INFORME FOLHA
Operação Verão 1
Veranistas que não estão na 'chique' praia de Caiobá reclamam de assaltos e querem mais policiamento nas ruas. Lembram inclusive que a linha do governador Roberto Requião (PMDB) é, como o próprio Requião diz, governar para os pobres. Portanto, querem mais policiais nas praias 'dos pobres'.
Operação Verão 2
A decisão do secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, de mudar os policiais que normalmente descem para as praias, deixou os policiais que costumavam participar irritados. O secretário determinou que trabalhem na Operação Verão aqueles que nunca foram chamados, para evitar 'apadrinhamentos'. Os veteranos detestaram, porque ficaram sem as diárias que rendiam um dinheiro extra.
Um ou outro
Os congressistas poucos, claro que aparecem para trabalhar durante o período de convocação extraordinária ficam indignados quando a imprensa publica matérias mostrando os corredores vazios da Câmara e do Senado ou fala da falta de compromisso de parlamentares com suas obrigações. Reclamam que pagam pelos pecados da maioria e mandam notas explicativas aos jornais. Mas no fundo eles sabem que estão em situação de desvantagem. O eleitor julga pela maioria e o exemplo geral é desanimador.
Pago pelo contribuinte
No total, a convocação extraordinária no Congresso vai custar cerca de R$ 100 milhões aos cofres públicos. Dinheiro do bolso do contribuinte, que normalmente não tem dinheiro para pagar as próprias contas. Da bancada de deputados federais do Estado, mais um integrante resolveu abrir mão do dinheiro: Selma Schons (PT). No total, oito dos 30 deputados do Paraná rejeitaram o dinheiro ou resolveram doá-lo. O jetom equivale a dois salários: R$ 25 mil.
Trancada
E pelo andar da carruagem a imagem do Congresso e do governo vai continuar comprometida. A primeira sessão deliberativa do ano do Senado, durante a convocação extraordinária, já começa com a pauta trancada por quatro medidas provisórias. A sessão está marcada para o dia 17. Somente depois que as MPs forem votadas poderão ser analisadas outras matérias.
Acidentes
O balanço final da Operação Ano-Novo da Polícia Rodoviária Federal, divulgado ontem, apontou um aumento de 42% no número de acidentes nas estradas federais que cortam o Paraná, em relação ao Revéillon 2004/2005. Houve acréscimo também de 40% no total de feridos, mas o número de vítimas fatais foi o mesmo: duas. Da zero hora do dia 30 de dezembro até a zero hora do dia 2 último, foram registrados 122 acidentes em que 98 pessoas saíram feridas. No mesmo período de 2004 para 2005, foram 86 acidentes e 70 feridos.
BR e PRs
A Ecovia, que administra o trecho entre Curitiba e o Litoral, divulgou ontem seu balanço final. Foram contabilizados 106 acidentes entre o Natal e o Ano-Novo nas rodovias BR-277, PR-508 (Alexandra-Matinhos) e PR-407 (Praia de Leste). Segundo a concessionária, o número permaneceu estável em relação ao mesmo período do ano passado (também 106). Mas o número de feridos deste ano foi maior: 70 em 2005/2006 e 61 em 2004/2005.
Tráfego intenso
A Ecovia também contabilizou a passagem de 260 mil veículos nos dois sentidos da rodovia. Outros 28 mil carros que desceram a Serra do Mar no período permanecem nas praias do Paraná. Os dias de maior movimento na estrada foram sexta-feira (30/12) e segunda-feira (02/01). Somente nesse período, mais de 125 mil carros circularam pela BR-277, entre Curitiba e Litoral do Estado.
Posse
Foi marcada para o próximo dia 12, às 16 horas, a cerimônia de posse do presidente do Tribunal de Contas (TC) do Estado, conselheiro Heinz Herwig, reeleito no final do ano passado.
Dança das cadeiras
Dezembro foi um mês fértil em mudanças no terceiro escalão do governo do Estado. Dezenas de decretos com nomeações e exonerações foram publicados.
Esperança
Depois das lamentações, os comerciantes do Paraná estão retomando o otimismo. Pelo menos é o que constata uma pesquisa de opinião realizada pela Federação do Comércio do Paraná, envolvendo 132 empresas de 50 dos 399 municípios. Enquanto em 2004 64,34% dos empresários ouvidos acreditava numa melhora das vendas no primeiro semestre de 2005, neste ano 71,79% acreditam que o primeiro semestre de 2006 será de vendas melhores.
Tudo que sobe...
O ápice do otimismo do comércio foi no final do ano passado, quando 87,50% dos empresários do comércio consideravam que o primeiro semestre de 2005 seria excelente em vendas.
...desce
Já a resposta à pergunta ''qual a situação financeira de sua empresa neste semestre em relação ao semestre anterior'', mostra um resultado preocupante. Trinta e seis por cento disseram que a situação está inferior à do semestre anterior o pior resultado desde que essa pergunta passou a integrar a pesquisa, no primeiro semestre de 2003.
Perguntinha
Os deputados que embolsaram o jetom vão divulgar isso na campanha eleitoral?
Maria Duarte e equipe
[email protected]





