Moreira



Leitor está comentando o seguinte: Ao ver na primeira página desse jornal, ontem, a nota ''Peço desculpas a quem pedi votos para o PT'', logo pensou tratar-se de um desabafo do ex-prefeito Wilson Moreira. A ''chamada'', no entanto, remetia para a seção de carta e o autor é um professor de Londrina. Moreira apoiou o prefeito Nedson no segundo turno. O leitor, irônico, ainda alfinetou com a perguntou: Dele, então, não se ouviu nada?






Assassinato em Reserva


Expectativa na Câmara de Reserva (98 quilômetros ao norte de Ponta Grossa). O presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Flávio Hornung Neto (PMDB) que assumiu ter matado Nelson Vosniak, ex-presidente do PCdoB de Reserva pediu licença de 45 dias do cargo de presidente, mas não teria pedido licença do mandato de vereador. Como o recesso parlamentar termina no dia 16 de fevereiro, segundo o vereador Orlei Ferreira (PT), Hornung Neto não poderá faltar mais do que três sessões. Ferreira diz que, conforme o Regimento Interno da Câmara, Hornung precisará então comprovar endereço, no caso de tentar se licenciar do mandato. Se ele faltar e não apresentar justificativas, pode ser cassado, afirma Ferreira. Hornung está foragido desde que prestou depoimento à polícia, no último dia 16.


O caso


Nelson Vosniak foi morto na noite de domingo, dia 15 de janeiro. Desde o dia 16 a polícia não tem notícias do peemedebista, que tinha divergências políticas com Vosniak. O delegado de Reserva, Wallace de Oliveira Brito, não esperava o sumiço de Hornung, pois ele havia se apresentado espontaneamente à polícia na manhã seguinte ao crime, acompanhado de seu advogado. Mas o vereador não ficou detido porque, de acordo com a polícia, não houve caracterização do flagrante.


Foragido


O delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, chefe da Divisão de Policiamento do Interior, acompanha o caso. Cartaxo disse ontem que Hornung Neto continua sendo procurado.


Mínimos e reajustes


Em ano eleitoral, assalariados e servidores do poder público estão sendo bombardeados com notícias sobre aumento do salário mínimo e reajustes salariais. Os anúncios têm mais o poder de acender esperanças e por consequência aumentar a boa vontade do eleitor, mas, para a economia, fazem pouca diferença, avisam especialistas.


Rombo no orçamento


Os contribuintes que estão recebendo as guias de pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) estão indignados com os valores. O imposto, para quem tem carro popular, varia entre aproximadamente R$ 300,00 e R$ 500,00. Portanto, mais que um salário mínimo. Isso sem falar no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).


PSDB x PT


O PSDB intensificou a artilharia ao governo Lula (PT). O partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apresentou quatro ações judiciais contra Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. O PSDB alega que o governo federal está transformando cerimônias oficiais em ''comícios''.


Marcando a folhinha


A executiva do PT do Paraná marcou para o dia 3 de fevereiro uma reunião para arrematar o planejamento estratégico do partido para este ano. Os petistas vão discutir o calendário eleitoral e depois, nos dias 4 e 5, o diretório estadual se reúne para analisar a atual conjuntura política, considerando o fim da verticalização das eleições.


Soraya


A CPMI dos Correios ainda não tem previsão de ouvir Soraya Garcia, que estourou o caso do caixa 2 no PT de Londrina.


Porto


O superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, vai se ausentar do cargo por cerca de uma semana para conhecer outros portos e buscar parcerias, segundo sua assessoria. O economista Daniel Lúcio Oliveira de Souza, chefe do Departamento de Planejamento da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) responderá pela administração dos portos nesse período. Eduardo Requião viaja em clima tranquilo. Desde o final do ano passado a suspensão da delegação do Porto de Paranaguá ao Paraná é um assunto esquecido pelos políticos nativos.


Verticalização


''A expressão 'caráter nacional' nunca significou verticalização. Essa expressão servia para que não existissem partidos políticos regionais'', reclamou o jurista Miguel Reale Júnior, que foi assessor de Ulysses Guimarães na elaboração da Constituição de 1988. Em entrevista à Folha, Reale Júnior lembrou que a verticalização foi proposta naquela época para nacionalizar os partidos políticos regionais. ''Agora, voltamos à República Velha'', protestou. Na opinião dele, a decisão é um imenso retrocesso. Segundo Reale Júnior, para estas eleições não é mais possível a criação de partidos regionais, mas a brecha fica aberta para 2008, quando serão escolhidos prefeitos e vereadores.


As diferenças


Na opinião de Reale Júnior, na época da Constituinte a verticalização das coligações foi importante para consolidar os novos partidos políticos e a unidade da política nacional. Mas hoje é diferente. Para o jurista, cada Estado tem suas particularidades e elas devem ser respeitadas. ''O PFL do Rio Grande do Sul é bem diferente do PFL do Antônio Carlos Magalhães, na Bahia'', exemplificou.


Perguntinha


Com a verticalização a emenda ficou pior que o soneto?

Maria Duarte e equipe
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