Desinformação


A grande imprensa de São Paulo debitou todos os pecados da violência ao governo daquele Estado. Que o governo paulista errou e é frouxo, ninguém tem dúvida. Daí a achar que a ajuda do governo federal seria a salvação, é questionável. A primeira pegunta é seguinte: será que a ajuda viria mesmo? Certas críticas sugerem que a imprensa paulista está mais interessada em fazer média com Brasília. Razões ideológicas e econômicas. Não considerou nem a excepcionalidade da situação.


Brincadeira tem hora


De repente o goveno federal aparece com uma fórmula firme para controlar a criminalidade. Mas todos sabem que este não é o forte do ministro Thomaz Bastos, da Justiça. Bastos está mais para o lado dos Direitos Humanos, o que é profundamente meritório. Mas isto não funciona em ocasiões extremadas, que exigem ação e firmeza. Sem populismo.



Contra a segurança


Mais: Bastos, como lembra um leitor da Folha, reduziu drasticamente a verba da segurança pública no país, ano passado. Também foi o ministro Bastos quem propôs o estatuto do desarmamento e penas mais brandas para crimes hediondos. Isto não é errado, pelo contrário. Mas define um perfil nada compatível com aquele que a situação requer. Como confiar em quem pensa desse jeito? O povo ameçado pede sinceridade.




Braços cruzados


Os servidores da Justiça do Trabalho no Paraná, em greve há quatro dias, estimam que até segunda-feira 44 das cerca de 70 varas terão aderido à greve da categoria. Até ontem, eram 38. A paralisação tem como objetivo pressionar a Câmara Federal a votar o Plano de Cargos e Salários da categoria, que tramita desde agosto do ano passado nas comissões da Casa.


Empurrando com a barriga


Segundo o coordenador da greve, José Padilha, a greve vai continuar por tempo indeterminado. Isso porque o projeto está demorando para receber os pareceres das comissões antes de ir a plenário.


Assembléia


A decisão dos servidores de inicar a greve saiu esta semana, durante a assembléia do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho do Paraná (Sinjutra-PR). Em Curitiba, a greve foi deflagrada na quarta-feira e, no Interior, na quinta-feira.


Histórico


Durante a assembléia que decidiu pela paralisação, a direção do Sinjutra fez uma exposição a respeito da tramitação do projeto sobre o plano de cargos (número 5845/2005), enfatizando os prazos e os limites impostos pela legislação eleitoral para aprovação final do projeto. De acordo com Padilha, não há garantia de que o projeto vá tramitar nas outras comissões e que sua aprovação seja concluída em tempo hábil para a implantação do plano ainda este ano.


A hora é agora


''Entendemos que o momento de deflagração da greve era este, com o objetivo de pressionar o governo a efetivamente negociar com os servidores'', resumiu Padilha.


Dom Albano


O arcebispo da arquidiocese de Londrina, dom Albano Cavalin, recebe no próximo dia 29, a comenda ''Grão de Café'', homenagem concedida pela Câmara de Vereadores de Cambé. A cerimônia será às 19h30, na Câmara.


Forte no Nordeste


O pré-candidato tucano à presidência, Geraldo Alckmin, anda rasgando seda para a escolha do senador José Jorge, do PFL de Pernambuco, como seu vice na chapa. Alckmin, claro, está de olho na força política (leia-se votos em potencial) do senador na região Nordeste onde os programas sociais de Lula devem render votação.


Bater o martelo


No partido, José Jorge ganhou a queda-de-braço com José Agripino (PFL-RN). Jorge contabilizou 51 votos, contra 45 de Agripino. Mas a decisão final só será referendada em convenção nacional do PFL no dia 29 de junho, no Recife.


Bares fechados


A Abrabar, que representa os donos de bares, está protestando contra a decisão de algumas cidades da Região Metropolitana de Curitiba, que implantaram a Lei Seca para coibir a violência. Para a entidade, essa decisão pode trazer ''prejuízos irreparáveis'' à população dessas cidades, ''já que muitos jovens pegam a estrada para irem até a capital e além de enfraquecer o comércio local podem causar acidentes''.


Passe escolar


Ficou aberta a possibilidade, depois de uma reunião entre representantes da prefeitura e estudantes, de ampliação do teto da renda familiar na concessão do benefício. Para montar a proposta de ampliação, o primeiro passo do grupo de trabalho da prefeitura será pesquisar a renda e o número de filhos das famílias nas escolas públicas de Curitiba e dos 13 municípios da região metropolitana que fazem parte da Rede Integrada de Transporte (RIT). A legislação atual dá o benefício da meia-tarifa para alunos com renda familiar de 3 a 5 salários mínimos (R$ 1.050 a R$ 1.750), dependendo do número de filhos.


Perguntinha


Considerando o teor de pólvora dos últimos dias, qual será o escândalo da próxima semana?

Maria Duarte e equipe

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