INFORME FOLHA
Dia do adeus
Hoje é dia de despedida no governo paranaense. A lei eleitoral obriga os candidatos a deixarem seus postos no Poder Executivo. No governo Roberto Requião, pelo menos 15 secretários e responsáveis por autarquias disputarão um cargo público nas eleições de outubro. Essa obrigação legal tem reflexos diretos na Assembléia Legislativa. Por exemplo, com o retorno do chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, e do secretário dos Transportes, Waldyr Pugliesi, dois peemedebistas que os substituíam terão que deixar suas cadeiras na Casa. Ademir Bier e Antonio Anibelli deixam o plenário.
Puxando a fila
Os primeiros a deixarem seus postos foram o ex-secretário do Desenvolvimento Urbano Renato Adur, que saiu para se dedicar à campanha pela reeleição de Requião, e Aldo Parzianello (Justiça).
Os imediatos
A reforma no secretariado não trará grandes mudanças nas políticas implementadas até agora. Na maioria dos casos, os diretores gerais assumirão o comando das pastas.
Transmissão de cargo
Está marcada para segunda-feira, dia 3, a transmissão de cargo da presidência da Paraná Turismo, autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Turismo. O atual presidente, Jorge Rosas Demiate, passa o posto ao empresário Herculano Francisco Gianesella Lisboa, ex-vereador de Ponta Grossa. Demiate deixa o governo para disputar uma vaga de deputado federal.
MP
O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, viajou para Bonito, no Mato Grosso do Sul, onde participa de um encontro nacional do Ministério Público. Ele vai falar sobre o combate ao crime organizado e estratégias de investigação.
Regras novas
Delazari, que é promotor de Justiça, já teve dias melhores no relacionamento com o Ministério Público. Uma decisão recente do Conselho Nacional do Ministério Público prejudica o secretário. O conselho definiu as normas para a atividade político-partidária de membros do Ministério Público e para o afastamento para o exercício de cargos no Executivo. A decisão vale para todo o País.
Não pode
Conforme a decisão, o afastamento só é possível para os membros que entraram na carreira antes de promulgação da Constituição de 1988. Ou seja, Delazari, como promotor de Justiça, não poderia ocupar um cargo de confiança no Poder Executivo. A decisão fixa 90 dias para que os integrantes do MP nessas condições deixem os cargos.
Alô?
Uma pane no sistema telefônico do Palácio Iguaçu deixou boa parte dos ramais do prédio sem contato, na manhã de ontem. O problema foi resolvido perto da hora do almoço.
Nepotismo
A bancada petista não gostou nada da ausência do colega Hermes Fonseca no plenário na quarta-feira, quando foi aprovada a proposta de emenda constitucional que proíbe o nepotismo nos três poderes. A proposta volta à pauta dos deputados estaduais na próxima segunda-feira.
Escritos de FHC
Estes escritos provavelmente o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não vai querer que esqueçam. Bastidores do poder e histórias inéditas são a essência do novo livro de FHC, ''A Arte da Política - a história que vivi''. São nada menos que 700 páginas.
Curiosidade
Consta que os petistas estão curiosos para saber o que tanto o adversário escreveu em tantas folhas. Os escritos são fruto das anotações que FHC fez ao longo dos oito anos que o tucano ficou no poder. Cada exemplar custa R$ 70,00.
Bate e assopra
Continua rendendo a manifestação dos professores. O deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR) comentou as declarações do governador Roberto Requião à APP-Sindicato, entidade que representa os professores do Estado. Requião não gostou da manifestação e contestou a representação do sindicato da categoria. Rosinha rebateu. ''Na hora de pedir votos, como nas eleições de 2002, Requião reconhece a existência da APP. Agora, na hora de negociar o reajuste salarial, ele nega''.
Mata Atlântica 1
Ao lançar, ontem, o Plano de Monitoramento e Combate ao Desmatamento da Mata Atlântica, o Ibama informou que o sistema servirá também para evitar que órgãos ambientais nos estados autorizem cortes ilegais das florestas. A ''cutucada'' serviu para o Instituto Ambiental do Paraná (Iap) que, segundo denúncia da Rede (de ONGs) Mata Atlântica, teria autorizado planos de manejo irregulares, que resultaram no desmatamento de ''centenas de hectares de mata nativa''.
Mata Atlântica 2
Um relatório do próprio Ibama apontou o corte ilegal de quase 30 mil metros cúbicos de lenha e mais de 14 mil metros cúbicos de madeira de espécies nativas, inclusive, araucária. O presidente do Iap, Rasca Rodrigues, disse que todas as licenças emitidas obedeceram a legislação ambiental vigente. O relatório do Ibama apontaria indícios de irregularidades, as quais ele se comprometeu a investigar. Os licenciamentos ambientais foram suspensos até que a possível divergência de conceitos entre os dois órgãos sobre o que é passível de corte seja resolvida.
Perguntinha
Por que não aparece um projeto acabando com cargos em comissão sem concurso público?
Maria Duarte e equipe
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