O desafio das pombas


A decisão de sacrificar pombos em massa para controle populacional provoca polêmicas na cidade. Nem todos são favoráveis à matança generalizada sem que se analisem melhor outras alternativas. Em cidades européias, como Veneza e Lisboa, onde se convive com o problema há séculos, o extermínio é descartado em favor do uso de anticoncepcionais, por exemplo.


Não resolve


Antes da matança é necessário que fique bem claro que a comida abundante é um dos fatores que beneficiam a procriação dos pombos. Uma cidade cercada de plantações, com grandes silos armazenando grãos e com lixo onde se encontra alimento em quantidade, a medida ''saneadora'' poderá resultar em nada a médio prazo. Hoje matam-se 50 mil pombos mas, do jeito que vai, a matança poderá não ter fim.


Exemplo negativo


Ontem, num supermercado da cidade, uma dona de casa comentava com uma amiga:''Com tantas campanhas em favor da vida e do meio ambiente, como vou explicar para o meu filho de 5 anos que em Londrina vão matar 50 mil pombas numa câmara de gás?'' A pergunta é boa e induz a uma reflexão sobre manejo e sustentabilidade, opções que parecem passar longe da discussão que propõe métodos radicais de controle.



Costa Oeste


''Agora ele não é mais Fernandinho Beira-Mar, ele é o Fernandinho Costa Oeste.'' Do governador Roberto Requião (PMDB), ontem, ao comentar uma resposta aos jornalistas do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sobre Beira-Mar que está na penitenciária de segurança máxima de Catanduvas (50 km ao sul de Cascavel). Bastos veio a Curitiba para assinar um acordo de cooperação técnica com o governo do Estado. O ministro avisou que não há pressa alguma em mandar mais presos para a Catanduvas.


Companhia


O ex-vereador de Curitiba Jorge Samek, ex-presidente brasileiro da usina de Itaipu que agora está encarregado da coordenação da campanha pela reeleição do presidente Lula (PT) no Paraná, esteve ontem no Palácio Iguaçu, acompanhando Bastos. Mas foi embora rápido, antes mesmo do ministro. Requião negou que Samek tenha ido ao Palácio para tratar de assuntos políticos.


Cada um no seu ritmo


A 56 dias do primeiro turno das eleições, o candidato do PDT, Osmar Dias, não fez um só ato de campanha durante toda a semana. Enquanto o candidato do partido à Presidência da República, Cristovam Buarque, visitava Curitiba e Londrina, Osmar estava em Brasília se preparando para o esforço concentrado dos dias 1, 2 e 3. Retornou ao Paraná na quinta-feira e desde então, dedica os dias para a gravação de programas para o horário eleitoral gratuito e reuniões com a coordenação da campanha. A agenda é a mesma inclusive neste sábado, dia em que o seu principal adversário tem compromissos de campanha por mais de 12 horas. A candidata do PRTB, Ana Lúcia Pires, também visita hoje 12 municípios.


Produtividade


Está nas mãos do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade do governo do Paraná contra a Lei Complementar estadual 116/2006, que dispõe sobre a extensão, aos aposentados e pensionistas, das quotas de produtividade obtidas pelos Auditores Fiscais da Coordenação da Receita do Estado. O governo pede a suspensão da lei. Ainda não há previsão de julgamento da ação.


Fim de mandato


A lei em questão, promulgada pela Assembléia Legislativa, havia sido vetada pelo governador, que alegou inconstitucionalidade. Segundo a defesa do governo estadual encaminhada ao Supremo, ''a extensão das quotas de produtividades aos aposentados e pensionistas importa em aumento das despesas para os cofres estaduais, aumento este não autorizado e dentro dos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do Poder Executivo''.


Eventual


O governo argumenta que as quotas de produtividade são ''verbas eventuais'' que decorrem da superação das metas de arrecadação planejadas, portanto, não fazem parte dos vencimentos dos auditores e, por isso, não podem ser estendidas aos aposentados e pensionistas do Estado.


Parentes


Assim como ocorreu em Maringá, onde nove pessoas foram exoneradas esta semana, a Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público da Comarca de Maringá recebeu ontem um ofício da Prefeitura de Doutor Camargo (32 km a oeste de Maringá), informando sobre a exoneração de quatro servidores com cargo em comissão sem concurso público contratados pelo município.


Orientação do MP


A dispensa dos servidores, formalizada no dia 2 de agosto, atende à recomendação 06/2006 do MP, que orientava sobre a impossibilidade ''de contratação ou manutenção'' de parentes de prefeito, vice-prefeito e secretários em cargos comissionados na administração pública.


Demitidos


Segundo o ofício que chegou ao Ministério Público, foram demitidos uma sobrinha e uma nora do prefeito, uma nora do vice-prefeito e o marido da chefe de divisão do Ensino Fundamental, cargo equivalente ao de secretária municipal.


Perguntinha


Para que mais presídios se Catanduvas só tem um ''hóspede''?

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