Confusão gastronômica


Em um breve encontro com o tucanato local, no auditório do Aeroporto de Londrina, o pré-candidato a presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, iniciou uma verdadeira confusão gastronômica/regional. Elogiando a qualidade do café que acabara de tomar em um quiosque no saguão do aeroporto o governador licenciado de São Paulo disse: ''Só faltou me servirem o carneiro no buraco!'', se referindo ao prato típico de Campo Mourão, região central do Estado.


Churrasco


O senador Álvaro Dias (PSDB), cuja carreira política iniciou em Londrina, tentou corrigir: ''barreado!'', prato famoso no litoral paranaense, especificamente em Morretes. Coube ao deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), encerrar a confusão. ''Aqui gostamos de uma boa picanha'', assegurou.


Soraya estava lá


Uma ''multidão'' de tucanos e políticos de partidos simpáticos à candidatura de Geraldo Alckmin compareceu ontem no Aeroporto de Londrina. A ex-assessora da campanha à reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT), Soraya Garcia, pivô das denúncias de caixa 2, também foi prestigiar a visita do pré-candidato do PSDB. Dirigindo um carro zero quilômetro, com o filho no banco de trás, Soraya alegou que estava passando pelo bairro para receber a pensão do bebê e resolveu aparecer no aeroporto.


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Abaixo o voto secreto


Na esteira das discussões nacionais sobre o tema, o deputado Nelson Justus (PFL) ex-presidente da Assembléia Legislativa propôs o fim da votação secreta na Casa. De acordo com a proposta de Justus, as votações de vetos serão realizadas em sessões únicas e apenas poderão ser rejeitados pelo voto da maioria absoluta dos deputados. E ainda proíbe o voto secreto nas deliberações do processo legislativo.


Corrupção


Justus lembra que, além de tramitar no Congresso, a Assembléia de São Paulo acabou com o sigilo nas votações, em 2001. ''É errada a interpretação de que o voto secreto garante o livre exercício deliberativo do votante. A realidade prova que o voto secreto é um instrumento de uso de quem detém o poder para garantir o sigilo da votação, possibilitando a corrupção e compra dos contrários à suas proposições'', disse Justus.


Aposentadoria


O atual chefe da Casa Civil e ex-conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado se aposentou do TC com uma remuneração de 22,1 mil, equivalente ao valor de seu último salário. A aposentadoria dele poderia ser de R$ 27,6 mil, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) limita o valor com base no salário de ministro.


Nova praga


Adesivo que circula nas caminhonetes que frequentam o Parque Ney Braga, nesta 46 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina: ''Lula, a nova praga da agricultura''. O recado está dado.


Reunião com Bornhausen


Na próxima segunda-feira, às 16 horas, os pefelistas do Paraná têm reunião marcada na sede do partido, na rua João Gualberto, em Curitiba, para tratar dos assuntos da hora: verticalização, tríplice aliança, pré-candidaturas. O presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), estará presente. PMDB e PSDB estarão a postos para saber do resultado.


Sem comida, sem educação


Em um país onde há pais que vêem na merenda escolar o único motivo para manter os filhos na escola, a notícia divulgada ontem pela Folha, de que mais de 30 municípios podem ficar sem o repasse para a merenda, causa revolta. Ainda mais porque a ameaça de corte dos repasses tem como raiz problemas nas prestações de contas.


Novela


Pelo menos em tese e de acordo com as normais legais, o Orçamento deveria ser votado antes do final do ano para valer no seguinte. Na prática, nem sempre é assim. Ontem a novela do Orçamento da União teve mais um capítulo. O ano começou há quatro meses e um novo atrito entre o governo e a oposição adiou a votação do Orçamento para a próxima semana.


Lei Kandir


O governo federal cedeu ao insistente apelo dos governadores e aceitou garantir um acréscimo de R$ 1,8 bilhão para ressarcir os Estados pelas perdas sofridas com a Lei Kandir, que prevê isenções de impostos estaduais para empresas exportadoras. Em contrapartida, os Estados recebem (ou receberiam) compensações.


Pendengas


A oposição cobra do Planalto R$ 10 milhões para a construção de uma ferrovia ligando Teresina a Parnaíba, no Piauí, a construção de uma ponte em Sergipe, e recursos para o Gasoduto Coari-Manaus.


Ofensiva


Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná se manifestou ontem a favor da proposta que proíbe o nepotismo nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Paraná e deve ir a segunda votação na terça-feira que vem. A Ordem foi mais longe. Criou um e-mail para receber manifestações de apoio à proposta.


Perguntinha


O projeto do salário mínimo regional saiu do forno do Palácio Iguaçu para a geladeira na Assembléia Legislativa?

Maria Duarte e equipe
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