Vai encarar?


O tenente-coronel Joacir José da Silva assume o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina na próxima segunda-feira. Como ele era comandante em Apucarana, deve saber o que vai encontrar: brigas entre quadrilhas, tráfico livre para atuar, sequestro-relâmpago e uma população acuada. Que não acredita nas autoridades locais.


Condições de trabalho


Como Londrina é o paraíso da bandidagem, o tenente-coronel vai ter que contar com estrutura. Experiente, ele deve ter feito exigências. Sem estrutura, não vai ser fácil. A primeira tarefa da autoridade é vencer a omissão de lideranças. A população vai torcer para que os políticos não atrapalhem.


Texto de marketeiro


Ontem, neste espaço, a Folha criticou a agência de publicidade que faz a campanha do Tribunal Superior Eleitoral sobre as eleições. Sem muita sutileza, a agência usou do duplo sentido das frases de forma a beneficiar a reeleição. Leitores disseram que também tiveram essa impressão. E completam: o texto é de algum marketeiro do Planalto. Não é possível.



Te conheço?


Na Câmara de Vereadores de Londrina, nem sinal de comentários a respeito da greve dos servidores municipais. A situação é praticamente o oposto do verificado ano passado, quando os parlamentares chegaram a intermediar uma tentativa de acordo entre a categoria e o Executivo sem resultado.


(Mais) Discussão adiada


O tom morno, quase frio dos debates no Legislativo londrinense, foi além do assunto paralisação: único projeto de maior destaque na pauta de ontem, a concessão dos serviços de água e esgoto na cidade mais uma vez teve a discussão protelada, e por tempo indeterminado. Matéria que previa o limite de reeleições para diretores de escolas municipais também saiu de pauta.


Sem eco


Nunca a Câmara de Londrina foi tão fiel à metáfora ''caixa de ressonância da sociedade''. Tão fria quanto a discussão por lá é a movimentação dos grevistas nos diferentes pontos do serviço municipal. Não há clima de greve, embora membros do comando insistam em fechar, a cadeados, alguns acessos à população. O prédio da Prefeitura, por exemplo, teve o acesso impedido na terça e, ontem à tarde, era vigiado por nove aposentados com camisetas do Sindserv.



PMDB x PSDB


Peemedebista histórico, o vice-governador Orlando Pessuti confessou ontem que seu destino político depende da alta plumagem tucana. Indicado para uma vaga de conselheito no Tribunal de Contas (TC), declarou que só assume o cargo se a aliança PMDB/PSDB ao governo for confirmada.


2 para 1


Se o naufrágio da aliança peemedebista-tucana se confirmar, Pessuti deve pleitear a recondução de seu nome à vaga de vice-governador. ''A chance é dois para um a favor do TC'', afirmou revelando que a decisão caberá ao governador Roberto Requião.


Vigilância


Dentro da Assembléia Legislativa, os parlamentares que disputam as mesmas bases eleitorais estão de olho uns nos outros. Querem ver se flagram algum escorregão, especialmente nos casos de propaganda irregular.


Negado


A 7 Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre (RS), negou habeas corpus a um morador de Foz do Iguaçu, preso no mês passado após ser pego em flagrante com medicamentos falsificados trazidos do Paraguai para serem vendidos no Brasil. Segundo o TRF, a prisão preventiva foi decretada com o objetivo de garantir a ordem pública, pois o morador de Foz vinha praticando reiteradamente o descaminho e já responde a processo penal pelo mesmo crime.


Falecimento


Morreu ontem, em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), aos 93 anos, Helvídia Barbosa Puppi, mãe do ex-prefeito de Campo Largo Newton Puppi e avó de Marcelo Puppi, candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Rubens Bueno (PPS). O corpo está sendo velado na capela do Cemitério Municipal de Campo Largo. O sepultamento será hoje, às 15 horas.


Ponta do iceberg


A notícia de trabalho infantil em Bituruna (71 km a oeste de União da Vitória), que mobilizou o Ministério Público do Trabalho, é apenas a ''ponta do iceberg'', nas palavras do próprio delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk. Segundo ele, entre o ano passado e este, o setor da madeira fechou 4.930 empregos e, com isso, a Região Sul passou a apresentar um ''aumento de criminalidade e problemas sociais muito graves''. ''Não é por acaso que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PR) tem encontrado trabalho infantil em várias regiões do Paraná, além de trabalho escravo no setor madeireiro'', afirmou Serathiuk.


Desespero


Na avaliação dele, é o ''desespero pela sobrevivência'' que leva as crianças ao trabalho infantil e os adultos ao trabalho escravo. A causa está, na visão de Serathiuk, no modelo de desenvolvimento implantado no Paraná que, para alavancar atividades de exportação de grande escala como soja, açúcar, frango e madeira para celulose, deixou a agricultura familiar sem crédito, levou à concentração da terra, à migração de milhares de pessoas para as periferias, deixando regiões do Estado com Índices de Desenvolvimento Humano abaixo de regiões pobres do País.


Perguntinha


O eleitor está preocupado com a aliança PSDB-PMDB?

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