Ponto final?


Os vereadores de Londrina deram um basta à recomendação jurídica do Ministério Público (MP) contrária à contratação de um controlador para a Casa na modalidade de cargo em comissão. Ontem, os parlamentares aprovaram com ampla maioria o projeto de lei que regulamenta o novo cargo e ainda define o salário de CC-1 (Cargo Comissionado 1), de cerca de R$ 4,5 mil mensais, com uma verba de representação de 50% do valor do rendimento. Com isso, o posto a ser indicado pelo presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), receberá cerca de R$ 6,9 mil/mês. Para o MP, a contratação teria de ser feita mediante realização de concurso público, o que, se não seguido, pode colocar a Câmara na mira de uma ação civil por improbidade.



Tropa de choque


Integrantes do numeroso e sempre ruidoso pelotão de choque que o prefeito Nedson Micheleti (PT) mantém na Câmara de Londrina, os vereadores Orlando Bonilha (PL) e Sidney de Souza (PTB) tiveram uma conversa a portas fechadas ontem de manhã com o chefe do Executivo. E saíram do prédio do Legislativo juntos, no carro de Nedson.


PCCS é com o líder


Bonilha fez questão de salientar que o encontro não se tratou de ''reunião'', apenas uma ''conversa'' sobre a visita que se seguiria depois a empresários interessados em investir em Londrina. Se falaram sobre a pauta intensa de projetos do Executivo em regime de urgência, nos últimos dias? ''Não, até porque o prefeito tem o líder dele na Câmara (o petista Lourival Germano) e uma opinião própria sobre o PCCS do funcionalismo''.




Listão 1


O PFL deve lançar três candidatos de Londrina a deputado estadual. Otávio Cesário, Jorge Scaff e Marcos Prochet. Isso sem contar Durval Amaral, que tem base eleitoral na vizinha Cambé e já é deputado. Luzi Carlos Alborghetti também deve tentar voltar à Assembléia Legislativa. A meta do partido é eleger 12 deputados estaduais (hoje são quatro), segundo o presidente da legenda no Paraná, deputado federal Abelardo Lupion. Ele reuniu ontem, em Curitiba, todos os pré-candidatos ou seus representantes. Até agora são nada menos que 37 pré-candidatos a estadual.


Listão 2


E outros 17 a federal. Entre eles, a ex-vice-governadora Emília Belinati, o ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi e o ex-ministro e ex-chefe da Casa Civil do Paraná Alceni Guerra. Vale lembrar que o PFL estadual tem um 'pré-acordo' com o PDT do senador Osmar Dias.


Emagrecimento


A base de apoio ao governador Roberto Requião (PMDB) na Assembléia Legislativa deve ficar um pouco mais magra no próximo ano, quando acontecem as eleições. Pelos cálculos da liderança do governo, o número de aliados deve cair de 40 para cerca de 30 dos 54 deputados estaduais, o que ainda assim garante relativa folga no plenário. ''Nada que não possa ser administrado'', acredita o líder governista, Dobrandino da Silva (PMDB). O peemedebista disse que ainda não sabe quais projetos polêmicos o aguardam no ano que vem.


Previdência


Um deles pode ser a proposta de autarquização da Paraná Previdência, o fundo de aposentadorias e pensões dos servidores do Estado. A proposta do Palácio Iguaçu é transformar o fundo em autarquia, assim como ocorreu com a Emater o que já foi uma prova dura para a base aliada. Por enquanto, a proposta está sendo costurada na Secretaria da Administração e Previdência, mas está longe de ser uma prioridade.


Questão de enfoque


Causou furor no Palácio Iguaçu a última edição da revista ''Exame'', que traz matéria de três páginas sobre a contratação de parentes de Requião para cargos na administração estadual e quebra de contratos. A revista acendeu a ira dos governistas, que não querem nem ouvir falar no assunto. Já outra revista de circulação nacional, a ''IstoÉ'', publicou quatro páginas que deixaram o governador e todos os requianistas de plantão exultantes.


Destaque


A matéria diz, entre outras coisas, que Requião ''tira o Estado da inércia''. ''IstoÉ'' traz também números positivos sobre a atuação do governo. Resultado: virou manchete ontem no site da agência de notícias do governo.


Eixo metropolitano


O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), fala hoje, durante entrevista coletiva, sobre o lançamento do edital de licitação para a execução de obras do eixo metropolitano, que faz parte do Programa de Transporte Urbano. O programa será parcialmente financiado pelo banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As obras do eixo se tornaram uma novela, pois o BID se opôs à participação da empresa Construcap.


Revogada


Em agosto, o prefeito havia revogado a licitação das obras do eixo metropolitano, realizada no ano passado. O novo edital de licitação foi então preparado pela prefeitura e seria submetido à análise do BID. De acordo com a prefeitura, o BID participará com US$ 80 milhões do Programa de Transporte Urbano. Isso significa 60% do custo total do programa, estimado em US$ 133 milhões.


Objeção


Por causa de sua objeção à construtora, o BID condicionou sua participação à revogação da licitação. O Programa de Transporte Urbano inclui, entre outros pontos, a implantação de um novo eixo de transporte coletivo no trecho urbano da BR-476.


Perguntinha


Os vereadores de Londrina esperam reação contra a criação do cargo de controlador?

Maria Duarte e equipe

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