Copel


Os acionistas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) decidiram ontem, em assembléia geral extraordinária, transferir a responsabilidade pelas participações da companhia de energia em outras sociedades da diretoria de Gestão Corporativa para a diretoria de Finanças e Relações com os Investidores. É que com a reestruturação da Copel, iniciada em 2003 pelo atual governo, a diretoria de Participações deixou de existir, e provisoriamente a área de Gestão Corporativa se encarregou das participações. Mas o comando da Copel entende que gerir as participações tem mais afinidade com a área financeira, daí a alteração. Na prática, nada muda na política de participações da empresa.


História do Dino


Dino, do bar Stuart, de Curitiba, conta no livro ''Chama o garçom'' um pouco dos bastidores do poder do Paraná. Entre os clientes do bar, no centro da cidade, estão o ex-governador Jaime Lerner (PSB) e o atual, Roberto Requião (PMDB). Dino conta que os dois adversários políticos sempre evitaram se encontrar no bar. Às vezes, lembra Dino, um assessor vinha antes ao bar para ver se o adversário estava por perto. Dino diz que a tática sempre deu certo, pois não lembra de os dois terem se encontrado. O livro, das jornalistas Marcia Luz e Simone Mattos, com fotos de Kraw Penas os dois últimos ex-Folha de Londrina , será lançado no domingo.


Invasão?


A direção da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) afirma ter recebido denúncias de que a praça da Ecovia será invadida na sexta-feira. A Ecovia, que administra uma praça na BR-277, no trecho que liga Curitiba ao Litoral do Estado, tem um interdito proibitório contra uma eventual ocupação. Na prática, isso significa que caso a praça seja mesmo ocupada, os responsáveis estão sujeitos a multa no caso, de R$ 10 mil por dia.


Memória


As últimas ocupações aconteceram em dezembro, feitas pelo Movimento dos Usuários das Rodovias Brasileiras (Murb) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Desta vez, porém, a ocupação seria organizada segundo a ABCR pela Federação das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclam), que nega com veemência essa denúncia.


Caminhões


A safra menor fez cair o volume de caminhões que trafegam pelas estradas do Paraná. Pelos cálculos da ABCR, o fluxo de veículos pesados no Paraná teve uma queda de 4,5% no ano passado. Essa redução, na avaliação de transportadoras e caminhoneiros, foi por causa da quebra na safra. Transportadores autônomos reclamam que o valor do pedágio, apesar dos reajustes sistemáticos, não tira caminhão da estrada, porque a carga precisa ser transportada e o pedágio pago de qualquer jeito.


Transgênicos


Um novo ingrediente promete apimentar a discussão sobre os transgênicos no Estado, que Requião proíbe de embarcar no Porto de Paranaguá. O silo que a América Latina Logística (ALL) vai construir pode servir para transgênicos. Isso, porém, ainda não está definido, segundo a empresa. A ALL, que administra ferrovias no Estado, conseguiu a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o último documento que faltava para a construção do terminal, que começa ainda este mês.


Olha o ônibus!


O Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR) se colocou contra o projeto de lei do vereador de Curitiba Zé Maria (PPS), que pretende instalar alarmes sonoros nos ônibus, na tentativa de evitar acidentes. O projeto número 05.00167/2005 ainda depende de votação. Conforme a proposta, os alarmes funcionariam em locais de intensa concentração de pedestres (perto dos terminais e estações-tubo), nas ruas estreitas e próximos de creches e hospitais.


Barulheira


Na opinião do Secovi, a instalação de alarmes para orientar os pedestres poderia ter efeito contrário, confundindo-os ainda mais, pois haveria sinais sonoros diversos partindo de pontos diferentes, o que facilitaria a ocorrência de acidentes. O sindicato entende ainda que como o pedestre já convive com sirenes de ambulâncias, do Corpo de Bombeiros, de viaturas policias, alarmes de veículos, além das buzinas dos automóveis, mais um barulho só deixaria o pedestre atordoado.


Silêncio, por favor


A direção do Secovi argumenta ainda que, nos hospitais, os pacientes necessitam de ambiente calmo para recuperação, e os alarmes só dificultariam a vida de quem está internado. Na justificativa do projeto, o vereador argumenta que os ônibus articulados e biarticulados não conseguem parar a tempo de evitar um acidente.


Celulares suspeitos


A concorrência no mercado de telefonia celular é tanta que alguns vendedores extrapolam os limites. Em Ibiporã, os vereadores foram surpreendidos, esta semana, com a entrega de um lote de aparelhos que teriam sido comercializados graças a uma promoção. Os celulares chegaram com nota de compra e tudo. Surpreso, o presidente da Câmara, Valdir Paduano, percebeu que sua assinatura havia sido falsificada pelo vendedor. Resultado: o caso foi parar na polícia, que já abriu inquérito.


Perguntinha


Operação tapa buracos ilude o eleitor?

Maria Duarte e equipe
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