Nedson no Filo


A abertura da 39 edição do Festival Internacional de Londrina (Filo) poderia ser marcada pelos mais de 40 minutos de discursos oficiais que cansaram o público. Certamente será lembrada pela ótima performance do ator Tuca Andrada no papel do ''cantor das multidões'' Orlando Silva. No cenário político, entretanto, o que vai ficar mesmo é a vaia ao prefeito Nedson Micheleti (PT) e ao presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Bonilha (PL), quando foram chamados a compor a extensa fila de autoridades presentes ao palco.


Ex-companheiros


Nedson discursou e recebeu as vaias em dose dupla. Na primeira vez mais enfáticas, e divididas com aplausos tímidos no segundo momento. Na breve conversa com o público (estudantes, classe artística e muitos profissionais liberais, seus potenciais eleitores), clima de constrangimento.


Outubro à vista


Se por um lado o petista recebeu vaias, por outro, o governador Roberto Requião (PMDB), mesmo ausente, foi lembrado em diversas ocasiões como aquele que mais investiu no Filo em toda a história do Festival. Em ano eleitoral, é bom se precaver ante possíveis mudanças de governo.


Carinhoso

Em nova peregrinação pelo Norte do Estado a segunda, desde a semana passada , Requião mostrou que, pelo menos por enquanto, a reação a algumas perguntas da imprensa pode ser mais comedida. Até menos agressiva. Questionado pelo repórter de uma rádio local sobre o motivo da vinda da comitiva ''ter se tornado mais frequente nesse ano'', respondeu: ''é porque eu gosto de você e não consigo ficar tranquilo sem te ver''.


Outro peregrino


Quem também está viajando mais do que nunca é o ministro Paulo Bernardo, que toda sexta-feira aparece em Curitiba. Frequentemente, aos sábados está em Londrina. Imagine se fosse ele o candidato da família.

[Retr-Foto:po3x10 {Grade: ;Pessoa: ;Evento: ;Lugar: ;Chave: ;Data: }]


Saia-justa


A briga política no Paraná entre algumas lideranças do PT e do PMDB já deixaram ontem dois colegas de saia-justa. O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) e o ministro petista Paulo Bernardo (Planejamento) foram convidados para dar palestras distintas no Congresso Brasileiro de Municípios, que ocorre em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Serraglio começou fazendo críticas ao PT de Lula. Disse que no seu relatório provou que Lula sabia do esquema de corrupção dentro do Congresso Nacional conhecido como mensalão. E comentou que o episódio do quebra-quebra promovido pelos sem-terra esta semana foi didático e fez com que os petistas vissem do gabinete o desastre provocado nas invasões rurais.


Peraí!


Bernardo retrucou. Em entrevistas, disse que Serraglio era um homem ponderado e sensato. Entretanto, disse que estava falando ''besteiras'' ao associar o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) com o PT.


Bê-a-bá


Mas o pior veio depois. Na palestra aos prefeitos, Serraglio foi amplamente elogiado pela ''honestidade'' e ''conduta exemplar''. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Luiz Sorvos (PDT), confessou ser fã de carteirinha do parlamentar que seria seu incentivador e, ao mesmo tempo, desestimulador. ''Quando resolvi ser como ele e comecei a aprender melhor a falar o português, percebi que ele já estava falando inglês, espanhol e francês. Desisti'', brincou.


Ops


Serraglio iniciou a palestra falando das mazelas do governo Lula, da corrupção, do balcão de negócios que teria se transformado o Congresso Nacional. E emendou: ''Não estou dizendo que não tenha gente séria dentro do PT. Claro que tem. O ministro Patrus Ananias é um deles''. O ministro Paulo Bernardo era o próximo palestrante.


Nomeado


O presidente Lula nomeou o magistrado Archimedes Castro Campos Júnior para o cargo de juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de ontem.


Gordo, é?


Fala o que quer, ouve o que não quer. A pergunta aparentemente inocente do presidente Lula ao técnico Parreira pode custar muito caro, especialmente porque é ano eleitoral pós-mensalão. Ao questionar Parreira se Ronaldo estaria mesmo gordo, o presidente não imagina o vespeiro que estava cutucando. O jogador entrou de sola e comparou a pergunta de Lula com as acusações ao presidente consumiria álcool em excesso.


Perguntinha


Copa do Mundo em ano eleitoral, no final das contas, vai ser bom ou ruim para o Brasil?

Maria Duarte e equipe
[email protected]

mockup