Aftosa
A crise da aftosa está longe de ser superada. O Paraná vai amargar a repercussão dos seus erros por algum tempo. Uma frase do assessor da Faep, neste jornal, ontem, resume muita coisa, ou quase tudo. Diz o sr. Carlos Augusto Albuquerque: ''Quem inventou que tinha aftosa foi o Paraná; o Mapa não é culpado. A Seab se escondeu atrás do Conesa para tomar uma decisão e ainda se absteve de votar''.


E os veterinários?
Enquanto isso, há técnicos questionando: e o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) por que não se posiciona? A categoria está concordando com essa omissão? O CRMV está comprometido? E o Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná? Seria interessante uma posição dos veterinários. Isto vai ficar na história.


E o ministro?
O Ministério da Agricultura pecou por omissão. O Mapa tinha que estar à frente das decisões sobre sanidade, já que o assunto é importante econômica e socialmente. Todos negligenciaram. Se o governo fosse atento (o mesmo que dizer, se o governo governasse) não haveria focos em nenhum estado pois o controle preventivo seria eficaz. O Mapa teria que exigir mais dos Estados.


Acima de qualquer suspeita

O governador Roberto Requião (PMDB) não quis nem comentar a denúncia, publicada na revista ''Isto É'', de que desde a gestão de Fernando Collor a Usina Itaipu Binacional manteria um suposto esquema de caixa dois. Só no ano passado o esquema teria movimentado US$ 2 bilhões. ''É uma denúncia absolutamente ridícula. É incompatível falar em caixa dois com o Scalco e o Samek'', disse Requião, descartando a possibilidade de que o ex-presidente da empresa e tucano histórico Euclides Scalco, e atual presidente brasileiro da Itaipu, Jorge Samek (PT) se envolvessem em irregularidades.

Caso de polícia

Requião não quis comentar o assassinato do presidente do PCdoB de Reserva, Nelson Renato Vosniak, cuja autoria foi assumida pelo peemedebista e presidente da Câmara, Flávio Hornung Neto. ''Esse é um caso de polícia'', resumiu Requião, alegando não ter nenhuma nova informação sobre o caso. Sob determinação da Secretaria de Segurança Pública, o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, chefe da Divisão de Policiamento do Interior, acompanha o caso.

Prévias do PMDB

Ao que tudo indica a visita do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), a Requião, na semana passada, resultou em acordos políticos. Ontem, ao comentar a decisão de Rigotto que se inscreveu como candidato às prévias do PMDB que decidirá um nome para disputar a presidência da República, Requião disse que o governador gaúcho é uma alternativa que merece ser estudada. ''É um velho companheiro do velho PMDB de guerra e não pode ser ignorado'', declarou.

Visão do futuro

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Luiz Forte Netto, afirmou ontem que espera a reeleição de Requião. Forte Netto estreou na primeira reunião do ano do secretariado falando sobre os trabalhos de sua pasta e aproveitou para anunciar que o governador vai inaugurar em 2007 o Centro Judiciário de Curitiba.

Concurso nacional

Requião e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Tadeu Marino Loyola Costa, lançaram um concurso nacional para a escolha do anteprojeto arquitetônico para o Centro Judiciário de Cuririba. O concurso prevê prêmios de R$ 125 mil, R$ 75 mil e R$ 50 mil. Mais informações no www.pr.gov.br.

Obras

O empreendimento será edificado na área ocupada atualmente pela Prisão Provisória do Ahú, que será transferida para nova área, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo Forte Netto, a previsão é que após definido o concurso, em abril, em seis meses o projeto escolhido seja desenvolvido, e que o início das obras aconteça só em 2007. ''A obra será realizada no início da próxima gestão. Como esperamos a reeleição de Requião, ele é quem vai inaugurar a obra'', previu. O Centro Judiciário deve ficar pronto em quatro anos.

Reforço aos prefeitos

A briga dos municípios por um pedaço maior do bolo tributário, ganhou reforço. Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), expõe em números os motivos da choradeira dos prefeitos. O estudo confirma a desproporcionalidade entre o aumento de receita e de despesas dos municípios e de uma concentração de recursos nos cofres da União.


FPM defasado

Conforme o Ibam, por exemplo, o crescimento acumulado do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), entre 2000 e 2005, ficou abaixo da inflação e dos reajustes do salário. Neste período, o FPM aumentou em 90,47%, enquando o salário mínimo cresceu 91,12% e a inflação do IGP/FGV, 91,11%. As perdas se agravaram mais entre 2202 e 2005, quando o FPM aumentou 36,26%, o salário mínimo 44,44% e a inflação do IGP/FGV, 52,07%. Conforme a Associação dos Municípios do Paraná (AMP), o FPM é a principal fonte de receita de 70% dos municípios do Estado.


Férias no Judiciário

O deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR), quer aproveitar o debate gerado pelo pagamento do avantajado jetom aos deputados na convocação das sessões extraordinárias em que a grande maioria dos parlamentares sequer apareceu no Congresso , para estender a discussão também sobre o período de recesso do Judiciário. O deputado defende que todos os órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário tenham férias anuais limitadas em 30 dias, igual ao benefício de qualquer trabalhador brasileiro. Hoje, as atividades da Justiça são suspensas nos meses de julho e janeiro, além do recesso forense, que vai de 20 de dezembro a 1º de janeiro. Os parlamentares têm férias de 90 dias.

Perguntinha
Há alguma chance do Judiciário reduzir o recesso?

Equipe da Folha

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