INFORME FOLHA
Pente-fino
Londrina foi uma das cidades sorteadas ontem para receber uma fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU). Além de Londrina, foram sorteados também os municípios de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), Novo Itacolomi (52 quilômetros ao sul de Apucarana) e Borrazópolis (84 quilômetros ao norte de Cascavel). As fiscalizações da CGU são realizadas regularmente, por sorteio de estados e municípios, e têm como objetivo detectar irregularidades como obras inacabadas, saques sem comprovação de gastos, compras sem licitação...
Vamos trabalhar?
Pelo jeito o telefone residencial e comercial (não o da Assembléia Legislativa) é a maneira mais fácil de se encontrar alguns servidores do quadro próprio do Legislativo paranaense. Ontem, a reportagem da Folha procurou na lista telefônica 11 nomes que constam da lista dos 607 servidores estáveis e efetivos que tiveram seus cargos enquadrados e por isso tiveram seus nomes publicados.
Em casa
Das 11 pessoas, quatro estavam em suas casas ontem por volta das 16 horas horário de expediente. Um disse que estava de licença médica desde a última quinta-feira por causa de uma gripe. Outra teve que voltar para casa para atender uma emergência. Já outra está de licença médica por causa de um grave problema de saúde. Outro de fato trabalha na Casa, porém apenas por meio período. Pelo menos esta última informação confere com o que se ouve nos corredores na Assembléia.
No trabalho, mas não na Assembléia
Dois nomes da lista trabalham, porém nos seus escritórios particulares. Um estava no fórum ontem à tarde. Outro tinha acabado de voltar de uma temporada na Itália. Em outros dois números de telefone ninguém atendeu e os outros três servidores tinham números errados em seus nomes.
Se nas repartições não é fácil encontrar os funcionários que tiveram seus nomes publicados no Diário da Assembléia, imagine fora dela.
Ao som de Tom
Os presentes entenderam como quiseram. Ontem, no lançamento nacional do programa de mobilização da indústria nacional de petróleo e gás natural, em São Paulo, o presidente Lula (PT) foi recebido com uma música bem conhecida dos brasileiros. ''Ah se todos fossem no mundo iguais a você'' foi o que o coral de crianças cantou para o presidente. Detalhe: o maestro anunciou que música era para ''Lula e os demais governantes''... Depois dessa recepção musical, a vez do futebol. O coral começou a cantar hinos dos times de futebol brasileiros. Lula não se empolgou. Só ficou animado no final, quando finalmente chegou a vez do hino do Corinthians.
Eymael na internet
Enquete feita na Internet pelo site Votanet, entre 16 e 30 de maio, mostra um resultado inusitado, na contramão das pesquisas dos grandes institutos. Segundo o site, 52,5% dos cerca de 20 mil internautas que acessaram a enquete elegeriam o pré-candidato à presidência da República pelo PSDC, José Maria Eymael.
Heloisa ganha de Lula
Na enquete, Lula teria 2.5% das intenções de voto, Alckmin 35.0%, Pedro Simon 2.5%, Heloisa Helena 5.0%, Zé Maria 0.0%, Enéas 2.5%, Roberto Freire 0.0% e Cristóvão Buarque 0.0%.
Desafio
O prefeito de Curiúva, Márcio Mainardes (PMDB), procurou a Folha esta semana para propor um desafio inusitado: a realização de uma terceria partida entre os times de futebol de Curiúva e Florestópolis, que disputaram recentemente a final de um campeonato amador regional vencido por Florestópolis. Mainardes diz pretender apostar R$ 100 mil em seu time valor que garante que já arrecadado com empresários locais.
Briga
Na primeira partida, em Curiúva, os prefeitos das duas cidades brigaram fisicamente após a marcação de um gol. O prefeito de Florestópolis, Nelson Gonçalves (PMDB), dizendo-se vítima de racismo e agressão por mais de 30 torcedores insuflados por Mainardes, prometeu ir à Justiça.
Investimento
Será que a população de Curiúva não acharia mais proveitoso aplicar os R$ 100 mil na instalação ou ampliação de serviços de saúde ou educação para ficar só em dois exemplos?
Recado eloquente
Segundo as agências de notícias, um grupo de deputados federais recebeu cartas com um conteúdo, no mínimo, esquisito. Supostamente as cartinhas continham fezes. Seja como for, procurada pela Folha na tarde de ontem, a Câmara Federal preferiu não polemizar. A assessoria de comunicação não confirmou nem negou a existência das missivas malcheirosas. Informou apenas, em termos genéricos, que não é de todo incomum chegarem à Câmara envelopes com conteúdo suspeito. E nesses casos o procedimento de praxe é mandar o material para análise. Neste caso, a Câmara só deve manifestar depois que sair o resultado da análise do material, e se o resultado indicar que a substância é tóxica ou perigosa.
Perguntinha
Por que só um pequeno grupo de deputados recebeu as cartinhas de conteúdo suspeito? Faltou produto no mercado?
Maria Duarte e equipe
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