INFORME FOLHA
Contidos
Petistas mais cautelosos preferem não jogar tanto confete por conta da pesquisa Datafolha que coloca o presidente Lula (PT) com vantagem sobre José Serra (PSDB) na corrida pelo Palácio do Planalto. A pesquisa aponta, no segundo turno, Lula com 48% das intenções de voto, contra os 41% que tinha no início do mês. Já o prefeito de São Paulo caiu de 49% para 43%. Na avaliação desse grupo de petistas, ainda é cedo para comemorar, porque de fevereiro a outubro muita água vai passar por baixo da ponte. Afinal, todo marqueteiro sabe que largar na frente não significa, necessariamente, chegar na frente.
Presente!
O deputado Jocelito Canto (PTB) quer ter certeza de que não vai levar falta no levantamento que a Folha de Londrina faz da frequência em plenário dos 54 deputados estaduais. Quer que a repórter da Folha que cobre as sessões da Assembléia Legislativa assine um papel confirmando as presenças diárias do deputado.
TV
Os deputados não precisam se preocupar. Com a TV Assembléia, os eleitores interessados poderão acompanhar de perto quais deputados vão às sessões - e o que dizem e fazem.
Violência violada
O espetáculo Violência Violada, que seria apresentado hoje dentro do presídio do Ahú, em Curitiba, foi cancelado pelo governo do Estado, por questões de segurança. O espetáculo, agendado há cerca de três semanas, já havia sido aprovado pela direção do presídio - que só havia recomendado cautela com as roupas das bailarinas.
Na onda
O ataque ao nepotismo no Judiciário está rendendo frutos. O vereador José Luiz de Oliveira (PCdoB), da Câmara de Mandiritiba (Região Metropolitana de Curitiba) apresentou um projeto de lei proibindo a prática do nepotismo - nomeação de parentes para cargos de confiança - nos poderes Executivo e Legislativo do município. Segundo o vereador, o projeto entra em pauta depois do Carnaval.
Coletividade
Na justificativa do projeto, o vereador diz que a administração pública trata da gestão dos interesses da coletividade, e portanto a nomeação de parentes para cargos públicos é uma violação do conceito de administração pública. O vereador diz que, se o seu projeto não vingar, vai colher assinaturas de apoio junto aos moradores da cidade.
Em suspenso
A proposta de autarquização da Paraná Previdência, o fundo de pensões e aposentadorias dos servidores do Estado, permanece indefinida. Defendida pelo Palácio Iguaçu desde o início da gestão Requião, em 2003, o projeto de autarquização não está pronto nem no papel. A transformação da Paraná Previdência em autarquia - hoje é um serviço social autônomo paraadministrativo com autonomia técnica e financeira - não é uma prioridade para o governo.
Sem pressa
Técnicos da Secretaria da Administração e Previdência costuram o texto do projeto, mas não há pressa por parte do governo em votar a mensagem. Até porque a autarquização da Emater, no ano passado, portanto bem mais distante das eleições, foi uma dura batalha.
Argumentos
A Paraná Previdência foi criada pela Lei 12.398/1998, no governo Jaime Lerner (PSB). A tese da autarquização desagradou parte dos deputados estaduais e também servidores porque, dependendo de como seja aprovada, os seus recursos podem ser englobados no caixa único do governo. Pelo menos por enquanto, não há consenso em torno do assunto para que a mensagem seja concluída e votada.
Prêmio da ONU
Dois pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão entre os contemplados pelo mais importante prêmio internacional das Nações Unidas para trabalhos sobre a proteção do meio ambiente. Eduardo Marone, diretor do Centro, e Paulo da Cunha Lana, coordenador do Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da universidade, integraram o grupo internacional de cientistas que produziu um trabalho sobre ecossistemas.
Degradação
Segundo os jurados, o trabalho do grupo representa um marco nas ciências naturais e sociais e ''demonstra que a degradação dos ecossistemas está progredindo a uma taxa alarmante e insustentável''.
Cadê o dinheiro?
Apenas 27% de R$ 1,02 bilhão previsto no Orçamento Geral da União do ano passado para a infra-estrutura de transportes dos três estados da região Sul foram pagos, de acordo com um levantamento do Fórum Industrial-Parlamentar Sul apresentado durante reunião em Brasília entre os presidentes das Federações das Indústrias do Paraná (Fiep), Santa Catarina (Fiesc) e Rio Grande do Sul (Fiergs). Os dirigentes das três federações estão cobrando a manutenção dos investimentos de 2005 para este ano.
Movimento
Marcada para hoje, a partir das 19 horas, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, uma reunião com sindicatos, movimentos populares e partidos políticos para estruturar no Estado o movimento Reage Brasil, que tem como objetivo ''defender o patrimônio brasileiro e impedir o avanço do neoliberalismo''. O movimento é capitaneado por um grupos de deputados do PT do Paraná.
Perguntinha
Já passou o efeito mensalão?
Maria Duarte e equipe
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