Aftosa por decreto



A expressão ''decretou foco de aftosa'' já foi incorporada nos textos das reportagens sobre a febre aftosa no Paraná. E para quem acompanhou as trapalhadas do Ministério da Agricultura e governo do Estado no episódio, não há erro de redação; realmente a presença de foco ainda suscita dúvidas. Para muitos técnicos e produtores, a falta de esclarecimento leva a desconfiar que o vírus apareceu por decreto. Ainda que os focos existam, a forma como Mapa e Seab conduziram o processo dá margem a dúvidas.


Recebendo 'na marra'


Por mais estranho que possa soar, continua a correria dos deputados federais para não receber os R$ 12,8 mil brutos garantidos pela convocação extraordinária da Câmara. Mesmo com o pagamento extra sendo processado, tem sido comum a insistência dos deputados junto à direção da Câmara para rejeitar o dinheiro ou doá-lo. Desde a semana passada, cerca de 30 parlamentares decidiram abrir mão do jetom ou repassá-lo a entidades assistenciais. Os que receberem, mesmo sem querer, terão que fazer as doações posteriormente.


Parcelado


Na avaliação dos próprios deputados, rejeitar o pagamento do jetom é uma forma de polir a imagem da Casa. A segunda parcela, de igual valor, será paga aos deputados só em fevereiro, no final da convocação.


Iguassu Falls


Apesar do veto ao seu projeto de mudar a grafia do nome da cidade para Foz do Iguassu, o vereador Djalma Pastorello (PSDB) deve estar nas nuvens. O site da prefeitura de Foz do Iguaçu traz na abertura uma bela foto das cataratas com a seguinte legenda: Iguassu Falls. Chique, para o turista que nunca viu ''ç'' entender.


Só na expectativa


A suspensão da cobrança do pedágio na praça da Lapa (71 km a oeste de Curitiba) só gerou expectativa entre os usuários, que não deixaram de pagar a tarifa R$ 6,40 para automóveis de passeio. A concessionária não foi notificada, e portanto a cobrança nunca foi suspensa. Como a suspensão foi revertida no Tribunal Regional Federal (TRF) em Porto Alegre (RS), fica tudo como estava.


Ação


A cobrança havia sido suspensa no último dia 16 pelo o juiz federal Friedmann Wendpap, da 1 Vara Federal de Curitiba. A praça é administrada pela concessionária Caminhos do Paraná, empresa que há dois anos fechou acordo com o Palácio Iguaçu para baixar suas tarifas em 30%, mas em compensação abriu a cobrança na praça da Lapa. A decisão saiu com base na ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF). Cabe novo recurso por parte do MPF.


Corte de gastos


A Secretaria Municipal da Administração mudou a metodologia e procedimentos administrativos e, com a simplificação dos processos de aquisição e implantação do programa de desconcentração da execução de despesas da máquina, foi possível reduzir custos em até 60%, ao longo do ano. A informação é da Prefeitura de Curitiba.


Na ponta do lápis


Um mapeamento dos gastos do município foi a base da mudança. Nos primeiros meses, a equipe da secretaria esquadrinhou as despesas como telefonia, energia elétrica, combustível e manutenção da frota oficial, entre outros, buscando formas de obter o mesmo resultado com gastos menores. Na sequência, foi criado o programa de desconcentração, que permitiu a economia. A ordem para enxugar despesas é geral.



Ponta Grossa


A Justiça em Ponta Grossa recebeu ontem duas novas ações civis públicas ajuizadas pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público da cidade contra o ex-prefeito Jocelito Canto (PTB), atualmente deputado estadual. Nos dois casos, Canto foi citado por improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, se condenado, entre outras sanções, o deputado, que foi prefeito de Ponta Grossa na gestão de 1997 a 2000, pode ter os direitos políticos suspensos. O deputado tem dito que se sente perseguido e que vai processar o Ministério Público estadual.


Bola de cristal


Em discurso ontem durante assinatura de convênio para extensões universitárias, o presidente Lula (PT) disse que 2005 está terminando, mas ''certamente teremos muitas e muitas coisas para conversar sobre ele daqui a alguns anos''. Profético.


Dinheirama


Véspera de eleição é sempre um festival de mão aberta. O governo federal não só reservou R$ 13 bilhões para investimento em 2006 como decidiu liberar os R$ 900 milhões reivindicados há meses pelos estados como compensação da Lei Kandir. Só o Paraná vai receber R$ 86,2 milhões.


Perguntinha


O dinheiro a ser liberado em 2006 vai ter mais destaque que as denúncias de corrupção?

Maria Duarte e equipe

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