INFORME FOLHA
Gastança eleitoral
A Justiça Eleitoral parece mesmo disposta a combater a corrupção eleitoral. Está divulgando números de telefones para denúncias. Poderia, também, trabalhar em cima dos sinais emitidos pelas estimativas de gastos dos candidatos? No Paraná a soma das despesas dos onze candidatos passa dos R$ 40 milhões. A procedência e o destino de tanto dinheiro podem ser alvos de ''estudos''.
Tevê é de graça
A pergunta que qualquer vivente faz é a seguinte: É necessário mesmo tanto dinheiro? Afinal, os candidatos têm, de graça, o principal instrumento de campanha, que são os horários na televisão.
Culpa do boné
A fraude eleitoral desta campanha já tem um acusado, o boné, esse vilão da santíssima política brasileira. O boné, que ainda vai ser eleito inimigo número 1 do civismo e da lisura. É isso mesmo, tem que pôr o boné no banco dos réus! Onde já se viu! Já o uso da máquina administrativa não tem nada a ver. Afinal, quem está usando, não é mesmo? E quem consegue caracterizar?
Oportunidade perdida
Ironia à parte, as indústrias de confecções lamentam a perda de uma boa fase do mercado e não descartam desemprego. O momento político sempre foi um bom cliente. O outro é o agronegócio, afundado na pior crise dos últimos 20 anos e ignorada pelo governo.
Já está de volta...
O governador do Paraná e candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB), já está de volta ao Brasil, e deve acelerar sua campanha eleitoral a partir de agora. Ele retornou anteontem de Córdoba, na Argentina, onde de acordo com a Agência Estadual de Notícias do Governo do Paraná o objetivo era tratar de acordos comerciais. Hoje, às 10 horas, membros do diretório estadual do PMDB estarão reunidos em Curitiba para organizarem a campanha eleitoral do governador.
Estratégias
A coligação Paraná Unido (PT, PL, PC do B, PRB, PHS e PAN) se reúne no domingo, em Curitiba, para definir as estratégias da campanha eleitoral. Estarão presentes no encontro o candidato a governador, Flávio Arns, e seu vice Vitor Hugo Burko, Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado, além do Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, Jorge Samek (presidente da Itaipu Binacional), Nedson Micheleti (prefeito de Londrina) e Cido Spada (prefeito de Sarandi).
Coordenadores
O senador Osmar Dias (PDT), candidato ao governo da Coligação Paraná da Verdade, escolheu ontem o coordenador do Conselho Político de sua campanha. Será o ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente da Itaipu Binacional, Euclides Scalco. Para a coordenação do Plano de Governo foi escolhido o secretário de Planejamento da Prefeitura de Curitiba, Antônio Polloni. O coordenador operacional será o secretário de Meio Ambiente de Curitiba, Luiz Antônio Andreguetto.
Outras intenções
A aliança entre o PHS e o PT tem um objetivo claro: o PHS quer conquistar uma cadeira na Câmara Federal e uma na Assembléia Legislativa. Um dos líderes do PHS no Paraná, o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Emerson Nerone, está em plena campanha pró-Requião.
Disparidades salariais
Um manifesto elaborado na última quarta-feira por policiais militares da reserva do Paraná acusa o governo do Estado de ''ação discriminatória'' contra a classe. Eles se referem às disparidades salariais entre a corporação e os delegados da Polícia Civil, que recentemente receberam um reajuste salarial do governo. ''Não temos conhecimento de quem partiu a idéia do tratamento discriminado, mas quem elaborou as tabelas demonstra total desconhecimento da nossa situação hierárquica. Por exemplo, um agente de polícia passou a receber R$ 1.725,00, mais que um cabo da polícia militar, R$ 1.673,20'', diz trecho do manifesto.
Em nota
A assessoria da Secretaria de Estado da Segurança Pública informou à Folha, em nota, que o governo do Paraná também concedeu em 2006 reajuste na remuneração dos policiais militares, e que os índices para cada posto foram diferenciados para tentar corrigir distorções salariais que já existiam entre os postos. ''Se fosse aplicado um índice único, linear, essas diferenças de remuneração só iriam se acentuar'', diz trecho da nota.
Renovação
Mais da metade dos 81 senadores disputa algum cargo nas próximas eleições. A informação é da Agência Senado. Entre os candidatos, 22 senadores tentarão se eleger para o cargo de governador, enquanto dois disputarão a presidência da República e dois a vice-presidência. Dos 27 senadores cujos mandatos se encerram no final de janeiro de 2007, 13 estão se candidatando à reeleição.
Situação cômoda
Dos 22 senadores que tentam se eleger como governadores, 19 estão em uma ''situação cômoda'', pois ainda têm mais de quatro anos de mandato no Senado. Uma eventual derrota não irá tirá-los do cargo.
Réu confesso
O vereador de Reserva (98 km ao norte de Ponta Grossa), Flávio Hornung (PMDB), reassumiu, esta semana, a presidência da Câmara Municipal, o que gerou descontentamento entre lideranças de outros partidos pelo fato de ele ser réu confesso no processo criminal da morte do presidente do PCdoB do município, Nelson Vozniak, em 15 de janeiro deste ano. Hornung estava licenciado do cargo, mas o pedido de afastamento venceu no último dia 2. O membro da executiva estadual do PCdoB, Joel Benin, disse que o partido quer agilidade no julgamento do caso.
Perguntinha
A discussão sobre o fim da reeleição para cargos executivos não deveria ser estendida aos cargos legislativos?





