Recadinho


''Hoje nós protestamos, amanhã nós votamos.'' Recado estampado em uma das faixas do protesto dos agricultores, faltando apenas cinco meses para as eleições.



Atitude de respeito


Os produtores mostraram maturidade e coragem no primeiro dia de protesto. Poucas vezes a categoria se apresentou tão unida. Ninguém tem dúvida que os políticos vão olhar o setor com mais respeito, agora. O governo Lula pode manter o seu preconceito com relação ao agronegócio. Mas não poderá ser indiferente com relação aos direitos de quem quer produzir.



Apoio da sociedade


Outra constatação: a sociedade mostrou que apoia o movimento; o comércio deu a maior força e o transporte ficou dividido em algumas regiões; em outras chegou a aderir, obstruindo a rodovias.



Fora Rodrigues!


O movimento foi um sucesso mas a crise continua. Os produtores só acreditam no pacote de medidas depois de anunciado, no dia 25. Lula deveria anunciar o pacote e tirar o ministro Rodrigues de cena. Ele tem muita rejeição. Já o presidente é respeitado. Há críticas ao governo, mas há respeito ao presidente.


Os ''malas''


Como nada é perfeito, o movimento também tem os ''malas'', aqueles que destoam da maioria. Perto de Jardim Alegre, alguns indivíduos - que se diziam integrados ao movimento - impediram a passagem do carro da Folha e outro jornal. Os carros ficaram retidos da 1h20 às 11 horas, quase 10 horas de espera. Ainda queimaram alguns exemplares dos dois jornais. É compreensível: leitura para gente assim deve ser algo indigesto.


Baixo quórum


Questionado sobre o baixo quórum do Encontro de Líderes Públicos promovido pela Sedu/Paranacidade, ontem, em Londrina, o secretário da Sedu/Paranacidade, Luiz Forte Netto, alegou que muitos prefeitos se atrasaram por causa dos bloqueios rodoviários promovidos pelos agricultores. No entanto, previu que a inauguração oficial, à noite, com a presença do governador Roberto Requião (PMDB), atrairia mais de 100 prefeitos.


Encontro com Requião


''Então os prefeitos estão mais interessados em falar com o Requião do que participar dos cursos de administração pública?'', provoca a reportagem. ''Claro que tem esse interesse também, mas não é apenas isso. Temos palestrantes muito interessantes'', justificou. À tarde, a reportagem conseguiu falar apenas com cinco prefeitos, todos do PMDB.


Alfinetada


O deputado estadual André Vargas e presidente do PT do Paraná, que vive às turras com o governador, apresentou um projeto para aumentar o salário dos professores. É munição para a campanha?





Pensão


O Ministério Público Federal em Cascavel propôs uma Ação Civil Pública contra o INSS e a favor dos beneficiários da pensão por morte antes da vigência da Lei número 9.032/95. O objetivo da ação, segundo o MPF, é proteger o interesse dos pensionistas da região de Cascavel que não tiveram os valores da pensão reajustados pela legislação. Por isso, o MPF pede que haja um recálculo de todos os benefícios por morte anteriores a 1995. Pelos cálculos do MPF existem hoje 3.960 pensionistas recebendo valores regidos pela legislação anterior à de 95.


Tudo de novo


O MPF pede que o INSS recalcule todos os benefícios de pensão por morte concedidos antes da Lei 9.032/95, com base no percentual referente a 100% do salário-benefício (o cálculo deve retroagir aos últimos cinco anos), e que sejam pagas aos pensionistas as diferenças encontradas nesse período.


Autonomia


Em ano eleitoral, a maior autonomia ganha pelo governo do Estado para remanejar os recursos do orçamento terá quais consequências? Quem deu a tal autonomia, claro, foi a gorda bancada de aliados do governo na Assembléia Legislativa.


Pré-convenção do PPS


A política de alianças para as eleições será o principal tema da pauta de discussão da pré-convenção que o PPS no Paraná realiza hoje, a partir das 17 horas, em Curitiba.


Na onda


A deputada estadual Cida Borghetti (PP) não perdeu a oportunidade e apresentou um projeto de lei com o objetivo de coibir o uso de telefones celulares e radiocomunicadores nas cadeias públicas do Paraná. De acordo com o projeto, o Executivo determinaria a instalação de aparelhos bloqueadores de sinais de radiocomunicações nos estabelecimentos penitenciários do Estado.


Perguntinha


Precisava São Paulo literalmente ficar em chamas para o Senado aprovar um pacote tornando mais rigoroso o controle sobre integrantes de organizações criminosas nas cadeias?

Maria Duarte e equipe
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