E a credibilidade?


Foi manchete, ontem, em vários jornais: a quebra do sigilo bancário de Francenildo dos Santos Costa foi feita dentro da Caixa Econômica Federal. Isto é a falência da credibilidade das instituições financeiras. Quebra de sigilo bancário só pode ocorrer mediante ordem judicial. No caso de Francenildo, a decisão autoritária e política afeta a imagem de todas as instituições. Não adianta, depois, gastar uma fortuna em propaganda no horário nobre da televisão.


Caixa mandou


Francenildo é um zelador, um patriota. Seu pecado: testemunhar contra o poderoso ministro Palocci. Agora a Caixa órgão do governo federal disse que vai ''investigar''. Investigar o que se a ordem partiu de funcionários com cargos de chefia, portanto, de confiança? É a segunda vez que a Caixa, uma instituição tradicional, é envolvida em questões embaraçosas (caso das loterias) neste governo. Tudo bem, afinal Banco do Brasil, Correio, Instituto de Resseguros e Sebrae também tiveram suas imagens arranhadas.


Rasgação de seda


Os áulicos estavam a toda na 'escolinha' de ontem, que aconteceu no Teatro Guaíra. Foi o próprio governador Roberto Requião (PMDB) quem se cansou. ''O saco do chefe é o corrimão do sucesso'', disparou.


Enchente


A garagem da Câmara de Curitiba ficou alagada, ontem, por causa da forte chuva que caiu à tarde. Foi uma correria para tirar os carros de lá.


Em maio


O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti (PMDB), pretende assumir só em maio a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas (TC) do Estado, deixada com a morte de Quiélse Crisóstomo da Silva.


'Gozolândia'


Uma peça de teatro do Fringe (mostra paralela ao Festival de Teatro) aborda a política de uma maneira crítica e bem-humorada. A peça ''Gozolândia - uma farsa democrática'' narra as campanhas de três candidatos. O público elege um deles e depois acompanha um mandato recheado de corrupção, populismo e marketing. Essa história soa familiar ao eleitor?


Licitações 1


O governo do Paraná quer estabelecer normas para licitações no Estado. Já está na Assembléia Legislativa, à espera de votação, a mensagem do governo que estabelece normas para os processos licitatórios. Segundo o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, a idéia é fazer adaptações à lei federal que trata das licitações, a Lei 8.666, e trazer mais rigidez aos processos.


Licitações 2


A mensagem preparada pelo Palácio Iguaçu estabelece ainda regras para contratos administrativos e convênios nos poderes. As novas regras vão valer, segundo a Casa Civil, para as administrações públicas diretas e autarquias. O governo espera a aprovação da mensagem o mais rápido possível.


Fim da reeleição


O PPS do Paraná vai comprar uma briga de cachorro grande. O partido vai propor o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, mas só a partir das eleições de 2008. O autor da idéia, o deputado federal César Silvestri (PPS), argumenta que a reeleição traz ''prejuízos econômicos, políticos e culturais ao País''.


Quebrando paradigmas


Silvestri se mostra otimista e confiante, o que não convém, já que cabe aos próprios políticos cortarem as leis que os beneficiam. O deputado acredita que o fim da reeleição daria aos presidentes, governadores e prefeitos ''a tranquilidade para fazer uma administração voltada à comunidade e não aos grupos que o apóiam''.


Confidências


''Na maioria das vezes, o político que está no poder fala a verdade quando diz que não quer ser candidato, mas a pressão dos grupos que o apóiam acaba levando a um segundo mandato que quase sempre é catastrófico'', justificou o autor da proposta. Silvestri jura que amigos que disputaram a reeleição e fizeram um segundo mandato como prefeito ou governador confidenciaram a ele que a experiência é ruim...


Expectativa


Apesar da animação entre a bancada petista no Paraná, o Planalto ainda não confirmou a visita do presidente Lula (PT) a Curitiba no final deste mês, para participar da conferência da ONU sobre biodiversidade, a COP-8. Pelo menos até o início da noite de ontem, a visita não estava garantida na agenda do presidente.


Puxão de orelhas


O ministro Luiz Marinho (Trabalho) 'detonou' o Congresso pelo atraso na votação do reajuste do salário mínimo e informou que o governo já prepara uma medida provisória (mais uma!) para garantir o aumento de R$ 300 para R$ 350. Diante do atraso do Congresso na votação do projeto, Marinho avaliou que não existe mais tempo para votação e decidiu deixar a MP pronta para ser publicada no final deste mês.


Rapadura é doce mas...


''Está faltando o pessoal trabalhar mais no Congresso. Eles trabalham bastante, mas perdem muito tempo com assuntos que não acrescentam valor para a sociedade brasileira'', disse o ministro.


Perguntinha


O puxão de orelhas vale só para o Congresso ou serve também para o Executivo?

Maria Duarte e equipe
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