INFORME FOLHA
Sim
O conselheiro Rafael Iatauro, do Tribunal de Contas (TC), está de malas prontas para assumir a chefia da Casa Civil, provavelmente no final do mês que vem, quando o atual dono do posto, Caíto Quintana (PMDB), deixa o gabinete no quarto andar do Palácio Iguaçu para se dedicar à campanha de reeleição a deputado estadual. Iatauro esteve ontem com o governador Roberto Requião (PMDB) e considera sua ida para a Casa Civil acertada. Caíto ainda não conversou com o governador, mas comentou que a decisão sobre seu substituto cabe exclusivamente a Requião.
Olhos na vaga
O presidente do TC, Heinz Herwig, adiantou ontem que o entendimento da Casa é que a vaga aberta com a morte do conselheiro Quiélse Crisóstomo da Silva, na semana passada, deve ser ocupada por um membro indicado pela Assembléia Legislativa. O mais cotado é o vice-governador Orlando Pessuti. E a segunda vaga, que será aberta com a aposentadoria de Iatauro, será preenchida por um auditor do tribunal.
Lista
A vaga de Iatauro será preenchida assim que o plenário analisar seu pedido de aposentadoria, já protocolado. Depois de aprovado o pedido será aberta a inscrição para a lista tríplice de auditores, que será enviada para o governador num prazo de 15 dias.
Oráculos
E por falar na Casa Civil, enquanto o presidente estadual do PT, deputado André Vargas, torce o nariz para uma eventual aliança com o PMDB e defende a candidatura própria do senador Flávio Arns à sucessão no Palácio Iguaçu, Caíto Quintana ainda fala em repetir a coligação com os petistas - a exemplo de 2002. Para Quintana, se a aliança não ocorrer no primeiro turno, pode sair no segundo.
Ânimos exaltados
Quintana tem anos de Assembléia e conhece muito bem o funcionamento e os humores dos deputados. Como é ano de eleição, ele já espera discussões mais acirradas no plenário e a oposição mais afiada.
Suspenso
A segunda parcela do jetom pela convocação extraordinária da Câmara sairia ontem, mas o pagamento está suspenso por força de decisão da Justiça, segundo a assessoria de imprensa da Câmara. Portanto, até segunda ordem, nenhum dos 513 deputados poderá receber os R$ 12,8 mil.
Vigília
Servidores da saúde pública estadual marcaram para hoje uma vigília, no Centro Cívico, em defesa dos salários da categoria e para tentar negociar as reivindicações com o governo. A mobilização começa às 9 horas, em frente ao Palácio Iguaçu e continua à tarde, na Assembléia Legislativa. As principais reivindicações dos funcionários da saúde são a recomposição dos salários, um plano de carreiras próprio e a realização de concurso público.
Grande Empreitada
Aproveitando o embalo da autorização de obras na Região Metropolitana de Curitiba, a 'escolinha' de ontem relembrou a operação Grande Empreitada, deflagrada em junho do ano passado contra fraudes em licitações públicas. As investigações duraram cerca de sete meses e foram presas 17 pessoas acusadas de envolvimento.
Gastos da Câmara
Os gastos da Câmara Municipal de Curitiba aumentaram em R$ 6,9 milhões no ano passado. O total de gastos do Legislativo no ano passado foi de R$ 49,7 milhões. Em 2004, fechou em R$ 42,8 milhões. Os números foram divulgados pela vereadora Professora Josete (PT), a partir da análise do ''Relatório Resumido da Execução Orçamentária''. Segundo ela, o relatório aponta que a Câmara Municipal gastou, no ano passado, R$ 1,8 milhão a mais do que a previsão original.
Mais vereadores
A petista lembra que o número de vereadores aumentou de 35 para 38, mas reclama da falta de transparência nos gastos. O presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), disse que o aumento no volume de recursos é normal de um ano para outro e frisou que o aumento de vereadores elevou as despesas com os três novos gabinetes. Segundo Derosso, apesar dos gastos maiores, sobraram R$ 400 mil, que foram devolvidos à prefeitura.
Recesso
A Câmara de Curitiba reabre as sessões com a pauta recheada de propostas polêmicas. Uma deles reduz o recesso parlamentar de 90 para 55 dias. Outra trata das licitações de linhas para o transporte coletivo.
E as férias, ó...
Na onda de cortes no recesso parlamentar - que garantem uma média com o eleitorado -, uma proposta do deputado Mauro Moraes (PMDB) deve causar furor no plenário da Assembléia Legislativa. Hoje, na reabertura dos trabalhos da Casa, Moraes deve apresentar oficialmente o projeto que enxuga de 90 para 30 dias as férias dos parlamentares.
Interesse
Na opinião de Moraes, a questão despertou o interesse da população em geral, que se sente prejudicada pelos privilégios concedidos à classe política. ''Considero, inclusive, que estes benefícios acabam interferindo na opinião que a sociedade tem, atualmente, dos políticos em geral'', disse o deputado.
Perguntinha
Mas os 54 deputados estaduais têm interesse em aprovar esse projeto?
Maria Duarte e equipe
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