INFORME FOLHA
Barraco no shopping
O cardápio do almoço de sábado de um deputado londrinense foi composto de xingamentos e insultos em um restaurante do maior shopping de Londrina. A esposa do parlamentar teria reagido ao ouvir comentários a respeito do marido e a situação ficou pior.
Prato voando
Tudo começou quando outro cliente do restaurante, sentado duas mesas à frente, relacionou o deputado a palavras como ''mensalão'' e ''mensaleiro''. E o fez em voz alta. Segundo funcionários de estabelecimentos próximos, que presenciaram a cena, o deputado teria atirado um prato contra o homem.
Sem registro
O ''entrevero'' não foi registrado no sistema de segurança do shopping. O cliente envolvido no tumulto seria do interior de São Paulo mas não foi identificado. Várias pessoas confirmaram ter presenciado a cena.
Hostilidade
Esta não seria a primeira vez que o referido deputado teria sofrido ''ataques'' em locais públicos desde que seu nome foi envolvido no mensalão. A maioria teria acontecido em aeroportos.
Quem paga mais
O prefeito Nedson Micheleti (PT) adotou um novo argumento para justificar a não reposição da inflação aos servidores municipais de Londrina, em greve há três semanas. Na aparição pública de domingo, durante a Romaria da Terra, em Tamarana, Nedson afirmou serem justos os salários pagos aos funcionários se comparado à iniciativa privada.
Quem ganha menos
''Compare, compare o que você ganha com o que nós pagamos. Compare'', desafiou. O prefeito não deve ter feito menção aos R$ 1.793,37 pagos a seus dois jornalistas de carreira a terceira pediu afastamento para se dedicar à assessoria parlamentar. No Paraná, o piso da categoria é R$ 1.698,28. Outros seis jornalistas completam o staff da comunicação na Prefeitura, mas com salário acima dos R$ 2 mil.
Mais um
O titular da Secretaria Especial de Corregedoria e Ouvidoria Geral (Seoge), Luiz Carlos Delazari, se afastou ontem do cargo, tirando férias. Durante os próximos dias, Delazari ex-procurador-geral de Justiça vai se dedicar exclusivamente à coordenação do setor jurídico da campanha eleitoral pela reeleição do governador Roberto Requião (PMDB). Vários funcionários do governo tiraram férias para se dedicar à campanha de Requião, do primeiro ao terceiro escalão. Entre eles o secretário da Comunicação, Airton Pisseti.
Interino
O promotor de Justiça Cid Marcus Vasques, coordenador de Corregedoria e Ouvidoria da instituição, responderá interinamente pela pasta.
Ralo da corrupção
Um levantamento feito pelo jornal ''O Globo'' dá uma idéia do tamanho do rombo causado pela corrupção no País. Conforme o jornal, o Brasil teria perdido a estratosférica cifra de R$ 10,8 bilhões, num período de quatro anos. O jornal comparou que o volume de recursos perdidos com a corrupção é maior do que o governo federal vai gastar este ano com o Bolsa Família (R$ 8,3 bilhões), um de seus principais programas.
Contabilidade
O número, segundo ''O Globo'', representa os recursos que comprovadamente deixaram os cofres públicos no período, indo para os bolsos de corruptos. Na ponta do lápis, é como se tivessem sido desviados R$ 58 de cada um dos 185 milhões de brasileiros. Os repórteres se basearam em cinquenta operações especiais de combate à corrupção da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público para calcular o tamanho do rombo provocado pelos esquemas.
Fraudes
Nessas ações, foram presas 1.032 pessoas, acusadas pelo desvio de R$ 9,3 bilhões. Soma-se ainda R$ 1,5 bilhão, pulverizado em milhares de pequenas fraudes praticadas nas prefeituras com recursos federais.
Grito da Terra
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) promove na quarta-feira, em Curitiba, a 12 edição do Grito da Terra com a participação estimada de 1.500 trabalhadores rurais de todo o Paraná. Eles reivindicam melhorias para o campo incluindo trabalho, meio ambiente, saúde, educação e habitação.
Chamando a atenção
Momento de constrangimento entre os candidatos ao governo do Estado no debate da APP-Sindicato. Uma professora de Ponta Grossa, enquanto formulava uma pergunta, disse que estava ''decepcionada'' com o ''despreparo de alguns candidatos''. O moderador pediu respeito pelos presentes, que estavam ali atendendo a uma solicitação da categoria.
Origem humilde
O candidato Antônio Roberto Forte (PSL), que é caminhoneiro, entendeu a intervenção da professora como um recado para ele. ''Vim da roça e sou caminhoneiro, sou de origem simples, sim. Ser candidato a governador exige coragem e isso eu tenho'', respondeu, lembrando que o presidente Lula também tem origem humilde.
Perguntinha
O que pensa o eleitor sobre os parlamentares que renunciam para fugir da cassação?
Equipe da Folha
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