INFORME FOLHA
O papel das empresas
Manchete de ontem deste jornal é sobre os investimentos sociais das empresas. Além de gerar empregos, pagar impostos e apoiar entidades beneficentes elas praticam algum tipo de ajuda direta às comunidades dos bairros onde estão instaladas. Segundo pesquisas do Ipea, 63% das empresas prestam ajuda direta aos carentes.
Poderiam fazer mais!
As empresas devem fazer muito mais. E certamente o farão se tiverem mais liberdade para produzir. Como assim? O trabalho das empresas hoje esbarra numa parafernalha de entraves burocráticos. Impostos absurdos (que não se convertem em benefícios sociais), burocracia que dificulta expansão dos negócios e uma legislação trabalhistas que trata o empresário como bandido.
Elefante pesado
Alguns empresários talvez não se importariam em arcar com a carga tributária mais pesada do mundo, se pelo menos o dinheiro fosse bem aplicado: em educação, saúde e segurança. Mas o destino dos impostos não é o benefício social. A máquina pública é um elefante difícil de carregar.
Direto de produzir
O Estado (estrutura da União, estados e municípios) perdulário e esbanjador impede a expansão das empresas. A legislação trabalhista - paternalista - inibe a contratação de trabalhadores. Quando as empresas estiverem livres dessas amarras todas, haverá mais emprego, mais dinheiro circulando e mais prosperidade. E menos famílias carentes.
Inflação
Pelas contas dos vários partidos que disputam a eleição para o governo, o Paraná vai extrapolar logo os 399 prefeitos. Isso porque, se somadas as listagens de apoio, ainda que informais e com cada um puxando a sardinha para o seu lado, a conta ultrapassa facilmente os 399 municípios.
Bloco na rua
Tem deputado estadual defendendo que a campanha eleitoral não pode interromper a pauta de votações da Assembléia Legislativa. Por enquanto, abertamente, um só, entre os 54 parlamentares. Mas vários esperam que seus projetos sejam aprovados.
Don't cry for me, Argentina...
Com ou sem plenário vazio, quando recomeçarem as sessões do Legislativo, o clima deve esquentar. O deputado da oposição José Domingos Scarpellini (PSB), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, promete requerer que a Comissão de Fiscalização da Assembléia amplie as investigações sobre a recente viagem do governador Roberto Requião (PMDB) e comitiva de assessores a Córdoba, na Argentina.
Processos represados
Todos os dias são protocolados no Tribunal de Contas (TC) do Estado 150 processos, em média. O volume de processos, que antes era julgado pelo tribunal pleno e demorava meses para ser votado, agora está sendo distribuído também entre duas novas câmaras, criadas para reduzir o volume de processos parados no tribunal pela nova lei orgânica da Casa. Segundo dados no TC, essas duas câmaras analisaram e julgaram 3.144 processos entre convênios, pensões, admissão de pessoal, revisão de proventos, aposentadoria, auxílios e subvenções sociais.
Funções
Os julgamentos aconteceram nos primeiros seis meses de atuação das duas câmaras que foram criadas em janeiro, com a atribuição de julgar as prestações de contas de prefeituras, câmaras municipais e de gestores da administração pública indireta do Estado e direta e indireta dos municípios. Antes, essa era uma atribuição do pleno do TC, que teve sua atuação restrita ao julgamento das contas do governo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e secretarias de Estado.
Na telinha
Enquanto a polêmica senadora Heloísa Helena, candidata do Psol à presidência, quer porque quer garantir sua participação em debates eleitorais, o presidente Lula (PT) se faz de rogado. Lula comunicou a seus assessores que não quer participar de debates na TV durante a campanha. Pelo menos não no primeiro turno.
Bombardeio
Lula não deve mesmo morrer de vontade de ouvir falar em mensalão, se ele sabia ou não, da máfia das ambulâncias e por aí vai. Já a senadora do Psol adoraria a oportunidade de lembrar desses assuntos espinhosos. O problema é que o partido dela foi criado no ano passado e, pelas regras, os meios de comunicação têm que convidar os candidatos de partidos que elegeram deputado federal em 2002.
De jeito nenhum
Lula diz acreditar que, se o debate for realizado sem a sua presença, o desgaste será menor do que ficar exposto à fúria dos adversários. Como se fosse o único com telhado de vidro a pisar num debate.
Curitiba e região Norte
O candidato do PDT à presidência da República, senador Cristóvam Buarque, estará nos próximos dias em Curitiba, Londrina e Maringá. Na Capital, ele chega sábado à noite e cumpre uma extensa agenda no domingo, visitando locais tradicionais, entre eles a feirinha do Largo da Ordem e o parque Barigui. Na segunda-feira, estará em Londrina, onde fará uma caminhada pelo centro. Visita diversas cidades da região, entre elas Cambé e Rolândia, e depois segue para Maringá, onde fará um comício.
Cada tucano no seu galho
''Não seria condizente que o líder do partido na Assembléia Legislativa apresentasse a postura de oposição, enquanto a maioria do partido sempre apoiou a atual administração''. Comentário do deputado estadual Nelson Garcia, que assume a liderança da bancada tucana, no lugar de Ademar Traiano.
Perguntinha
Vai fazer diferença para os tucanos do Paraná a decisão da Justiça sobre a aliança PMDB-PSDB, seja ela qual for?





