INFORME FOLHA
Mea culpa
O destaque na reunião dos presidentes de Câmaras Municipais, ontem, em Curitiba, foi o conselheiro Heinz Herwig, presidente do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Herwig começou sua palestra admitindo que o erro na administração pública era comum e que ele mesmo já tinha errado muitas vezes, no cargo de Secretário de Estado de Transportes. Tanto que ele estaria preso hoje, se na época existisse a Lei de Responsabilidade Fiscal. ''Errei bastante. Ainda bem que na época não tinha Lei de Responsabilidade Fiscal, senão estava preso hoje'', brincou.
Memorável
O conselheiro contou alguns dos erros inesquecíveis, como a abertura de pontes onde não era necessário e a construção de rodovias onde não havia movimento. Um dos casos mais clássicos, segundo ele, foi o pedido de um deputado estadual que ele quis poupar de citar o nome. Num dia, foi procurado para asfaltar uma movimentada rodovia no interior, com seis quilômetros. Herwig fez o projeto, mandou orçar e licitar. A obra foi feita e ele foi inaugurar, ao lado do então governador.
Para onde?
Chegando lá, não sabia como explicar o motivo da obra. A rodovia levava ''nada'' a ''lugar algum''. ''Não sabia o que dizer. Acabei olhando uma escola e enrolei o governador dizendo que a obra foi social porque os alunos precisavam ir para a escola.'' Depois, Heinz descobriu que a rodovia passava em frente a uma fazenda do parlamentar que fez o pedido...
Que pena!
Que pena que Heinz não citou o nome do deputado beneficiado com a obra. Era a chance dele se redimir. Perdeu a grande oportunidade de mostrar quem é quem na política. Não aprendeu, pelo jeito. Citar o nome do indivíduo é o mínimo que poderia fazer. Como patriota.
Campanha mais discreta
Os fabricantes de bonés e os músicos estão inconsoláveis e recorrendo à Justiça contra a nova lei eleitoral, que acabou com a festa da distribuição de brindes aos eleitores e com os showmícios. Mas, nas ruas, as pessoas parecem contentes com a limpeza. Em Curitiba, eleitores confessam que gostariam que todo ano fosse assim.
Farmácia
O deputado José Janene (PP), alvo de processo de cassação na Câmara dos Deputados e que se licenciou do cargo por uma grave doença cardíaca, foi visto terça-feira em uma farmácia de Londrina adquirindo sorvetes, chocolates, além de dois remédios para emagrecimento.
Deixa pra lá
Acompanhado da esposa, Stael Fernanda Janene, e com a barba por fazer, o deputado parecia a mesma pessoa de sempre. Questionado pela esposa, em frente ao caixa, se não gostaria de ver um remédio para pressão, respondeu bem ao seu estilo: ''Não, não, deixa isso para lá. Não quero ver mais nada''. Possivelmente tenha um estoque de remédios em casa.
De fora
A logomarca do governo federal, característica da gestão Lula (PT), foi riscada dos convites da Secretaria Estadual de Agricultura para a Feira dos Sabores, que acontece em Curitiba desde ontem até o dia 16. É que o Ministério do Desenvolvimento Agrário apóia o evento, mas em tempos de campanha...
Balcão de apostas
A pergunta que não quer calar: quem vai subir no palanque durante a primeira visita do candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB) ao Paraná? A previsão é que o candidato tucano visite o Estado no próximo dia 22. O candidato ao governo do Estado pela coligação PPS-PFL, Rubens Bueno, declarou que vai bater perna com Alckmin pelo Paraná.
Disputado
O candidato ao governo do Estado pelo PDT, Osmar Dias, já manifestou vontade de estar com Alckmin, mas ainda não sabe se vai poder por causa da legislação eleitoral.
Coordenação
O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), está na coordenação da visita de Alckmin ao Estado e deve ser um dos integrantes da coordenação da campanha tucana no Paraná.
Mão-de-obra infantil
O Ministério Público e a Justiça do Trabalho estão de olho nos partidos políticos, que costumam usar e abusar do trabalho infantil. Para baratear as campanhas, crianças por vezes são usadas para carregar faixas ou serviços parecidos e que as colocam em risco, nas ruas. O Ministério Público do Trabalho no Paraná propôs firmar um Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC) com os diretórios estaduais dos partidos para que se comprometessem a não utilizar mão-de-obra de crianças e adolescentes nas campanhas. Mas, 18 partidos se negaram a assinar o TAC. Apenas nove assinaram o termo espontaneamente.
Ação
O MP decidiu então entrar com ação, na tentativa de reverter o quadro. São alvo da ação o PAN, PC do B, PCB, PDT, PFL, PHS, PMDB, PRB, PRP, PSB, PSC, PSDB, PSDC, PSL, PSTU, PT do B, PTC e PV. Na ação, o MP do Trabalho pede que os partidos não submetam crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos a qualquer atividade nas campanhas, além de pedir a condenação dos que utilizarem trabalho infantil.
Perguntinha
E do PMDB, quem vai tirar foto ao lado do presidenciável tucano?





