Política x futebol


O que futebol tem a ver com política, ou especificamente com o presidente Lula? Tudo. É o que sugere o informativo do PFL, ''Política e Verdade'', distribuído essa semana via e-mail. Segundo o informativo, as declarações do presidente sobre o peso do atacante Ronaldo teria ''desestabilizado emocionalmente os jogadores, exigindo um esforço sobre-humano do técnico Parreira e dos seus auxiliares para conter o desespero da equipe''. Guardadas as divergências partidárias, a torcida é para que a seleção traga mais alegrias aos brasileiros do que nos têm proporcionado os políticos.


'Multiuso'


A reunião da executiva estadual do PT, realizada ontem à noite em Curitiba, pode ser classificada de ''multiuso''. Além da pauta de discussões que envolveu a direção, lideranças, prefeitos e vice-prefeitos em torno dos preparativos da campanha e da mobilização para um encontro estadual, a reunião dos petistas ainda arrecadou recursos para a sigla enfrentar a disputa de outubro. De quebra, garantiu um número substancioso de ''companheiros'' para recepcionar o presidente Lula, que participa hoje de um evento da Petrobras em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba).


Aproveitando o ensejo


Os integrantes do Comitê Suprapartidário Lula-Requião não dão trégua. Querem aproveitar a visita de Lula hoje à Refinaria da Petrobras para entregar ao presidente a carta de princípios que redigiram. Lula pelo visto vai gostar da carta, porque entre os princípios expostos no documento está a criação de um ''amplo palanque'' para a reeleição do presidente.


Sanepar


A greve dos funcionários da Sanepar, a companhia de abastecimento do Paraná, foi suspensa, pelo menos temporariamente. A paralisação aconteceria ontem, mas a empresa apresentou uma nova proposta que será analisada pelos funcionários. Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, Gerti José Nunes, a proposta da empresa deve ser avaliada nesta quarta-feira.


Trem da alegria


O governo Lula (PT) distribuiu mais de trinta concessões de rádio e TV educativas a fundações ligadas a políticos. A informação é do jornal Folha de S. Paulo. Em ano eleitoral, ''presentear'' políticos com concessões é no mínimo absurdo.


Abaixo o mensalão


Faltando menos de quatro meses para as eleições, a Transparência Brasil, uma organização de combate à corrupção, abriu uma campanha contra a possível reeleição dos parlamentares acusados de envolvimento no esquema batizado de ''mensalão''.


Proteção


Como os denunciados foram incluídos nas chapas que concorrerão às eleições, a Transparência pede que o eleitor não vote nos ''mensaleiros, sanguessugas e implicados em outros escândalos''. A organização frisa que esses políticos buscam na reeleição uma forma de se proteger da Justiça. Será que eleitor vai exercitar a memória em outubro?


TV digital


A escolha do padrão de TV digital no Brasil e suas implicações para o interesse público serão discutidos durante uma audiência na próxima segunda-feira, dia 26, no plenarinho da Assembléia Legislativa. A audiência é uma iniciativa do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, que defendem o uso da TV digital para fins educativos e culturais. A audiência está marcada para as 9 horas.


Banho é hora extra


O tempo gasto pelo empregado para tomar banho e trocar de uniforme na empresa foi considerado tempo à disposição do empregador, quando esse procedimento é exigido pela empresa, e deve portanto ser computado para o cálculo de horas extras. A decisão é da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou uma reclamação trabalhista contra a Sadia. O relator foi o ministro José Simpliciano Fernandes.


O processo


De acordo com o TST, a empregada foi admitida em 1992 para exercer a função de ajudante de produção e foi demitida por justa causa, em 1999, acusada de ter cometido falta grave, por ter retirado da empresa documentos sigilosos, como manuais de treinamento que detalham os procedimentos técnicos utilizados na criação das aves. Na ação, a trabalhadora pediu a anulação da demissão por justa causa e requereu diversos direitos, entre eles seguro desemprego, adicionais de produtividade e insalubridade, FGTS e pagamento de horas extras, por ser exigido que ela tomasse quatro banhos diários, com duração de cerca de 10 minutos cada, sem que tal tempo fosse computado nos seus cartões de ponto.


Decisão


A sentença considerou que houve motivo justificável para a despedida da empregada, negando todos os pedidos referentes à demissão sem justa causa. Mas com relação às horas extras, o juiz de primeiro grau entendeu que os minutos gastos para os banhos deveriam ser computados como tempo à disposição do empregador, como horário extraordinário.


Alfinetada


O secretário da Educação, Maurício Requião, disse que a marcha dos professores que reivindicam melhorias para a categoria serve para combater o colesterol.


Perguntinha


Lula vai reaproximar PT e PMDB no Paraná?

Maria Duarte e equipe
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