Pago sorrindo


A concessionária Rodonorte comemora o resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com 590 usuários das estradas que administra. Segundo a sondagem, 80% dos usuários estão satisfeitos com os serviços que a empresa presta. A pesquisa também buscou descobrir de que lado estão os motoristas na luta entre governo e concessionárias. Resultado: 83% dos usuários afirmaram ser favoráveis a cobrança de pedágio.


Deu a louca no mundo


O interessante é que o índice de aprovação do pedágio é exatamente o mesmo que o índice de aprovação do governador Roberto Requião, de acordo com sondagem realizada pelo instituto Databrain. Ou seja: analisando apenas os números, parece que a população não está nem aí pra cruzada de Requião contra o pedágio. Quem sabe agora o governador já pode respirar aliviado, visto que não vai precisar cumprir sua promessa eleitoral de reduzir as tarifas antes de outubro do ano que vem, quando vai disputar a reeleição.


Pesquisa amiga


Já outros têm explicações diversas para os altos índices de aprovação das concessionárias e de governador. Uma é que a pesquisa dos pedágios foi realizada apenas dentro dos escritórios da Rodonorte. E a do Databrain ficou restrita aos transeuntes dos corredores do Palácio Iguaçu.


Em marcha!


Por falar em pedágio, a invencível armada de Acyr Mezzadri, comandante-em-chefe do Movimento dos Usuários das Rodovias Brasileiras (MURB), já estuda suas próximas movimentações. No dia 21 de fevereiro o pelotão deve ocupar as galerias da Assembléia Legislativa no Paraná. A idéia é sincronizar a operação com a tropa de descontentes com o pedágio do Rio Grande do Sul, que prometem exigir uma CPI dos pedágios na mesma data na Assembléia Legislativa em Porto Alegre.


Campus novo


O deputado federal Alex Canziani (PTB) comemorou a decisão do Ministério da Educação de liberar R$ 3 milhões para a construção do campus da Universidade Federal Tecnológica do Paraná em Londrina. Canziani, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Educação Profissional do Congresso Nacional destacou que a cidade recebeu a maior verba dentre as previstas pelo ministério para o ano que vem.


Melhores votos para 2006


É de praxe e até mesmo salutar demonstrar otimismo em relação a chegada no Ano Novo. Mas os caciques dos partidos paranaenses exageram na dose. Todos sonham em pelo menos dobrar o número de cadeiras que ocupam atualmente na Assembléia Legislativa, apostando que seus partidos irão realizar um verdadeiro tsunami eleitoral em outubro. Se somadas as previsões dos mais entusiastas, o plenário da Assembléia precisaria comportar pelo menos 150 deputados - o que o bolso do contribuinte, certamente, não comporta.


Sonhar não custa


Surfando na onda do otimismo está o PPS paranaense, que atualmente conta com dois deputados federais e três estaduais. Mas o secretário geral do partido Rubico Camargo estima que a legenda irá triplicar sua participação, conquistando seis cadeiras na Câmara dos Deputados e nove na Assembléia Legislativa. O partido quer atrair desiludidos com o PT, e no caso da Assembléia conta com um trunfo importante - o puxador de votos Ratinho Júnior, deputado estadual mais votado em 2002.


Ho, ho, ho!


Vários prefeitos paranaenses aproveitaram o período de Natal para curtir uma de Papai Noel. O prefeito Beto Richa (PSDB) participou da distribuição de presentes para mil crianças no badalado Castelo do Batel. Já em Arapongas, o prefeito Beto Pugliesi (PMDB) distribuiu mais de 2.500 cestas básicas para a população carente da cidade.


Me dá um dinheiro aí


O senador Alvaro Dias (PSDB) exigiu ontem uma auditoria nas contas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O tucano está encafifado com os critérios utilizados pela instituição para conceder empréstimos às empresas brasileiras. De acordo com Alvaro, 70% dos recursos liberados pelo banco favoreceram grandes empresas. O senador acredita que mais recursos para as empresas pequenas teriam um impacto muito maior na geração de emprego e no aumento da demanda e renda do país. Segundo Alvaro, é um verdadeiro parto para que o pequeno empresário descole uns tostões junto ao BNDES. ''As indústrias menores, em sua grande maioria, se deparam com um verdadeiro bunker nos guichês da instituição ou recebem tratamento de 2a linha'', criticou Alvaro.


Só isso?


O senador também considerou insuficiente a redução nos juros de longo prazo cobrados pelo BNDES que, passaram de 9,75% para 9%. Alvaro lembrou que tanto a inflação como o Risco Brasil caíram nos últimos anos, e que a redução deveria ser para pelo menos 8,25%. Se somados aos acréscimos de spread bancário e risco, a taxa efetiva de juros de longo prazo do BNDES bate nos 14% - quase o triplo do praticado em outros países emergentes.


Perguntinha


A oposição espera contar com reforços para o time no ano que vem?

Rodrigo Sais (interino) e equipe
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