INFORME FOLHA
Férias
O deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB), que está licenciado da Assembléia Legislativa desde o dia 1º de abril, disse ontem que está aproveitando seu tempo para descansar. Bradock, que também já atuou como delegado de polícia, diz nunca ter tirado férias na vida. Em junho, ele confirmou sua volta à Casa, quando o suplente Antonio Anibelli (PMDB) deve se afastar.
Estresse
E, até agora, ninguém viu a receita médica que o deputado Bradock teria apresentado ao presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB). O curioso é que no dia que foi anunciado pela assessoria da Casa o pedido de licença, em 31 de março, o próprio parlamentar negava que se tratava de problemas com sua saúde e informava em seguida que pretendia dar atenção às suas bases políticas. Na segunda-feira seguinte (3 de abril), a informação oficial era outra: a de que ele teria recebido orientação médica para se afastar devido a estresse.
Castigo?
Coincidência ou não, no final de março, após a maioria dos deputados ter escolhido o nome do vice-governador Orlando Pessuti para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, o próprio Bradock afirmou que teria sofrido retaliações do seu partido por não ter desistido de concorrer ao cargo no TC o que poderia ter impedido a vitória do vice-governador já em primeiro turno, conforme argumentava a base do governo na época.
Retratação
A assessoria jurídica do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do
Paraná está elaborando uma ação para obrigar o governador Roberto Requião (PMDB) a fazer uma retratação em função das suas declarações, anteontem, no Presídio do Ahú, em Curitiba. De acordo com a presidente do sindicato, Sandra Márcia Duarte, o governador teria incitado o uso de violência contra os funcionários do local ao acreditar numa hipótese de greve da categoria. ''Ele disse que a ordem era 'descer o cacete' em quem entrasse em greve. E completou dizendo que o que ele não fez com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) ele iria mandar fazer com os agentes'', disse ela.
Surpresa
A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, em nota oficial divulgada ontem no final da tarde, negou que o governador tenha dito as frases de ameaças atribuídas a ele por agentes penitenciários. ''Durante toda a visita não houve clima de hostilidade ou nenhuma reação que fugisse do normal. Por isso, causou surpresa a reação dos agentes penitenciários, que convocaram a imprensa e novamente ameaçaram fazer greve, desta vez porque estariam insatisfeitos com declarações do governador'', diz trecho da nota.
Nada de desculpas
Antes da nota oficial divulgada pelo Palácio Iguaçu, era possível observar na Agência Estadual de Notícias do Governo do Paraná uma matéria intitulada ''Agentes penitenciários já tiveram reajustes salariais médios de 88,1%'', colocada no site ontem por volta das 17 horas. Cerca de uma hora depois, foi colocada outra matéria, cujo título era ''Requião diz que greve de agentes penitenciários é inaceitável''.
Candidato próprio
Em reunião anteontem com os quatro pré-candidatos do PDT à sucessão de Lula, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, pediu que os pedetistas não se intimidem com a verticalização das coligações e concordem com a candidatura própria ao Palácio do Planalto. ''Precisamos ter a ousadia e a coragem de não nos intimidar. Abrir mão de falar do trabalhismo, de Leonel Brizola, por quê?'', disse o dirigente.
Trabalhismo?
O pré-candidato do PDT ao governo do Rio Grande do Sul, deputado federal Alceu Collares, disse no entanto que a manutenção da verticalização diminuiu as chances de candidatura própria à presidência, já que os senadores e pré-candidatos Jefferson Peres e Cristovam Buarque, por exemplo, ''não seriam os melhores representantes do trabalhismo''.
União
Uma reunião anteontem, na Câmara Federal, entre três pré-candidatos à presidência o deputado Roberto Freire (PPS-PE) e os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Heloisa Helena (Psol-AL) com a participação da bancada do PV, selou acordos para atuação conjunta dos quatro partidos no Congresso Nacional, apresentando uma proposta alternativa à ''bipolarização PT e PSDB/PFL''. Caso a união seja levada até a eleição presidencial, como fica o cenário político no Paraná?
Sem estratégia
Constantemente cobrado pela definição de um candidato de oposição ao
governo do Paraná, o presidente do PSDB, deputado estadual Valdir Rossoni, disse que não há pressa para apresentar um nome. ''A auto-flagelação do governador Requião está causando a sua destruição'', disparou o tucano.
Ofensas
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) resolveu, em nota, responder às críticas do governador à emenda antinepotismo apresentada por ele e rejeitada pela maioria da base governista na Assembléia Legislativa. Mas, em relação às ofensas pessoais feitas pelo governador, o petista afirma que optou por não recorrer à Justiça. ''Embora o governador tenha, sistematicamente, feito ataques à figura de um deputado e de um cidadão, não vou enriquecer o seu já alentado currículo de processos judiciais por calúnia e difamação. Não insista, governador'', diz trecho da nota.
Desinteresse
O deputado estadual Durval Amaral (PFL), presidente da comissão na Assembléia Legislativa que irá analisar a emenda antinepotismo apresentada pelo Executivo, criticou anteontem a ausência do seu colega Caíto Quintana (PMDB), na primeira reunião do grupo. ''Isso mostra o interesse do governo na matéria'', ironizou o pefelista. Além dos dois parlamentares, compõem a comissão Valdir Rossoni (PSDB), Luiz Carlos Martins (PDT) e Elton Welter (PT).
Perguntinha
Os eleitores já estão atentos às ações dos pré-candidatos?
Equipe da Folha
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