A Copa dos 'malas'


A Copa do Mundo acabou e ninguém quer saber do assunto. Mas vale um registro: foi a Copa dos ''malas''. Pelo menos para nós, brasileiros. Os ''malas'' daquela tevê que faz a idolatria dos jogadores, promoveram o diálogo entre o político ''mala'' (que não sabia de nada) com outro ''mala'', que é técnico. O assunto foi o (sobre)peso daquele ''mala'', que decepcionou. De quebra, a mesma tevê ''mala'' focava outro ''mala'', o argentino Ma(l)radona. A tevê ''mala'' deu tanto azar que até a Argentina voltou mais cedo.


Agroquímicos


Foi tema de reportagem na Folha Rural e críticas nesta coluna: abandonaram uma tecnologia ecologicamente correta e economicamente viável, o controle dos insetos-praga pelos insetos inimigos naturais (MIP). É controle biológico, sem ou quase sem o uso de veneno. Quem abandonou foram os governos do Estado (através da Emater) e federal (através da Embrapa). Até agora Secretaria da Agricultura e Ministério da Agricultura não se manifestaram.


Competência


O confronto entre o conhecimento técnico e as indicações políticas para cargos públicos resulta em situações, no mínimo, constrangedoras. A reportagem da Folha presenciou um exemplo desta situação. Enquanto o funcionário que domina o tema não pode nem mesmo ter o nome publicado no jornal, e muito menos posar para as lentes dos fotógrafos e cinegrafistas da imprensa, outro que não entende do assunto é que ''dá entrevista'', depois de decorar a fala para aparecer na TV.


Importância do vice


Antes das convenções, o PFL cogitava nos nomes de Osmar Bertoldi, Cassio Taniguchi e Emília Belinati para vice na coligação com o PPS de Rubens Bueno. Na hora de bater o martelo, o vereador de Campo Largo, Marcelo Puppi, ficou com a vaga.


Mais quatro anos


Ex-assessor da ex-vice-governadora Emília Belinati, o vereador mais votado do PFL nas últimas eleições compõe a chapa e tenta evitar que os outros três cogitados fiquem sem mandato, na hipótese da chapa não vencer o pleito, estratégia comum em eleições. Mais quatro anos sem cargo público poucos aguentariam.


Sem crise de identidade


''Minha inserção na chapa não me despersonalizou.'' Do candidato a vice na chapa encabeçada por Flávio Arns (PT), o ex-prefeito de Guarapuava Victor Hugo Burko, do PL. Ele explicou que abriu mão da pré-candidatura ao governo em favor de Arns porque a visão de governo é parecida.


Desigualdade é pouco


Para quem achava que a desigualdade social já era absurda no País, uma comparação da diferença na renda financeira revela um abismo ainda maior. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a renda financeira do rico subiu 66%, enquanto a do trabalhador teve crescimento de 19%. Uma diferença gritante. Trocando em miúdos, quem engorda a conta bancária com juros leva mais vantagem finaceira do que quem trabalha. E não é o trabalho que dignifica o homem?


Salarião


Para piorar a safra de notícias que assustam os trabalhadores, o polêmico aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda votação dos parlamentares. O contracheque deve subir de módicos R$ 24,5 mil para R$ 25,6 mil. O aumento seria pago a partir de janeiro do ano que vem.


Celular


Até o final deste mês deve ser concluído o projeto para instalação dos equipamentos necessários para o bloqueio de celulares na área próxima a uma penitenciária na Região Metropolitana de Curitiba. O sistema de bloqueio de emissão de sinais de entrada e saída de celulares será implantado como teste. A intenção é não prejudicar usuários ''comuns'' de celular que estejam próximos à penitenciária como é o caso dos moradores.


Permanente


De acordo com o Palácio Iguaçu, o equipamento deve ser analisado em dois meses de operação. Em seguida será avaliada a possibilidade de implantação dessa tecnologia no Sistema Penitenciário do Paraná. Entre as medidas de segurança praticadas nas penitenciárias do Estado estão a proibição de entrada de telefones celulares, cadastro de familiares e advogados dos presos e revistas em dias de visita para detectar a presença de metais.


Visitas


O governador Roberto Requião (PMDB), na disputa pela reeleição, não vai comandar a 'escolinha'. Como a legislação eleitoral não proíbe visitas a obras, o governador aproveita e cumpre uma extensa agenda de visitas hoje, em Curitiba desde um educandário até o Corpo de Bombeiros.


Stand by


Enquanto a Justiça Eleitoral no Paraná não decide sobre a aliança PMDB-PSDB no Estado, o deputado Valdir Rossoni, presidente estadual do PSDB, já anda espalhando aos quatro ventos que, dependendo da decisão, recorre. Rossoni que passou os últimos quatro anos criticando o governo estadual jura que vai até ''as últimas consequências'' para jogar uma pá de cal na coligação com o partido de Requião. Rossoni só não deixou claro quais seriam as últimas consequências.


Não vale


A briga começou depois que o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, baixou uma resolução impugnando a coligação com os peemedebistas. Na avaliação do PSDB nacional, essa aliança não atende aos interesses da candidatura à presidência de Geraldo Alckmin no Paraná. Seja como for, o material de campanha do PMDB já prevê o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), como o vice.


Perguntinha


As eleições deste ano serão mais discretas nas ruas e mais truculentas nos tribunais?

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