INFORME FOLHA
Políticos são fraldas
Frase escrita em folha de sulfite num pequeno painel de avisos em Cartório de São João do Ivaí: ''Políticos são como fraldas descartáveis. É necessário trocá-los constantemente. Sempre pelo mesmo motivo''.
Patrão?
Uma das frases de efeito na campanha em favor das eleições usa o termo ''patrão'', atribuindo ao eleitor a responsabilidade de ''empregar'' os candidatos que vão ''trabalhar'' pelo Brasil. Metáfora à parte, a comparação não é feliz. Ser patrão, no Brasil, no sentido de gerar empregos, é proibido.
Patrão é palavrão
Quem produz e gera emprego está sendo punido por uma legislação trabalhista inflexível. Na Justiça é visto com suspeita. Pequenos e médios empresários vivem desabafando: ''A lei trabalhista nos vê como bandido''. Será que compensa ser patrão? A burocracia não deixa sequer abrir uma empresa, pois as dificuldades são tantas...
'Mensaleiros' ricos
A evolução do patrimônio dos 11 deputados investigados no escândalo do mensalão - que disputarão a reeleição - mostra que dos quatro que conseguiram aumentar em mais de 100% seus bens nos últimos quatro anos, três são do PT'', informa a Agência Estado.
Petistas lideram
Os quatro que lideram a lista de evolução patrimonial entre 2002 e 2006 são Paulo Rocha (PT-PA), Vadão Gomes (PP-SP), Professor Luizinho (PT-SP) e José Mentor (PT-SP). Os dados constam das declarações de bens ao TSE. Patrimônio de Paulo Rocha aumentou 1.153%
Patrimônio aumentou 1.153%
Os deputados foram absolvidos nos processos de cassação do Conselho de Ética da Câmara - Rocha renunciou. Apenas Luizinho figura como um dos 40 denunciados pela Procuradoria-Geral da República por conta do mensalão. Paulo Rocha lidera disparado a lista. Ele aumentou seu patrimônio em 1.153%.
Protegidos
Felizmente nenhum desses exemplos de ''honestidade'' é paranaense. Eles escaparam da punição graças às manobras dos partidos que apóiam o governo; ao Palácio do Planalto e ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo, que também é do governo. Colaboraram ainda a oposição, tímida e de rabo preso, e a Justiça, omissa.
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Segurança eleitoral
''A pouco mais de um mês das eleições, Polícia Militar nas ruas, viaturas novas, enfim policiamento ostensivo, que transmite tranquilidade aparente aos cidadãos''. Comentário é de uma leitora, ao passar pela rotatória do Moringão, em Londrina. Em seguida ela pergunta: após as eleições isto vai continuar?
Requião sai dia 1º
O chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, informou ontem que a previsão é que o governador Roberto Requião (PMDB) e seu vice Orlando Pessuti (PMDB) se licenciem no dia 1º de setembro, mas ressaltou que a data pode sofrer alterações. Logo que renunciar, o governador passará o cargo para o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Hermas Brandão (PSDB), ex-vice na chapa de Requião. Após o fim da coligação entre PMDB e PSDB, o tucano não pôde se inscrever para disputar um cargo eletivo.
Visitas
Não será a primeira vez que Brandão assume a chefia do Executivo do Paraná. O deputado ocupou o cargo também na gestão do antecessor de Requião, Jaime Lerner (PSB). Em novembro de 2001, quando Lerner foi visitar o neto Tobias em Nova York, a interinidade de Brandão gerou até polêmica no Centro Cívico. Isso porque Brandão recebeu, no gabinete palaciano, adversários de Lerner.
Morno
O primeiro debate eleitoral com os presidenciáveis, que foi ao ar na noite de segunda-feira, na Bandeirantes, foi morno, mas nem por isso totalmente sem graça. O presidente Lula (PT) não foi e por isso recebeu críticas e provocações por parte dos demais candidatos. A candidata do Psol, Heloísa Helena, não abriu mão do estilo pavio curto.
Samba de uma nota só
Cristovam Buarque não mudou a nota do seu samba durante todo o debate na TV. Como resolver o problema da segurança? Educação. Melhorar a renda do trabalhador? Educação. Ele admitiu inclusive que não pode prever como ficará a taxa de juros no seu governo. Mas a ''taxa de analfabetismo'', essa vai zerar, garantiu.
Vetos 1
Dezenas de vetos do Poder Executivo a projetos aprovados pela Assembléia Legislativa do Estado aguardam parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia para depois irem a plenário. Entre os projetos rejeitados pelo governo que aguardam votação pelos deputados está o que prevê penalidades à prática de assédio moral nas autarquias públicas. A proposta foi vetada no início deste ano e esta semana passou pelo crivo da CCJ, que considerou o veto correto. Falta agora a análise em plenário, que pode manter ou alterar a decisão da CCJ.
Vetos 2
A direção da APP-Sindicato entidade que representa os professores da rede estadual , lamentou a decisão dos deputados estaduais de manter o veto à equiparação salarial dos professores do Paraná. A categoria esperava que o veto fosse apreciado em outra data, especialmente por causa do processo eleitoral. A direção da APP entende que os educadores fizeram o que era possível, pressionando o poder público. A APP prometeu ainda continuar na luta pelas melhorias.
Perguntinha
O horário eleitoral vai tirar a campanha do marasmo?
Equipe da Folha
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