarecem: ''Clube dos revoltados. Se você está revoltado e indignado com o Congresso, bem-vindo ao Clube do Chato. Dê cartão vermelho para a atual política brasileira''. No final, diz: ''vote no chato. Dê um basta na corrupção!'' Se chato é quem promete acabar com a corrupção, o que dizer dos demais?


Provocação on line


Aliada de Roberto Requião (PMDB) quase tumultua o bate-papo pela internet dos alunos das escolas de informática do CDI-PR com Osmar Dias, candidato ao governo pelo PDT. O assunto era (ou deveria ser) inclusão digital. Mas ela participou da conversa provocando o candidato com perguntas sobre sua capacidade para assumir o governo, fazenda no Tocantins e por aí vai. Só não foi expulsa pelos moderadores do site porque as perguntas mais pesadas foram feitas no final da conversa, quando o candidato estava indo embora.


Pedágio 1


O pedágio rendeu rounds interessantes na campanha esta semana. Depois de Requião anunciar as estradas alternativas ao pedágio, Osmar Dias (PDT) lembrou que o peemedebista não acabou com o pedágio e classificou a nova promessa de ''enganadora'' e ''mirabolante''.


Pedágio 2


A provocação de Osmar foi além. O senador prometeu exigir que os contratos sejam cumpridos porque o conflito com as concessionárias barrou investimentos ''e parte desses investimentos já foram pagos pelos usuários''.


De saudosa memória


Até o Banestado - privatizado pelo governo Jaime Lerner em outubro de 2000 - foi lembrado para dar munição à campanha. Requião decidiu propor a abertura de um banco público para o Estado. O discurso foi feito para aposentados do antigo banco paranaense.


Disputa acirrada


As eleições para deputado no Paraná estão mais concorridas este ano do que em 2002. Neste ano, são 265 candidatos disputando as 30 cadeiras de deputado federal e 526 atrás de uma das 54 vagas na Assembléia Legislativa. Na eleição passada, 495 disputavam as 54 cadeiras da Assembléia e 223 queriam se eleger para a Câmara Federal.


Corrupção não ajuda


Como se não bastasse a disputa numericamente mais difícil, os próprios políticos, principalmente os que buscam se reeleger, avaliam que conseguir voto agora é uma tarefa ingrata, por contas dos escândalos do mensalão e dos sanguessugas. Eles avaliam que o horizonte não estaria tão negro se Lula tivesse feito com o antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que conseguiu livrar seu governo de uma CPI da Corrupção.



Tempero


O programa eleitoral do candidato Rubens Bueno (PPS) deve intensificar a linha propositiva e apimentar as críticas nos próximos dias. O candidato pretende fazer um diagnóstico da realidade paranaense, mostrando soluções que poderão ser aplicadas no Paraná. Entre os dados que serão trabalhados está o fato de um terço da população paranaense estar abaixo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nacional, além de mais de 1,7 milhão de paranaenses ganharem menos do que um salário mínimo, 900 mil pessoas no Estado serem analfabetas e 50% dos homicídios no Paraná serem praticados contra jovens (idades entre 15 e 29 anos).


ICMS


O Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu pedido para suspender tratamento diferenciado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Paraná. A norma questionada no Supremo pelo Estado do Paraná adiou o pagamento do ICMS de empresas instaladas em quatro municípios que utilizam a Estação Aduaneira Interior de Maringá para fazerem importações. O Estado alegou que o benefício instituído pela Lei estadual 14.999/06 implicaria em expressivas perdas na arrecadação, trazendo dificuldades aos cofres públicos.


Perguntinha


O eleitor acredita em promessa de candidato em relação ao pedágio?


Equipe da Folha
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