Fogo amigo

O senador Osmar Dias (PDT), indeciso pré-candidato ao governdo do Estado, recebeu o governador Roberto Requião (PDMB), candidato assumido à reeleição, para almoço na sua chácara no último domingo. O conteúdo da conversa não se sabe. Mas deputados que apóiam a candidatura do senador não se mostraram muito preocupados. ''O almoço é sinal de muito prestígio do nosso candidato. Dá margem a várias interpretações, entre elas que o governador está com medo'', arriscou o deputado Valdir Rossoni (PSDB). ''Eu acho normal'', aposta o deputado Augustinho Zuchhi (PDT), que na última segunda-feira havia negado que o encontro tivesse acontecido.
Pensando bem, Osmar Dias almoçar com Requião, nesta altura do calendário político, é tão ''normal'' quanto Alkimin almoçar com Lula. E Rossoni ainda faz um elogio a Requião, ao admitir que almoçar com o governador é sinal de prestígio do seu candidato.


Só ano que vem?

''Gostaria de ficar no governo até o dia 31 de dezembro.'' A afirmação é do conselheiro eleito para o Tribunal de Contas (TC) do Estado, vice-governador Orlando Pessuti (PMDB). Em uma solenidade ontem na Assembléia Legislativa, Pessuti afirmou que o governador Roberto Requião (PMDB) quer sua permanência no governo até pelo menos final de junho. Como a legislação não determina prazo para que o governador nomeie Pessuti, é bem possível que a vaga no TC fique desocupada até o ano que vem.
Quem não deve gostar são os pecuaristas pelo risco de o Estado apoiar o Ministério da Agricultura em nova matança de gado ''suspeito'' de aftosa.


Nada de demora

O deputado Pastor Edson Praczyk (PMR) não deve estar gostando da demora de Pessuti a assumir seu novo cargo. Ele apresentou à Assembléia uma proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê que o candidato a conselheiro do TC eleito pela Assembléia assuma o cargo no prazo máximo de 30 dias. Caso a posse não ocorra nesse período a Assembléia tem mais 15 dias para eleger outro conselheiro.


Investimentos

O PT de Londrina conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores um requerimento ao Ministério Público Estadual para que investigue a veracidade da informação sobre os investimentos que o governo Requião tem anunciado para Londrina, algo em torno de R$ 1 bilhão. Parceiros em outras eleições e em eventos recentes, PT e PMDB trocam acusações sobre este montante.


Sem comentários

Ao que tudo indica, jornalista é persona non grata para o procurador jurídico da Câmara de Vereadores de Londrina, José Amaro. O promotor aposentado prefere não se manifestar quando o assunto é polêmico ora desliga o celular, ora manda dizer que não está, seja na Procuradoria ou no escritório dele, no Centro.


Ligação curta

Anteontem, por volta das 16h30, tão logo a reportagem se identificou, a secretária do escritório de Amaro informou que ele não estava. Em outra tentativa, dessa vez com outro repórter, mas sem identificação, o advogado atendeu. Justificativa para a atitude? ''Trabalho juridicamente. Se soubesse o que era, não teria atendido.'' E desligou o telefone.


Denúncias à DRT

O delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, informou que algumas empresas estão se oferecendo para fazer concurso público com o intuito de legalizar o nepotismo nos municípios. Denúncias estão chegando à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para informar a existência de fraudes. ''Cidadãos relatam em suas denúncias que, em recentes concursos realizados, parentes de prefeitos, secretários e vereadores foram aprovados'', denuncia Serathiuk.


Ação do MP

As denúncias deverão ser repassadas ao Ministério Público do Estado (MPE) que tem o poder de anular o concurso e penalizar os culpados. Um novo concurso deve ser realizado e a ação pode se enquadrar como estelionato e fraude, de acordo com o Código Penal.


Requião não gostou...

Para o delegado da DRT, é preciso unir a força dos juízes, promotores e sociedade para coibir tal prática, que é pior que o nepotismo, ''pois legaliza e legitima o nepotismo'', ressalta. Quem não gostou das declarações de Serathiuk, que tratou do assunto na última reunião da Operação Mãos Limpas, foi o governador Roberto Requião (PMDB), que chegou a ironizar a proposta do delegado. Serathiuk não respondeu à brincadeira.


Parentes

O nepotismo continua na ordem do dia entre os deputados de oposição. Ontem eles apresentaram requerimento para que a Assembléia peça informações ao governo sobre quanto ganham parentes do governador empregados em sete diferentes órgãos do Estado. As informações devem ser sobre salário e demais vantagens independente qual seja a fonte do pagamento.


Na RMC

Na semana passada, promotores de Almirante Tamandaré e de Campo Largo, municípios da Região Metropolitana de Curitiba, notificaram os prefeitos das duas cidades para que apresentem a lista completa dos parentes de membros do Executivo e do Legislativo municipais que exercem funções públicas em cargos comissionados. O Ministério Público também quer a relação dos parentes que foram aprovados em concursos municipais.


Sem resposta

Nem os representantes da UEGA nem membros do governo do Estado souberam responder ontem aos deputados estaduais por que a usina está sendo negociada por um valor menor do que foi gasto em sua construção.


Perguntinha

Por que a UEGA está sendo comprada por um valor abaixo do que foi gasto na construção?


Equipe da Folha
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