UEL fora de foco


Membros do Conselho de Administração (CA) da UEL perderam quase meia hora na reunião de terça-feira para decidir se a imprensa poderia ou não acompanhar as discussões sobre a locação de vagas para alunos carentes. A polêmica foi iniciada quando os professores ''perceberam'' que jornalistas estavam cobrindo o encontro.


Transparência?


Na presença de 20 acadêmicos descontentes com a obra inacabada da Casa do Estudante, alguns professores argumentaram que o CA tem amparo regimental para se reunir reservadamente e que a UEL já conta com assessoria de imprensa para repassar informações à comunidade. Outros docentes se colocaram contra a exclusão da imprensa alegando que a universidade é pública e tem a obrigação de manter transparência em seus atos.


'Democratice'


O reitor Wilmar Sachetin Marçal, que preside o CA, preferiu decidir a polêmica na votação: por 4 votos a 3 e 3 abstenções, as equipes de TV foram autorizadas a fazer apenas imagens da reunião, e o repórter da Folha foi convidado a se retirar da sala.


Medo de quê?


Se a reunião iria discutir uma obra que já custou R$ 1,4 milhão e deve consumir outros R$ 300 mil para ficar pronta, o que o Conselho de Administração da UEL temia que a imprensa ouvisse?


É metano!


''É metano. Assim vou ter que proibir o povo inteiro de fazer pum.'' Do governador Roberto Requião (PMDB), sobre uma das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores rurais no Grito da Terra. A reivindicação era a seguinte: realização, por parte da Secretaria da Saúde, de pesquisa visando analisar a salubridade do gás expelido em aviários e seus efeitos sobre a saúde dos trabalhadores.


Parreira...


Requião conversou com os trabalhadores rurais e pequenos agricultores por uma hora e meia. Disse que com ele é ''jogo duro'', porque ele estaria mais para Felipão do que para Parreira.


...e Felipão


O vice-governador Orlando Pessuti estava ao lado, durante a reunião. E não foi poupado. O governador disse que Pessuti é o Parreira, porque amacia, e que ele (Requião) fazia o jogo duro.


Governo ou campanha?


O PFL está de olho nas últimas viagens do presidente Lula (PT). O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) diz que o presidente se vale do artifício de marcar viagens administrativas para acabar fazendo campanha política, com recursos públicos. Lula seria, por acaso, o único governante a lançar mão desse expediente?


Direto do plenário


A julgar pelos últimos acontecimentos, o clima no Legislativo estadual vai esquentar a reta final campanha. Esta semana, os deputados estaduais Elza Corrêa (PMDB) aliada do governo e José Domingos Scarpellini (PSB), das fileiras da oposição, trocaram farpas no plenário. O desentendimento começou com um pronunciamento da deputada, que falava sobre as obras do governo estadual.


Apoios


A discussão entre os dois deputados foi provocada pela campanha feita pelo deputado estadual Jocelito Canto (PTB) na tribuna da Assembléia Legislativa. Apesar de o PTB apoiar a candidatura de Osmar Dias, Jocelito apóia Requião por conta das obras que ele estaria entregando para o município de Ponta Grossa. Scarpellini ocupou a tribuna em seguida e acusou o governo de ''fantasias''. ''Esse é um ano de milagres. Hospitais estão sendo construídos, casas de detenção. Tudo o que não foi feito em três anos, se anuncia agora'', protestou.


Tempo


Elza não pensou duas vezes e ocupou os tempos das lideranças de governo e do PMDB para defender Requião. ''O governo não está se fazendo de mágico ou de santo, distribuindo agora os pães. As obras deste governo não são virtuais'', defendeu.


Quando eu quiser


Scarpellini pediu um aparte para interromper o comentário de Elza. Mesmo tendo pedido para apartear primeiro, Elza se recusou a atender o pedido dele, dando o aparte para Neivo Beraldin, do PDT. Scarpellini se irritou, dizendo que pediu primeiro para falar. ''Eu concedo o aparte para quem eu quiser. Estou no horário das lideranças do PMDB e do governo. Vou te deixar falar porque sou uma democrata, mas na hora em que eu quiser'', disparou Elza. Os dois discutiram e Scarpellini chegou a fazer comentários longe dos microfones para ofender a parlamentar.


Panos quentes


A briga entre os parlamentares foi interrompida com o pedido de ordem do deputado estadual Natálio Stica (PT), que solicitou que a presidência interferisse, impedindo o debate entre Scarpellini e Elza.


Internet


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não reconheceu o recurso encaminhado pelos advogados do comitê do PMDB para recolocar os sites do governo Requião no ar. Outra decisão da Justiça Eleitoral impede o PMDB de usar a imagem e as falas do cônsul dos Estados Unidos no programa eleitoral, sobre o Porto de Paranaguá. O pedido foi feito pelo PPS.


Perguntinha


É possível diferenciar governantes de candidatos?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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