'Birra'

O presidente da Juventude do PMDB (JPMDB) do Paraná, João Arruda, ratificou a posição da agremiação frente à greve de fome do ex-governador fluminense Anthony Garotinho, pré-candidato à presidência da República pelo PMDB. Arruda disse que o Brasil não pode ficar à mercê de um presidente que faz greve de fome ''por birra ou contrariedade''.


Manifesto

João Arruda garante que a organização que dirige não vai apoiar, aliás, ''nem Garotinho nem PSDB''. Para ele, a orientação neoliberal do candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, inviabiliza qualquer possibilidade de composição com o PMDB. João Arruda poderá lançar nos próximos dias um manifesto em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB).


Tudo é possível

Em política, tudo é possível, inclusive esquecer histórias terríveis como mensalão, valerioduto, dólares em cuecas.


Vocábulo amor

''Como nós podemos falar que o meu discurso foi duro se eu me referi ao vocábulo amor duas vezes?'', questionou o ministro Marco Aurélio, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde quinta-feira, sobre comentários a respeito de seu ''duro discurso de posse''.


Segunda vez

É a segunda vez que o ministro Marco Aurélio assume a presidência do TSE. A primeira foi em junho de 1996, ano em que comandou as primeiras eleições com urnas eletrônicas do país.


Contra Chávez

Quem também foi veemente durante a solenidade do TSE foi o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, que repudiou a intromissão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ''em assuntos político-eleitorais brasileiros''. Em discurso, Busato afirmou que o presidente venezuelano com seus palpites e envolvimento no processo eleitoral brasileiro e de outros países ''põe em risco a paz social no continente'' e ''mete-se onde não é chamado''.


Política e Filosofia

O vereador de Curitiba Paulo Salamuni (PV) se empolgou na quinta-feira, dia em que a Câmara Municipal foi palco para um seminário sobre reforma política eleitoral. Para ele, ''a política é a arte de relacionamento entre seres humanos. Na verdade, hoje, a discussão é oportuna porque os partidos viraram cartórios eleitorais, onde só interessa fazer a maioria nos parlamentos. Mas, é das teses e antíteses que surgem as sínteses'', filosofou.


Operação Sanguessuga

Até o final da tarde de ontem, a Polícia Federal (PF) não havia cumprido um mandado expedido pela Justiça Federal para prisão de um empresário de Curitiba. A Justiça Federal requisitou a detenção de duas pessoas na capital paranaense, suspeitas de participação em um esquema de fraude em licitações para compra de ambulâncias para prefeituras. A ação da PF, centrada em Mato Grosso e que resultou em dezenas de prisões, foi batizada Operação Sanguessuga. Anteontem, foi preso Adalberto Neves, de 35 anos. O outro empresário que teve prisão requerida seria sócio de Neves. A PF informou que o advogado do foragido se comprometeu a apresentá-lo aos policiais.


Secretário afastado

A juíza da 2 Vara Cível da comarca de Guarapuava, Fernanda Karam de Chueiri Sanches, concedeu na quinta-feira liminar em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) da comarca e determinou o afastamento do secretário de Administração da Prefeitura de Foz do Jordão, Anselmo Albino Amâncio. A ação pede a condenação do secretário afastado por ato de improbidade administrativa.


Olha o nepotismo aí!

Segundo o MP, a intenção era fraudar o concurso, já que o então secretário tinha vários parentes inscritos, entre os quais a esposa e o filho. O concurso já havia sido suspenso por liminar concedida em medida cautelar.


Improbidade administrativa

A ação pede ainda a condenação do atual prefeito, Anildo Alves da Silva, e do ex-prefeito Olívio Albino Amâncio, por ato de improbidade administrativa, uma vez que teriam preterido uma candidata aprovada em concurso público anterior, em função de divergências políticas.


'Arapuca'

Os membros da Comissão de Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa questionam o argumento da bancada governista, que afirma que a briga jurídica com a empresa norte-americana El Paso, que pode estourar em uma indenização de US$ 1 bilhão para a Copel pagar, foi gerada ''porque o contrato era uma arapuca''. ''Se o contrato era lesivo, o Estado deveria naturalmente ter denunciado, sob pena de ter prevaricado em uma posição contrária aos interesses do Paraná'', considera o presidente da comissão, deputado estadual Neivo Beraldin (PDT). O governo quer comprar as ações da Usina Elétrica a Gás (UEG) de Araucária pertencentes à El Paso. A Copel já é detentora de 20% das ações.


Tempo curto

Dizem nos corredores da Assembléia Legislativa que a pressa do governo em adquirir as ações da El Paso no capital social da UEG de Araucária é justamente para impedir, ou ao menos reduzir, a tal multa, que pode chegar a qualquer momento. A briga jurídica entre a El Paso e a Copel corre num órgão arbitral de Paris.


Perguntinha

Independente do fato da Copel perder em Paris ou conseguir comprar as
ações da El Paso, não é o dinheiro público que está em jogo?


Equipe da Folha
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