Apressadinhos


Apesar de a campanha só começar para valer em julho portanto, daqui a três meses , os partidos que optaram por candidaturas próprias no Paraná, para concorrer com o governador Roberto Requião (PMDB), não estão deixando por menos. Os pré-candidatos estão batendo perna e gastando sola de sapato por diversas cidades. O candidato a governador pelo PT, senador Flávio Arns, já andou pelo Norte do Estado. Pelo menos por enquanto anda discreto, voltou de ônibus para Curitiba.


Ouvidos


Arns não é o único a fazer contatos e marcar presença. O PPS de Rubens Bueno volta à estrada no próximo dia 5, percorrendo municípios do Sudoeste. O partido está colhendo opiniões e reclamações da população para costurar o programa de governo. Entre as reclamações campeãs estão a corrupção na política, o medo do desemprego e da violência.


Prazo legal


Vale lembrar que a lei eleitoral só permite que os candidatos coloquem ''o bloco na rua'' a partir do dia 6 de julho.


Eterna indecisão


Já o senador Osmar Dias (PDT) continua esperando uma definicação do seu partido para decidir se emplaca ou não sua candidatura para o governo do Paraná. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, está viajando pelos estados para ver a preferência de seus correligionários. Osmar já afirmou que sua opinião é que se deve deixar a candidatura a presidente do lado e priorizar os estados.


Enquanto isso...


O problema é que a demora do PDT em tomar uma decisão, caso o partido opte por priorizar os estados, pode invibializar uma candidatura no Paraná, pois as coligações já estão tomando outro rumo. O PSDB está cada vez mais perto do PMDB. E o PFL vai por tabela. Mas Osmar prefere o otimismo. ''Vejo que outros partidos estão indefinidos no Paraná. O PSDB tem declarações de espantar. Tanto desencontro. Cinco, seis altenativas ao mesmo tempo. Leva entender que só interessa a eleição para presidente da República'', afirmou.


Tucanos no muro


O senador ainda vê o cenário como indefinido, mas mesmo assim não deixa de reclamar do PSDB. ''Em cima dessa alternância de posições querem que eu tome decisão? Preciso de segurança. Não trato como se fosse uma brincadeira, mas com muita responsabilidade. Amadureço a idéia dentro de condições. Será que o PSDB quando fala em aliança com o Requião está dando prazo? Porque para mim deram prazo para decidir até dia 18'', disparou.


Falatório


Diante de tantas possibilidades de coligação apresentadas pelos partidos no Paraná, Osmar também alfinetou fazendo uma alerta ao eleitor. ''Esse é um bom momento para observar o comportamento dos políticos. O momento da pré-campanha e da campanha é bom para ver se mudam muito o discurso. É aí que você vê quem tem rumo, quem tem coerência.''


Pacto federativo


Reclamando da falta de recursos, os prefeitos voltam à carga na discussão de um novo pacto federativo. A IX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios acontece entre os dias 25 a 27 de abril. A Confederação Nacional dos Municípios (CMN), que organiza a marcha, espera mais de três mil prefeitos.


Pires na mão


A marcha a Brasília é um dos eventos mais tradicionais feitos pelos prefeitos e já resultou em diversas conquistas, como a criação do Comitê de Articulação Federativa, aumento nos recursos do Programa de Educação para Jovens e Adultos, ampliação do número de famílias atendidas pelos programas de habitação do governo federal, repasse de 100% do Imposto Territorial Rural (ITR) para os municípios, entre outros.


Um dia depois do outro


Apesar das dificuldades, os prefeitos não podem reclamar demais. ''Na primeira edição, os prefeitos foram corridos por cachorros da Polícia Militar. Hoje, o presidente da República participa do evento'', lembra o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.


Parentes 1


O plenário da Assembléia Legislativa estará em polvorosa amanhã, quando irá para a segunda votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe o nepotismo nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).


Parentes 2


O governo Requião, que mantém diversos parentes em cargos de destaque, resiste a essa PEC, de autoria do deputado Tadeu Veneri (PT), porque quer emplacar a sua proposta. O governo argumenta que sua PEC é mais ampla e impede o nepotismo cruzado (quando um parlamentar ou membro do Executivo, por exemplo, contrata parentes de outro).


Perguntinha


O eleitor terá boas opções para votar em outubro?

Maria Duarte e equipe
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