INFORME FOLHA
Parreira e Lula
A reportagem da revista ''Istoé'' de domingo parecia querer tirar um elogio de Parreira ao presidente Lula. Conseguiu. O técnico da Seleção não se fez de rogado e disse que Lula é um fenômeno. (Não podia conferir-lhe o título de herói, pois Chavéz saiu na frente). Na mesma entrevista, Parreira tratou de minimizar e desclassificar o mensalão. Desconversou bem, aliás.
Fenômenos
Parreira, portanto, se dá bem com dois fenômenos: Ronaldo e, agora, o presidente da República. Com Ronaldo ele tem negócios fora do campo; são sócios em duas academias de ginástica no Rio de Janeiro. Ronaldo investiu em uma rede de academias. Há outros sócios, como o piloto João Paulo Diniz. Só que Diniz não é jogador da seleção e as coisas não se misturam.
Fora de campo
Como sócios, Ronaldo e Parreira participam de lucros, dividem resultados econômicos em que a boa performance na mídia sempre exerce influência. Mas isso permite ilações, alerta o advogado Dalmo de Abreu Dalari. Assim, se Parreira escalar seu sócio fora de forma, por exemplo, o jogador que ficar de fora pode entregar tudo. Será que precisa?.
Infeliz Garotinho
Além de tudo que foi denunciado pela ''Veja'' no último domingo, Anthony Garotinho ainda apronta outra sacanagem ao povo com sua ''greve de fome''. Ele se diz perseguido por aquela poderosa rede de televisão e dá ensejo a que ela faça média com o público. É que ao defender-se das acusações de Garotinho, a emissora de televisão se coloca imparcial, dona de um jornalismo eficiente, etc. O mesmo jornalismo ''eficiente'' que fez muita gente ''morrer de raiva'' no tempo da ditadura militar e agora ameniza as notícias que não interessam ao atual governo.
Oposição x Lula
O PSDB e o PFL prometem ir à Justiça contra o pronunciamento feito domingo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a oposição, Lula utilizou rede nacional de rádio e televisão para divulgar feitos de seu governo sob o pretexto de celebrar o Dia do Trabalho. Os adversários avaliam que o presidente fez campanha pela reeleição antes do período autorizado pela lei. ''Lula faz campanha descarada, deslavada, disfarçada e usa para isso os meios institucionais'', acusou o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN).
Reciclagem no trânsito
O curso de reciclagem no trânsito - para quem vai renovar carteira de habilitação ou teve a mesma apreendida - é uma lição de cidadania cheia de ''dicas'' sobre direitos do condutor. E mostra seus compromissos com o meio em que vive. O respeito ao pedestre é algo sagrado. É positiva a preocupação com fatores ambientais (poluição, cargas perigosas, componentes do próprio veículos, produtos que não são biodegradáveis). Os conhecimentos do curso deveriam chegar a todas as pessoas. O motorista que participa do curso muda completamente sua atitude e pensamento em relação ao trânsito.
Homenagens no LEC
Belas e justas homenagens no aniversário do Londrina Esporte Clube. Pena que, no gramado, a história recente é feita de vexames. Faltou homenagear o torcedor com gols. É só o que ele queria.
Luta de classes
Em meio a tantos discursos políticos, o diretor da Social Democracia Sindical (SDS), Adir de Souza, preferiu enfatizar a comemoração do Dia do Trabalhador ontem em Curitiba. ''Essa data é lembrada pelos mártires que morreram pela redução da jornada, nos Estados Unidos. Por isso, hoje temos garantidas oito horas de trabalho'', lembrou. ''Mas não podemos esquecer que mesmo após a queda do Muro de Berlim, a luta de classes não acabou e as melhorias sociais também não foram suficientes. Aqui deixamos a vaidade de lado pela unicidade em torno da conquista do salário regional'', poderou em seguida.
Fé e meio ambiente
A tradicional Missa Campal, realizada há 55 anos no Dia Internacional do Trabalhador no Morro do Anhangava, na entrada da Serra do Mar, a 1.420 metros de altitude ainda poderá gerar polêmica. De acordo com o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rasca Rodrigues, vinte fiscais do órgão acompanharam cerca de 700 pessoas que subiram até o alto do morro, onde foi rezado o terço. Hoje será finalizado um levantamento com avaliação e fotos do local. Caso seja comprovado algum impacto ambiental significativo, os responsáveis pelo evento serão autuados.
Patrimônio ecológico
''Não existe impedimento para a subida no morro, que é um lugar público. Mas o cume é um espaço inóspito e frio para aglomerar muitas pessoas por muito tempo. A gente faz apenas uma advertência para proteger esse patrimônio ecológico, porque ao subir, certamente vai cortar vegetação e ampliar a trilha'', esclareceu Rasca Rodrigues.
Sob a lei dos homens
A cerimônia aos pés do morro foi realizada, às 10h, pela Mitra Arquidocese de Curitiba seguindo as medidas propostas pelo IAP. No ano passado, cerca de 500 fiéis tiveram que substituir a celebração pela reza de um terço aos pés do morro. Arquidiocese e o Instituto Ambiental do Paraná impediram a peregrinação.
Mais perto do céu
O embate entre a comunidade de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, que organiza a celebração no Anhangava e IAP acontece todos os anos. Os fiéis alegam que querem chegar o mais perto possível de Deus para agradecer e pedir bênçãos no trabalho. O IAP, por sua vez, afirma que a missa naquele local prejudica o meio ambiente. No ano passado, mesmo sem autorização e sem padre (impedido pela arquidiocese), os fiéis subiram o morro.
Perguntinha
O que prejudica mais a ecologia: a Missa Campal no Morro Anhangava ou os cortes de árvores no assentamento da Fazenda Araupel, em Quedas do Iguaçu?
Equipe da Folha





