Bombardeio


As insistentes críticas de parte da bancada aliada do governador Roberto Requião (PMDB) começaram a provocar reações ácidas entre o secretariado. Os deputados defendem a saída rápida dos secretários que disputarão as eleições em outubro e reclamam da dificuldade de falar com os integrantes do primeiro escalão, que seriam arredios na hora de dar atenção aos parlamentares.


Indignação


O secretário dos Transportes, Waldyr Pugliesi, devolveu na mesma moeda. Pugliesi que quando deputado estadual era conhecido por não ter papas na língua , disparou: ''Não são somente certos deputados que estão indignados com certos secretários. Também certos secretários estão indignados com a postura de certos secretários. Da mesma forma, certos secretários estão indignadíssimos com as invasões de certos deputados''. E finalizou com uma alfinetada. ''Ética é para quem sabe o que é ética.''


Quem?


Já o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, menos afeito a comentários ácidos, classificou as reclamações dos parlamentares como ''muito vagas''. Padre Roque disse que enquanto não forem revelados exatamente quais secretários estão sendo o objeto do descontentamento dos deputados, as críticas terão pouco valor. Padre Roque quer que os deputados dêem nomes aos bois. Na opinião dele, ''a forma generalizada das manifestações gera injustiças e não revela as verdadeiras intenções das acusações''.


Votos


No fundo, os deputados estão preocupados há meses é com o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, que tem vastas bases no Estado e pode ficar com os votos de muitos parlamentares. E o governador não exigiu que seus comandados deixassem os cargos antes do prazo previsto em lei.

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Plenário vazio


E por falar em deputados a Assembléia Legislativa reabriu as portas na segunda-feira para as atividades administrativas e gabinetes. Mas as sessões plenárias só recomeçam a partir de 15 de fevereiro.

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O destino dos bois


Hoje deve acabar mais um capítulo da novela da febre aftosa no Paraná, iniciada em outubro do ano passado. As 35 entidades que compõem o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e técnicos da Secretaria da Agricultura reúnem-se no início da tarde para oficializar, finalmente, o que será feito com os 1,8 mil animais da Fazenda Cachoeira, na pequena São Sebastião da Amoreira.


Colado no radinho 1


O deputado estadual e presidente do PT no Paraná, André Vargas, está de licença médica mas não desgruda do noticiário político nem deixa de provocar o PMDB de Requião. Ontem, a assessoria do deputado encaminhou uma nota em que Vargas critica as declarações do governador do Estado, defendendo que os deputados federais e senadores paranaenses obstruam a votação do orçamento federal deste ano.


Colado no radinho 2


''Não acredito que o governador vá encontrar um número grande de parlamentares para sustentar esta insanidade. O governador se comporta como aliado do PSDB. Foi eleito pelo Lula, recebe mais de 20 bilhões por ano de apoio ao Paraná e se comporta desta forma. Parece que gratidão não é seu forte'', diz a nota. A constante troca de farpas entre as lideranças do PT e do PMDB distancia ainda mais a possibilidade de reedição da aliança de 2002.


Afinado


Um dia depois de Requião defender a obstrução da votação do Orçamento para garantir o dinheiro da Lei Kandir aos estados exportadores, o senador Osmar Dias (PDT) anunciou que vai mobilizar líderes para assegurar esses recursos.


Yankees


A CPMI dos Correios vai voltar à carga na tentativa de conseguir dados junto às autoridades norte-americanas. Desta vez, a comissão quer informações sobre as contas do publicitário Duda Mendonça no exterior. Mas no ano passado a empreitada da CPMI de conseguir dados em poder dos norte-americanos não vingou. Os americanos temem vazamentos de informações.


Bahamas


Há cinco meses, no dia 11 de agosto, Duda Mendonça disse em depoimento aos parlamentares que o PT teria pago por serviços em uma conta de empresa offshore nas Bahamas, criada, segundo Mendonça, por indicação de Marcos Valério.


Perguntinha


As manifestações dos estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de Londrina, teria mais cunho econômico ou político?

Maria Duarte e equipe
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