Publicidade, a culpada


O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), culpou ontem a falta de publicidade das ações desenvolvidas pela administração pelas críticas de que estaria ausente do comando da cidade. ''Estamos praticamente há dois anos sem fazer nenhum tipo de propaganda ou publicidade na mídia. As pessoas se referenciam muito pela publicidade. Ao mesmo tempo que a pessoa critica quando a prefeitura faz publicidade, essa mesma pessoa reclama quando não vê a publicidade e acha que não está acontecendo nada na cidade'', avaliou.


Café com o prefeito


Desde o início do segundo mandato, já foram feitas quatro tentativas de contratar serviços de publicidade para ''divulgação dos atos da administração''. Duas licitações foram barradas na Justiça e uma suspensa devido à greve dos servidores no ano passado. Aos críticos, Nedson ainda fez um convite: ''que venham tomar um café comigo na prefeitura'', desafiou.


Fervura


Uma das tarefas mais ingratas do presidente da Assembléia Legislativa é ter que lidar com as manifestações nas galerias, ainda mais em ano eleitoral, quando qualquer coisa é motivo para auê. Ontem foi um desses dias. Os professores foram em peso para as galerias da Casa, esperando a votação dos projetos que trazem melhorias para a categoria. Mas as matérias não estavam na pauta, e o que movimentou a tarde no Legislativo foi o anúncio da candidatura ao governo de Osmar Dias (PDT). Os professores não se conformaram e reclamaram.


Ah, é?


O presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), avisou que a votação estava marcada para hoje, às 9h30. Os professores vaiaram. Brandão não deixou por menos. Disse que se continuassem com aquilo, nem na pauta de hoje estaria o projeto. Desligou o microfone e saiu. Mas voltou ao plenário para avisar que a votação será mesmo hoje de manhã.


Corda bamba


Está no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) desde a semana passada a lista com o nome de políticos que estão com as contas 'penduradas' no Tribunal de Contas do Estado.


Caso de UTI


O Ministério Público (MP) estadual aguarda esclarecimentos da Secretaria Municipal de Saúde e da Ecco-Salva, para apurar o que ocorreu com a paciente Jordelina da Silva Branco, de 74 anos, que passou 22 horas dentro de uma UTI móvel em Curitiba por falta de vagas de UTI em hospitais da cidade. Ela morreu na semana passada. Estava com pneumonia e entrou em coma.


Sem prazo


O MP abriu o procedimento investigatório após a imprensa divulgar o episódio. Não há prazo para a conclusão da investigação. Depois de receber as informações da secretaria e da Ecco-Salva, o MP vai decidir o que deve ser feito.


Relato


A filha de Jordelina, Salete Sá, avisou que entraria com uma ação na Justiça contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Salete disse que chamou a Ecco-Salva às 13h30 da última quarta-feira, e a UTI móvel levou Jordelina ao posto de saúde 24 horas do bairro Pinheirinho. No entanto, os funcionários do posto não conseguiram nenhuma vaga em UTI, mesmo procurando em seis hospitais.


Contato


Sem UTI, a Ecco-Salva levou a paciente para a central de operações e a atendeu com medicação até cerca de 11h30 de quinta-feira, quando Jordelina deu entrada em um hospital de Campo Largo, na Região Metropolitana, mas não resistiu. O diretor do Sistema de Urgência da Prefeitura de Curitiba, Matheos Chomatas, afirmou que foi feito o contato com o sistema municipal de saúde, mas que a opção de manter a paciente dentro da ambulância foi da Ecco-Salva.


Déficit


Esse não é o único caso envolvendo problemas com UTI que está na mira do Ministério Público. Deve ser concluído em breve um procedimento investigatório que apura o déficit de vagas em UTIs no Estado.


Ordem no galinheiro


A troca de farpas está ficando animada. Rebatendo o presidente Lula (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que o atual governo está cacarejando sobre os ovos alheios. Para FHC, o Bolsa Família do PT, por exemplo, foi feito juntando benefícios sociais concedidos no seu governo.


O pai da criança


É a famosa briga pela 'paternidade' de obras e programas que caracteriza qualquer eleição. Seja como for, os discursos continuam iguais, e os projetos de poder, também.


Apoio a Alckmin


O pré-candidato do PPS ao governo do Paraná, ex-deputado federal Rubens Bueno, ofereceu, ontem, seu palanque para que o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, tenha de onde discursar aos eleitores paranaenses. ''Temos de oferecer uma chance ao Paraná e ao Brasil'', justificou.


Perguntinha


Só publicidade faz prefeito aparecer?

Maria Duarte e equipe
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