INFORME FOLHA
Greves
À medida em que se aproximam as eleições as greves por salários tendem a perder o apoio da comunidade. Se é que têm. Sugerem chantagem. Ou porque servidores se aproveitam do estilo eleitoreiro dos políticos. Um estilo indefectível.
Estão roubando mais
Calma, leitor, a notícia não é de Brasília. Os furtos de veículos no Paraná cresceram de uma média de 5 a 6 carros por dia para 12/carros dia. A denúncia foi feita ontem, na Assembléia, pelo deputado Barbosa Neto (PDT). Sobre segurança ele disse também que o pânico se instalou em Londrina.
Unificação dos BOs
O deputado fez duras críticas ao secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari. Disse que geoprocessamento e unificação dos Boletins de Ocorrência (BOs) não passaram de panacéia pois não reduziram a criminalidade.
Proteção ao Tibagi
Barbosa registrou no plenário da Assembléia a criação de uma Frente de Proteção do Rio Tibagi, composta de universidades, ONGs ambientalistas e Comissão Pastoral da Terra. A Frente é contra a construção de usinas hidrelétricas no Tibagi.
Teste eleitoral
A campanha para prefeito do pequeno município de Santa Fé, no Norte do Estado, serviu como teste de algumas alterações da Lei Eleitoral que passam a valer em todo o país a partir das eleições de outubro. Acordo entre a Justiça Eleitoral e os candidatos de Santa Fé antecipou o veto à distribução de brindes como camisetas, chaveiros, porta-moedas, boné, entre outros.
Aprovado
A população local elogiou as mudanças, indicando que a campanha ficou mais barata e reduziu o índice de sujeira eleitoral nas ruas. ''Se o candidato gasta muito na campanha, depois não tem dinheiro para investir na cidade'', disse um eleitor entrevistado pela Folha.
Cassação
A eleição extraordinária em Santa Fé foi realizada porque o ex-prefeito Pedro Brambilla (PMDB) teve o mandato cassado acusado de compra de voto e abuso do poder econômico num processo iniciado justamente por causa da distribuição de brindes de campanha.
Entre tapas e beijos
A sinalização de parte do PMDB do Paraná de dar suporte à candidatura do tucano Geraldo Alckmin deixa o quadro político paranaense ainda mais surreal. Entre candidaturas não confirmadas e ciúmes partidários, a corrida eleitoral não começa pra valer simplesmente porque Roberto Requião (PMDB) não tem um oponente escancarado. E ninguém sabe para que lado atirar.
Tudo igual
Ontem, durante um evento promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) em Curitiba, Requião crítico da política econômica de Lula avisou que o PSDB não poderá bater no modelo econômico de Lula porque, afinal, é o mesmo para ambos.
Só mais um pouquinho
E por falar em indefinições, o PPS decidiu ontem que vai esperar até a próxima segunda-feira para se posicionar sobre um eventual apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).
Easy rider 1
No programa do PMDB, o próprio governador aparece dirigindo por uma estrada do Interior, garantindo com o test drive a qualidade do asfalto...
Easy rider 2
... já em Curitiba, o prefeito Beto Richa (PSDB) dá vazão à paixão automobilística e participa hoje dos testes do ''ligeirão'' (biarticulado da linha Boqueirão) no Autódromo de Pinhais.
Sem carros
Foi por água abaixo a idéia de abrir o trânsito aos carros na Rua XV, no centro de Curitiba. A proposta, defendida pela vice-presidência da Associação Comercial do Paraná (ACP), não encontrou muitos adeptos no debate promovido pela entidade, na segunda-feira. A cúpula da ACP decidiu então encerrar o assunto.
Emperrada
Os prefeitos estão ansiosos pela votação do projeto 26/2003, que estabelece novos critérios para a distribuição do dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mas a pauta do Congresso permanece complicada e não há previsão para a votação dessa proposta.
Ressabiados
Há restrições aos critérios da proposta. No Paraná, a preocupação é que o Estado saia prejudicado, perdendo receita. Cálculo da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) prevê que pelo menos 178 dos 399 municípios serão prejudicados caso o Congresso aprove o projeto.
Por habitante
O fundo tem como base de contribuição o Imposto de Renda e o Imposto sobre Serviços (ISS). No caso do Paraná, é a principal fonte de receita de aproximadamente 70% das prefeituras. O critério usado para o repasse do dinheiro é o número de habitantes de cada cidade, distribuído em uma tabela com 18 níveis, os chamados coeficientes do FPM.
Rodando a baiana
Que a Câmara dos Deputados anda num inferno astral em termos de imagem, não é novidade. Mas ontem a sensação de revolta chegou ao topo. Um grupo de manifastantes quebrou portas e destruiu equipamentos. O deputado federal Doutor Rosinha, do PT do Paraná, criticou o episódio, que classificou como vandalismo. ''Por mais descrédito que tenha a instituição Câmara dos Deputados, nenhum movimento deve se comportar com esse vandalismo'', disse.
Perguntinha
O contribuinte esquece ou não sabe que é ele quem paga os reparos da quebradeira na Câmara?
Equipe da Folha





