INFORME FOLHA
Sercomtel 0 x 1 campanha
Parece que enfim o assunto Sercomtel vai deixando a pauta de discussões da Câmara de Vereadores de Londrina para dar lugar a outros debates. Ontem à tarde, nada de servidores da telefônica protestando das galerias contra a privatização da empresa. Em compensação, as eleições de outubro entraram de vez no grande e pequeno expedientes: com pelo menos cinco edis no páreo para a Assembléia Legislativa e o Congresso, começou a temporada de defesa aos aliados.
Revezamento
A base aliada do prefeito Nedson Micheleti (PT) na Casa saiu ora em defesa do governo Lula (PT), que busca a reeleição no cenário federal, ora ao ataque ao governo Requião (PMDB), provável candidato a mais quatro anos de Palácio Iguaçu.
Dinheiro de quem?
''Falam de R$ 1 bilhão de investimentos em Londrina (referência aos últimos discursos do peemedebista), mas 80% dos investimentos do (programa estadual) Luz Fraterna, por exemplo, são verbas do governo federal'', atacou o vereador Gláudio Renato de Lima, pré-candidato pelo PT que, ainda ontem, engrossou o coro dos que reclamaram da falta de segurança em Londrina.
Na corrida
O presidente do Legislativo, Orlando Bonilha (PL), também confirmou que disputa vaga na Assembléia Legislativa e, no mesmo tom, exaltou investimentos da União na cidade, em meio ao viés político-eleitoral do discurso. Agora é esperar se o discurso vai render votos.
De olho
Deputados estaduais que disputam votos em bases eleitorais no Interior estão de olho nas presenças um do outro em plenário. Querem saber quem falta mais, já que dividem o mesmo eleitorado. O acompanhamento das presenças é feito por dois alunos da Universidade Federal do Paraná, através de uma parceria com a Folha de Londrina, e o resultado é divulgado mensalmente.
Pé na estrada
Em período de campanha, os parlamentares se dividem entre o plenário e as bases eleitorais. E nenhum deles quer sequer ouvir falar que o adversário andou pedindo voto antes.
Situação vexatória
O Conselho de Ética da Câmara Federal amanheceu ontem numa espécie de ressaca, num clima de desalento total, e a imagem da Casa segue abalada. Com a absolvição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de envolvimento no ''mensalão'', um grupo de deputados se revoltou e decidiu renunciar. Mas os pedidos de renúncia não foram aceitos pelo presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP). O que é mais triste? Parlamentares renunciando porque as posições do Conselho não emplacam no plenário ou o fato de as renúncias não terem sido aceitas?
Relatório
Uma no cravo, outra na ferradura. Apesar do desâmino no Conselho de Ética, a CPMI dos Correios conseguiu aprovar o relatório dos trabalhos, à revelia do PT, que continua soltando fogo pelas ventas.
Dança das cadeiras
Mais duas definições nas mudanças que o governador Roberto Requião (PMDB) foi obrigado a promover por causa dos integrantes de sua equipe que resolveram disputar as eleições de outubro. O advogado Marco Antônio Lima Berberi substitui Leonaldo Paranhos no Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Paraná). E o engenheiro agrônomo e jornalista Valdir Isidoro da Silveira assume a Empresa Paranaense de Classificação (Claspar), no lugar de Eduardo Baggio.
Transgênicos
Silveira tem no currículo um fato que chama a atenção no Palácio Iguaçu, considerando a cruzada do governador contra os transgêncios. O engenheiro agrônomo ficou conhecido por ter denunciado, há cerca de dois anos, junto com a bióloga e veterinária Eliane Dallegrave, especialista em Toxicologia e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os efeitos maléficos provocados pelo glifosato, produto da multinacional Monsanto.
Posse
O procurador-geral de Justiça no Paraná, Milton Riquelme de Macedo, toma posse hoje. É sua segunda gestão como chefe do Ministério Público estadual. Riquelme fica no cargo até 2008.
Discurso
''O dia em que cada governante deste país admitir, na sua consciência e na sua alma, que cada tijolo que a gente colocar para gerar uma escola e para gerar um emprego, a gente não precisará colocar um tijolo para criar uma Febem ou uma prisão, nós temos que fazer essa opção para a gente poder saber que país nós teremos daqui a 15 ou 20 anos.'' Discurso do presidente Lula (PT).
Ainda no papel
Se esse discurso tivesse sido posto em prática...
Dias de crise
Os produtores estão longe de ficar pulando de alegria com as medidas anunciadas ontem pelo governo federal. Na Federação da Agricultura (Faep), o conjunto de medidas foi apelidado de ''pacotinho''.
Perguntinha
Ninguém mais vai dançar no plenário da Câmara após uma absolvição?
Maria Duarte e equipe
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