INFORME FOLHA
Frases do desespero
''Cidade sem lei''. ''Terra de ninguém''. ''A bandidagem parece dar 'boas vindas' ao delegado''. ''O comandante da PM já se acomodou?''. ''E o Conselho de Segurança, ainda existe?''. ''Cadê os políticos?''. ''Temos deputados nesta cidade?''. ''Ninguém se toca?''. ''E o secretário de Segurança de Requião, ele teria coragem de andar pelas ruas de Londrina?''. ''Tem autoridade nesta cidade?''
Povo sem segurança
Perguntas como essas são feitas pelas pessoas comuns, leitores, que ligam ou escrevem para o jornal apavorados. Com medo, os londrinenses estão implorando para que os políticos se mexam. Ninguém espera por milagres, mas querem sentir pelo menos que não estão abandonados. Já que não contam com políticos, por que outras lideranças não pressionam o governo do Estado? Federações de bairros, sindicatos, igrejas... Alguém se habilita a defender a cidade?
Sexta-feira gorda
Ontem, foi uma sexta-feira ''gorda'' para a violência. Em pleno horário de almoço, uma estudante recebe um tiro no torax. Foi como se toda a cidade sofresse um soco no estômago. Uma quadrilha leva um caixa eletrônico. Houve tiroteio num posto. Não há mais horário; não precisa ser à noite. A cidade está despida. É só olhar as estatísticas.
Churrascada
Para provar que não tem medo da febre aftosa, o governador Roberto Requião (PMDB) tem dito que pretende fazer, na próxima semana, uma churrascada na Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, como forma de demonstrar que a doença não existe e que o Paraná está livre da aftosa. Aliados recomendam cautela, lembrando o que aconteceu com o então ministro da Saúde do Peru, que acabou doente por comer peixe. Em 2000, quando o País enfrentava uma epidemia de cólera e o setor pesqueiro já enfrentava problemas, pouquíssimos se arriscavam a comer peixe cru temperado com limão, uma iguaria local.
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Recomendação médica
Já o vice-governador e secretário de Agricultura, Orlando Pessuti, não corre risco algum. Questionado se pretende comparecer à churrascada de Requião, Pessuti, que teve problemas de coração, respondeu na lata: ''por recomendação médica estou impedido de ir a churrascadas''. Mas se fosse fosse para um rodízio de salada, Pessuti iria.
Bolívia
O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, convidou Requião para sua cerimônia de posse. As eleições da Bolívia aconteceram no dia 18 de dezembro. A transmissão do cargo está marcada para o dia 22 deste mês, em La Paz. Mas Requião não confirmou presença.
Pré
Em entrevista a uma rádio em Curitiba, o senador Osmar Dias (PDT), alardeado como o oponente de Requião em outubro, disse que não recuou no projeto político e governar o Paraná, sendo, portanto, pré-candidato. Mas, para não separar bases eleitorais e muito menos a família, garante que não bate chapa com o irmão mais velho, o senador Alvaro Dias (PSDB).
Mortes...
Ao manifestar solidariedade ao PCdoB, pela morte do presidente do partido em Reserva (Nelson Vosniak), o presidente do PPS do Paraná, Rubens Bueno, listou outros três políticos vítimas de violência no Paraná. Bueno fez alusão ao fato de que seu partido teve três dirigentes assassinados nos últimos anos, mas os responsáveis continuam em liberdade.
...na política
A primeira das vítimas foi o economista Miguel Donha, morto em janeiro de 2000. Presidente do PPS de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), Donha preparava-se para concorrer às eleições municipais daquele ano. No início de 2001 foram mortos a tiros dois dirigentes do PPS de Mariluz o vice-prefeito Ayres Domingues e o presidente do diretório municipal, Carlos Alberto de Carvalho. ''Crimes como esses, em que a pistolagem corre solta, levantam duros questionamentos sobre a nossa crença na evolução política e social do nosso Estado'', alfineta Bueno.
Mala do ano
Hoje, a partir das 10 horas, acontece na praia de Matinhos a nona edição do chamado ''Troféu Mala do Ano'', que desde 1998 reúne diversas personalidades do interior do Estado, Curitiba e Litoral. A promoção é da ''Confraria dos Malas'', com o apoio do deputado estadual Natálio Stica (PT) e outras lideranças.
Evento concorrido
O troféu começou como uma brincadeira que ganhou proporções, reunindo mais de 500 pessoas nas últimas edições. Agora, são feitas até camisetas e os ''eleitos'' precisam fazer discurso. A participação é aberta à população. A taxa para participação é de R$ 15,00 e dá direito a uma camiseta, churrasco e bebidas.
Perguntinha
Quem merece o troféu mala do ano no Paraná?
Maria Duarte e equipe





