Lula fez escola


Está na Folha de domingo: ''...Lygia Puppato nega participação no relatório sobre sua gestão''. O relatório está sendo investigado pelo Ministério Público. É um documento sobre a gestão da reitora - mais do que justo que uma gestão, inclusive a da reitora, apresente um relatório. Mas ela não sabia?


Lula fez escola 2



Pelo menos um episódio que Lula diz que não tomou conhecimento, está no livro de Ricardo Kostcho, seu ex-assessor, como obra do presidente e pessoas de sua confiança. O mensalão, por exemplo. Mas ele não sabia.



Cidade abandonada



Os bandidos de Londrina estão apavorando a região. Em poucos dias, dois sequestros com agressão física em Arapongas. Não é de hoje que cidades menores reclamam. Semanas atrás, um leitor de Bela Vista do Paraíso criticou: ''Londrina não tem autoridade e a bandidagem se espalhou; sobrou para a gente; já fomos uma cidade calma''.



Paraíso dos bandidos



O leitor tinha certa razão. Aqui é como se fosse o paraíso dos criminosos. Coisa de cidade grande? Negativo. Vamos comparar as estatísticas de Maringá e Curitiba. Na proporção Londrina ganha até de algumas capitais.



A vida não vale nada



Autores de dois sequestros em Arapongas vieram parar em Londrina. Ou são daqui. A vítima de um desses sequestros-relâmpagos está na UTI em estado grave. Os autores foram detidos mas, certamente, em breve ganham liberdade. Esta é a regra. A outra vítima não foi hospitalizada mas, depois de cinco horas no porta-malas do carro, recebeu coronhadas.


Ninguém se mexe


Taxistas vivem em polvorosa. Comerciantes, além de esbulhados por impostos, não têm segurança para trabalhar. A violência e a impunidade não têm limite. Ninguém se mexe. Londrina não tem políticos, não tem representante nos governos, não tem liderança. Não tem nada. É cidade órfã. As pessoas estão ligando para a Folha todos os dias para dasabafar.


Pulando a história


O pedetista e candidato à presidente da República, Cristovam Buarque, cometeu ontem uma gafe ''histórico-partidária'' durante visita à Londrina. Ao relacionar nominalmente os presidentes do Brasil após a construção de Brasília, Buarque pulou João Goulart, que assumiu o governo em 1961, pelo então PTB, que originou o atual PDT.


Faltou educação



Ao ser lembrado por um repórter, ele se justificou: ''Eu não disse o Jango porque ia parecer que era em causa própria'', sem perder o bom humor. ''Eu errei mesmo. Está vendo como é importante a educação'', disse o candidato, aproveitando para divulgar o principal tema de sua campanha.



Bolso vazio



Buarque também se queixou da dificuldade de angariar doações para a campanha. Além dos escândalos de corrupção envolvendo o governo federal, o candidato também atribui a dificuldade de financiamento ao medo de empresários de que Lula se reeleja. ''Estou sentindo muita gente com medo de dar recursos para a campanha achando que serão perseguidos pelo Lula, que passou a idéia que vai ganhar'', disse.



Tensão pré-eleitoral 1



Comentário de uma eleitora, que aguardava um táxi em Curitiba: ''Não sei como votar este ano. O PMDB, que tinha o apoio do PT, agora está com o PSDB. O PPS está com o PFL. Não faz sentido''. A 'angústia lógica' que acometeu essa eleitora está disseminada entre o eleitorado do Paraná. E não é para menos. Não é fácil 'encaixar' as peças do quebra-cabeça de alianças de uma maneira que faça sentido.


Tensão pré-eleitoral 2



Em 2002 -última eleição para presidente, governadores, senadores e deputados- o PMDB no Paraná elegeu Roberto Requião com o apoio do PT de Lula. Hoje, o PT no Estado tem como candidato o senador Flávio Arns, que antes era do PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Outra aliança que não faz sentido aos olhos dos eleitores é a do PPS, em tese sucessor do partido comunista, com o neoliberal PFL.


Psol


César Benjamin, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela senadora Heloísa Helena (Psol) deve cumprir agenda de campanha em Curitiba, na sexta-feira, junto com o candidato ao governo do Estado, Luiz Felipe Bergmann. A programação ainda está sendo fechada.



TV 1



Os comitês de campanha estão debruçados sobre o programa eleitoral dos candidatos. Daqui a duas semanas começa a propaganda eleitoral gratuita. Por enquanto, os programas estão sendo montados e ainda não há uma definição mais detalhada do que irá ao ar. Os quatro principais candidatos -Roberto Requião (PMDB), Osmar Dias (PDT), Flávio Arns (PT) e Rubens Bueno (PPS)- ainda esperam uma definição da Justiça Eleitoral sobre a coligação PMDB-PSDB, para saber quanto tempo terão no final.


TV


Todos ainda estão escolhendo as melhores imagens para levar ao ar. No caso de Requião, candidato à reeleição, a tônica deve ficar nas obras e programas da gestão, mas a assessoria informou que não comentaria o teor do programa que está sendo produzido. No caso do PPS, por exemplo, o objetivo central é apresentar o candidato, que ainda tem um índice considerável de desconhecimento.


Perguntinha



Muita munição preparada para o horário eleitoral?

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