Recorde

Ontem foi o último dia para fazer ou transferir o título eleitoral. A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná informou que, em Curitiba, mais de 4 mil títulos foram confeccionados somente ontem, entre 7h e 18 horas ultrapassando o recorde de 2004 referente a títulos feitos no último dia do prazo.


Apesar de tudo...

É interessante (e cívico) observar: apesar das decepções com o atual governo, apesar da lama que inunda Brasília e da baixa qualidade dos políticos em geral, as pessoas querem votar, querem cidadania.


Prestação de contas

Dos 29 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 21
apresentaram até o último dia 2 os balanços contábeis referentes a 2005. Os oito partidos que não prestaram contas (PPS, PP, PV, PCB, PTdoB, PMN, PCO e PTN) estão sujeitos à suspensão do repasse das cotas do Fundo Partidário até que regularizem a situação.


CPI do Banestado I

Investigados pela Operação Farol da Colina da Polícia Federal irão responder em liberdade pelos crimes de evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e sonegação fiscal. A decisão foi dada pela 1 Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) durante julgamento conjunto dos habeas corpus impetrados em favor de Eliott Maurice Eskinazi e Dany Lederman. As investigações começaram com a CPI do Banestado. Em agosto de 2004, a 2 Vara Criminal Federal de Curitiba decretou a prisão temporária de Eskinazi, Lederman e de outros três indiciados, suspeitos de praticarem os mesmos crimes.


CPI do Banestado II

O Ministério Público (MP) do Paraná ajuizou ontem ação civil pública questionando as renegociações dos títulos públicos emitidos pelo Estado de Alagoas, e adquiridos pelo Estado do Paraná em função da privatização do Banestado. O MP requer na ação a nulidade do acordo firmado entre os estados, e a restituição ao Paraná dos títulos que foram repassados a Alagoas, mediante a renegociação. Os títulos foram renegociados com o Estado de Alagoas em maio de 2002. Pelo acordo, o Estado do Paraná concederia ao Estado de Alagoas um deságio no valor de R$ 155 milhões, o que segundo o MP viola dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal.


PDT + PPS?

O pré-candidato do PPS ao governo do Paraná, Rubens Bueno, disse à Folha que é favorável a uma aliança nacional entre seu partido e o PDT, do senador Osmar Dias. E que tal união já estava sendo negociada entra as duas legendas desde dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ''uma alternativa ao cenário político''.


Impasse

Na esfera estadual, no entanto, o pré-candidato Rubens Bueno (PPS) acredita que uma possível escolha entre o seu nome e o do senador Osmar Dias (PDT), que também pretende disputar o governo do Paraná, dependerá da decisão dos partidos. ''Eu sou pré-candidato porque estou cumprindo uma decisão do meu partido. As definições vêm dos partidos'', afirmou. O impasse, claro, é consequência da manutenção da verticalização, que obriga os partidos no Estado a repetirem as alianças feitas na esfera nacional.


Será que anuncia?

Na próxima sexta-feira e no sábado, o senador Osmar Dias (PDT) estará em Curitiba para participar do 1º Encontro Nacional de Vereadores, Suplentes e Lideranças do PDT. Durante o encontro, o vereador de Curitiba Jorge Bernardi (PDT), que também é presidente do partido na capital, promete a definição em torno da candidatura de Osmar Dias para o governo do Paraná.


Dois cenários

Tal definição, no entanto, depende agora de dois cenários políticos. Um no qual o PDT lança candidatura própria à presidência da República, o que inviabiliza formar alianças no Paraná com outros partidos (PSDB e PFL, por exemplo). E outro cenário no qual se confirma a aliança nacional entre o PDT e o PPS, quando Osmar Dias (PDT) poderia ter que disputar a vaga de candidato ao governo do Paraná com Rubens Bueno (PPS).


Café

PSDB e o PFL estão firmes. Ao menos foi o que sugeriu a imagem de Alvaro
Dias (PSDB) e Cassio Taniguchi (PFL) tomando café na tarde da última sexta-feira, no Centro de Curitiba...


Advogado da PEC

O deputado estadual Durval Amaral (PFL), presidente da comissão especial
que vai avaliar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que coíbe o nepotismo enviada à Assembléia Legislativa pelo governador Roberto Requião (PMDB), informou que já está negociando com a Casa a contratação de um advogado constitucionalista para avaliar se a PEC pode ou não ser votada este ano. O jurista pode ser contratado fora do Paraná já que, segundo o parlamentar, ''a maioria dos bons constitucionalistas paranaenses são também procuradores do Estado e por isso estão impedidos de dar um parecer sobre a questão''.


Discussão

Segundo o presidente da seccional da OAB no Paraná, Manoel Antonio de Oliveira Franco, a extinção da subseção da entidade em Curitiba, na última semana, teve ''caráter estritamente administrativo''. O Paraná era o único Estado do Brasil a possuir uma subseção na capital. O argumento daqueles que votaram a favor da extinção é de que as subseções são criadas para atender o advogado do interior, nos municípios distantes da estrutura da seccional.


Recurso

Em nota, a vice-presidente da OAB em Curitiba, Claudine Bettes, rebateu: ''é o mesmo que um governador decidir que vai extinguir todo o poder municipal de uma capital, já que ele mora e governa naquela mesma cidade''. A decisão sobre a extinção, no entanto, cabe recurso ao conselho federal da OAB, com efeito suspensivo.


Perguntinha

Será que a novela protagonizada por Osmar Dias (PDT) chega ao fim no próximo final de semana?


Equipe da Folha
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