Pé atrás 1


Quem se declara candidato pelo Interior corre o sério risco de levar um gelo do eleitorado, que anda visivelmente desencantado e irritado com a classe política. Por isso, agora que colocaram o bloco na rua, os candidatos estão sendo cautelosos na abordagem ao eleitor. Ao comparecerem em festas, churrascos, batizados e eventos do gênero, evitam dizer de cara que são candidatos a este ou aquele cargo. Primeiro, quebram o gelo, conversando sobre os mais diversos assuntos.



Pé atrás 2


A sutileza garante a chance de conquistar a empatia do eleitor e não ser visto com receio logo na primeira impressão, independente das propostas que apresente. Como diz o ditado, gato escaldado tem medo de água fria.



Contagem regressiva


Falta uma semana para a retomada dos trabalhos da Assembléia Legislativa. Por causa da eleição, a tendência é que o plenário fique cada vez mais vazio, os discursos cada vez mais eleitoreiros e a pauta de votações cada vez mais amena. Como ocorre todo ano, os parlamentares não querem desgastes desnecessários nas vésperas da eleição.



Congelada


Pelo andar da carruagem, a transformação da Paraná Previdência em autarquia não vai acontecer até o final deste ano. Desde o início do governo, em 2003, o governador Roberto Requião (PMDB) defendeu a autarquização do fundo de pensão e aposentadoria dos servidores do Estado. A Emater, que era uma empresa pública, foi autarquizada. Mas a Paraná Previdência, pelo menos por enquanto, não teve o mesmo fim.


Contra


Criada pela Lei 12.398/1998, na gestão do ex-governador Jaime Lerner (PSB), a Paraná Previdência é um serviço social autônomo administrativo com autonomia técnica e financeira. A reação contra a proposta de autarquização foi forte. Os servidores ficaram inseguros porque, dependendo de como seja aprovada, os recursos podem ser englobados no caixa único do governo. A mensagem que prevê a autarquização não está concluída. A elaboração do texto está a cargo da Secretaria da Administração e Previdência.


Na Boca


A partir da próxima quarta-feira, o comitê suprapartidário que defende as candidaturas do presidente Lula (PT) e do governador Roberto Requião (PMDB) no Estado deve começar a coletar assinaturas ao manifesto de apoio na Boca Maldita, centro de Curitiba. A idéia do grupo é trazer Lula para uma agenda totalmente popular no Paraná, com o apoio de Jorge Samek, que coordena a campanha do petista no Estado.



Estratégia


O comitê que inclui representantes do PT, PMDB, PCdoB e PTB definiu, ao longo da semana, que vai atuar em três frentes: comércio, agricultura e no meio popular. Para viabilizar a agenda ''popular'' de Lula, Samek deve fazer contato com associações comerciais, com o objetivo de organizar caminhadas e eventos do gênero. Samek também vai atrás de reforços na Região Metropolitana da Capital.


Reincidência


Os vereadores de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), que novamente estão na mira do Ministério Público estadual, não parecem preocupados. Anteontem, um grupo de moradores da cidade, liderado pelo ex-vereador Luiz Romeiro Piva (PT), protocolou no MP um pedido de investigação a respeito de uma viagem a Natal dos vereadores, agendada para a semana que vem. Não estaria especificado quantos vereadores viajariam. A questão é que no ano passado, um grupo de seis vereadores viajou para o mesmo local, para participar do 29º Congresso Brasileiro dos Municípios, Prefeitos, Vereadores e Assessores, em abril.


Não pode


Na época, o Ministério Público apurou que, com base no regimento interno da Câmara da cidade, não seria permitido que tantos representantes do Legislativo Municipal viajassem para o mesmo evento com dinheiro público. Segundo interpretação jurídica do regimento, a viagem de apenas três vereadores poderia ter sido bancada pelo Legislativo. Por isso, em fevereiro deste ano, a Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com os seis vereadores, para que devolvessem aos cofres públicos o valor das despesas feitas na viagem, relativo a três pessoas.



Investigação


Os seis ratearam a diferença (R$ 10.029), quitando-a em quatro parcelas, que terminaram de ser pagas em maio deste ano. O MP ainda não sabe se a nova denúncia se enquadraria no mesmo tipo de ilegalidade, mas vai apurar o caso.


Perguntinha


O eleitor não tem razão de andar com aversão a candidato?

Maria Duarte e equipe

politicacwb folhadelondrina.com.br

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