INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de abril de 2006
Equipe da Folha 
Forte candidato?
Tempos atrás, o senador Osmar Dias (PDT) informou que em função de seu estado de saúde talvez não pudesse se candidatar ao governo do Paraná. O presidente do PDT em Curitiba, Jorge Bernardi, garantiu no entanto que o estado de saúde do senador vai bem: ''Ele tem uma saúde muito boa, todo dia faz mil flexões e uma hora de esteira'', contou.
PDT + PSDB
Jorge Bernardi também disse que o senador Osmar Dias (PDT) está firme na sua candidatura ao governo. E que agora apenas aguarda uma decisão das lideranças nacionais. ''O que tudo indica é que o partido não terá candidatura própria à presidência'', afirmou. Segundo ele, 16 pré-candidatos do PDT têm chances de vitória nos governos de Estado e que uma coligação com o PSDB nacionalmente beneficiaria tais candidaturas. O presidente do partido chegou inclusive a cogitar um vice para Geraldo Alckmin (PSDB), o governador licenciado de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT). Nos dias 5 e 6 de maio, lideranças do partido estarão em Curitiba para discutir a questão.
Qualificação
No último dia 18 de abril, após a Assembléia Legislativa ter derrubado a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) antinepotismo a base aliada do governador Roberto Requião (PMDB) apresentou mais uma emenda. No texto, fica permitida a nomeação de secretários de Estado que sejam parentes do governador mas que tenham também ''notória qualificação técnica'', o que segundo os aliados evitaria o afastamento do secretário de Educação, Maurício Requião, irmão do governador e professor universitário. E o destino dos outros 25 parentes que o governador mantém em cargos de comissão?
Maioria
''Minoria de merda'', disse o governador Roberto Requião (PMDB) ao ser vaiado ontem, no Teatro Guaíra, quando da recepção ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. As manifestações surgiram depois que o governador tocou no assunto da vez: nepotismo. Votada no último dia 18 na Assembléia Legislativa, a emenda antinepotismo contou com o apoio da maioria na Casa, 29 deputados. Outros 15 deputados (13 do PMDB e 2 do PTB) votaram contra. Hermas Brandão (PSDB), que presidia a sessão, não pôde votar. A emenda, no entanto, precisaria de 33 votos para ser aprovada. Só foi derrubada, portanto, porque 9 deputados deixaram de votar.
Bronca
De acordo com o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, Manoel Antonio de Oliveira Franco, a atitude dos deputados na votação da emenda antinepotismo provoca ''espanto'': ''Alguns deputados mudaram de posição em um curto espaço de tempo, sem qualquer justificativa. Outros se omitiram ao deixar de comparecer à votação, provavelmente cedendo à pressão do poder que exerce o governo'', afirmou.
Candidatura confirmada
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, e o presidente do PT no Paraná, deputado estadual André Vargas, estarão hoje em Curitiba para anunciar a candidatura do parlamentar petista à Câmara Federal.
Democracia?
A passagem do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pela capital foi tumultuada. Previsto para começar às 8h30, o encontro entre o presidente venezuelano com o governador Roberto Requião e movimentos sociais, no Teatro Guaíra, começou somente por volta das 13 horas. A rua em frente ao local, que permaneceu fechada a manhã toda, causou transtorno aos motoristas do Centro.
Sem voz
A imprensa nacional teve pouco espaço na entrevista coletiva com Chávez à tarde. Somente a imprensa internacional ou jornalistas pertencentes a veículos de comunicação dos dois governos puderam fazer perguntas. Os sites do Ministério das Comunicações da Venezuela (www.minci.gov.ve) e da Agência Nacional de Notícias do Governo do Paraná (www.agenciadenoticias.pr.gov.br) têm semelhanças curiosas...
Falta de quórum
''Com um quórum desses, nem Satanás seria cassado'', disse o vice-
presidente da Câmara Federal, José Thomaz Nonô (PFL), após absolvição do deputado federal José Mentor (PT), anteontem. Por 241 votos a 175, os deputados derrubaram o pedido de cassação do petista, acusado de receber dinheiro de forma ilícita 81 deputados faltaram. O quórum só não foi mais baixo que o da sessão que absolveu o deputado João Magno (PT). Durante a votação, deputados de vários partidos se reuniram no meio do plenário e abriram suas cédulas para mostrar o voto. A atitute foi um protesto contra a prerrogativa do voto secreto, questionada depois das absolvições de outros ''mensalistas''.
Voto secreto
Em Brasília, deputados criaram a Frente Parlamentar pelo Fim do Voto Secreto. O presidente da Câmara Federal, Aldo Rebelo (PCdoB), chegou a receber um manifesto intitulado ''Quero saber como vota meu representante''. Aqui no Paraná quem apresentou uma proposta a favor da extinção do voto secreto foi o pefelista Nelson Justus, no dia 12 de abril, e deve ser a nova polêmica na Assembléia Legislativa pós-nepotismo, mínimo regional...
Reforma agrária
Em reunião ontem à tarde em Curitiba com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, foi enfático: ''Nas eleições deste ano, estará em jogo de novo o avanço ou não da reforma agrária. Há quem diga que é necessário jogar a questão da terra para o mercado, que o Incra não é necessário. Quem é contrário à reforma agrária está acirrando a campanha de criminalização dos movimentos sociais'', afirmou. Em seguida, avisou que conhecida revista semanal de informação apresentará matéria bombástica neste fim de semana para acelerar a ''campanha anti-MST''.
Perguntinha
Os deputados que votaram contra a emenda antinepotismo entenderam as vaias ao governador do Paraná?
e-mail: [email protected]


