Qual é a do Incra?


O Incra quer mesmo a reforma agrária? Ou prefere centenas de famílias acampadas na porta das fazendas, bem ao estilo MST ou MLST? O Incra sabe que há terras à venda, essas terras lhe foram ofertadas. Se não negocia é porque não quer. O Incra tem alguma explicação?


Incentivo ao conflito?


À medida em que há terras à venda e gente querendo ocupá-las , mas o governo não negocia, está criada a condição para invasões. Neste caso, o governo está permitindo ou incentivando o conflito. Ou, no mínimo, está sendo omisso.


Contradição


Há duas afirmações do superintendente do Incra, no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda (Folha, 29/6), aparentemente contraditórias. ''Por incrível que pareça, o problema agora não é orçamento'', diz ele. A outra declaração: ''Como é que a gente vai conseguir negociar as terras com um proprietário se a compra demora em média um ano''.


Estranha insinuação


As declarações têm uma conotação crítica. Mas quem está no governo não tem que criticar ou reivindicar solução. Tem que agir, solucionar. Portanto, vem a dúvida: o Incra quer promover a reforma ou quer incentivar invasões?


'Recado' dos jogadores


Diante das críticas pela derrota para a França, jogadores da seleção poderiam mandar o seguinte recado para os torcedores: ''Por que vocês não esquecem o futebol e pensem mais no futuro do Brasil e dos seus filhos? Ao invés de xingar a gente, por que não procuram saber sobre o mensalão? Por que não vão brigar com políticos corruptos? Façam algo pelo País''.


'Recado' dos jogadores 2


Se pudessem, diriam mais: ''Os brasileiros levam de goleadas todos os dias. De que forma? Impostos, juros, propaganda com dinheiro do povo, desvios de dinheiro. Jogador não rouba o emprego nem o pão de ninguém. Já os impostos porque não deixam gerar emprego roubam o presente e o futuro do seu filho. Agitem suas bandeiras por causas mais justas. Pela educação, por exemplo''.


Ufa!


Alívio geral pelo menos temporariamente no Palácio Iguaçu com a notícia de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) só vai analisar em agosto o pedido de intervenção do Porto de Paranaguá. O porto, comandado por Eduardo Requião, irmão do governador, é uma dos alvos preferidos da oposição.


Fraude


A Prefeitura de Curitiba vai começar, nos próximos dias, a notificar 187 servidores, que serão suspensos por fraude no programa Bolsa-Família, um dos principais programas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o procurador-geral do município, Ivan Bonilha, os funcionários serão suspensos por um período de oito dias. Parte deles teria recebido o benefício irregularmente, durante aproximadamente um ano.


Investigação


A maior parte dos servidores que serão alvo da suspensão ganha salários entre R$ 380 e R$ 600, segundo Bonilha. Poucos deles têm salário próximo a R$ 2 mil. O procurador disse à Folha que a fraude foi descoberta no começo do ano passado. Bonilha disse que comunicou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e também o Ministério Público Federal.


Sumiu


O problema é que parte da documentação que traria mais detalhes sobre o caso foi perdida em um incêndio na Fundação de Ação Social (FAS), que mantém os cadastros. Os funcionários que serão suspensos vão perder uma série de benefícios, como promoções, licença-prêmio, quinquênios. Além disso, a Prefeitura quer a devolução do dinheiro.


Coro dos descontentes


Sobre a desistência da candidatura à Câmara Federal do sindicalista e vereador de Curitiba Manassés Oliveira (PPS), o candidato do PPS ao governo do Paraná, Rubens Bueno, negou de que se tratava de uma insatisfação com a união entre o seu partido e o PFL. ''Ele me disse que desistiu por causa de problemas familiares, de ordem pessoal'', afirmou.


Versões


Manassés disse, no entanto, que desistiu da candidatura por causa da coligação, como havia avisado na semana passada, pouco antes da convenção do partido. ''Toda a filosofia de trabalho, tudo que a gente trabalhou para montar uma chapa bem estruturada se perdeu'', lamentou, acrescentando que a união entre os dois partidos foi uma ''imposição de última hora dos caciques do Congresso''. ''Nós que estamos na base sempre lutando fomos passados para trás, enganados'', criticou.


Balanço do plenário


Durante o primeiro semestre deste ano, a Assembléia Legislativa aprovou 239 projetos de lei, além de quatorze indicações legislativas, seis projetos de resolução e dois projetos de decreto legislativo. Também foram votados 22 vetos do Poder Executivo dezesseis foram mantidos e seis foram rejeitados. No total, os deputados apresentaram 376 projetos de lei, sendo que a grande maioria tramita nas 14 Comissões Permanentes do Legislativo, onde aguardam os pareceres técnicos. Essas matérias deverão entrar na pauta de votação a partir do mês de agosto.


Ano anterior


No ano passado, durante o primeiro semestre, foram 198 os projetos de lei votados, 35 vetos do Poder Executivo, outras 27 indicações, nove projetos de resolução, duas proposições e um projeto de decreto. Os números foram divulgados ontem pela Assembléia.


Perguntinha


A novela da coligação PSDB-PMDB vai ter final feliz para quem?

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