INFORME FOLHA
Morte no semáforo
A violência em Londrina está criando um hábito perigoso: temendo assaltos, motoristas estão evitando parar em semáforos à noite. Ou mantêm o carro em movimento lento. Os mais tranquilos param mas ''seguram'' o carro na embreagem, engatado, com olhar atento. Se um estranho se aproxima, arrancam rapidamente.
Morte no semáforo 2
Mas este cuidado todo nem sempre é suficiente. Na noite do dia 28 de julho, o técnico em informática Fábio Yokio Koizumi, 31 anos, estava num cruzamento da avenida Leste-Oeste, em pleno centro. Ao tentar fugir de dois motociclistas que pararam ao seu lado, foi atingido por um tiro. Morreu.
Cidade sem políticos
A cidade - que não conta com ação de políticos nem de outras lideranças para mudar a realidade -, vive com medo. Pede socorro. As pessoas mudam a rotina em busca de um comportamento defensivo. Pergunta-se: Quem trabalha, paga impostos e cumpre com suas obrigações de cidadão merece isto? Cidade sem lei. Terra de ningém.
Batata-quente
A possível intermediação entre a Prefeitura de Londrina e o sindicato que representa os servidores municipais, o Sindserv, deve ficar para o Ministério Público do Trabalho. A entidade tentou primeiramente o MP Estadual que, em ofício datado de ontem, informou estar ''sensível ao preocupante problema'', mas sem ''atribuição para interferir na questão''. Daí, o encaminhamento da solicitação para o MP do Trabalho.
Dia de alerta
Enquanto a negociação entre as partes não vinga, o sindicato anuncia para a próxima terça-feira uma paralisação de 24 horas no serviço público, em caráter de alerta. No mesmo dia, às 8 horas, em frente à prefeitura, a categoria define em assembléia a data de início da paralisação a última, em março/abril de 2005, durou 31 dias.
Traição 1
O candidato ao governo do Estado pela Coligação Voto Limpo (PPS-PFL), Rubens Bueno, estava indignado ontem com o pedido de desfiliação do PPS do prefeito de Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), Antônio Wandscheer, que apóia a reeleição do governador Roberto Requião (PMDB).
Traição 2
Bueno considerou a atitude de Wandescheer uma ''traição'' política, ''uma punhalada pelas costas''. Rubens disse ter ficado surpreso com a decisão do prefeito, até porque o filho de Wandscheer é candidato a deputado estadual pelo PPS.
Traição 3
Wandescheer disse que pediu desfiliação do PPS porque não consegue aceitar a aliança do partido, de origem comunista, com o neoliberal PFL. ''Cheguei à conclusão de que não é partido político que vai mudar o Brasil'', lamentou.
Tucano
Segundo o comitê de campanha do PPS, o candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, desembarca no Paraná no próximo dia 17. Alckmin deve visitar Curitiba e Ponta Grossa.
Pelo patrimônio
A cena revoltou um grupo que esperava ônibus em um terminal de bairro em Curitiba, dia desses. Um garoto que estava na fila aguardado o ônibus foi abordado por uma turma de adolescentes e teve o par de tênis roubado. De acordo com o pai do menino, ele não foi ajudado pela Guarda Municipal, que estava por perto. Justificativa dos guardas para o pai do garoto: eles estavam ali apenas para cuidar do patrimônio público.
Em caso de assalto
A segurança pública é atribuição do Estado e a missão da Guarda Municipal é realmente a proteção de bens serviços e instalações do município. Essa função da guarda foi confirmada à Folha pelo diretor da Guarda Municipal, Carlos Celso dos Santos. Ele esclareceu ainda que, em casos de assaltos, que são de competência específica das polícias, os guardas são orientados a fazer o encaminhamento à delegacia ou posto da Polícia Militar mais próximo.
Segurança terceirizada
Santos acrescentou que os guardas municipais não são orientados nem treinados a fazer perseguições. E no caso dos terminais de ônibus, a segurança é feita por uma empresa terceirizada, de forma integrada com a Guarda Municipal e a Polícia Militar, que fazem rondas nesses locais. O diretor da Guarda ressaltou que não há problema algum em recorrer a um guarda municipal em caso de assalto, mas ele irá apenas prestar auxílio, já que a prisão efetivamente é de competência da autoridade policial.
Altônia
O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as contas de Durval Emídio dos Santos, ex-prefeito de Altônia (76 km a sudoeste de Umuarama), e o condenou ao pagamento de R$ 259.158,53 por não prestar contas dos recursos federais repassados ao município pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS). A verba, de acordo com o TCU, foi transferida para a construção de um posto de saúde no município, para melhoria dos serviços de saúde e a integração ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Parcelamento
O ex-prefeito foi autorizado a parcelar o débito em 24 vezes e tem prazo de 15 dias, após o vencimento de cada uma, para comprovar o recolhimento aos cofres do FNS e do Tesouro Nacional. Cabe recurso da decisão. O TCU enviou cópia da documentação ao Ministério Público da União. A Folha não conseguiu contato com o ex-prefeito para comentar a decisão.
Perguntinha
Em plena campanha eleitoral terá greve na Prefeitura de Londrina?





