Plataforma


Se sai mesmo candidato ou não, isso é outra história. Mas para todos os efeitos o senador Osmar Dias (PDT-PR) deu ao seu discurso de ontem, no V Encontro de Empreendedores do Paraná, um ar de campanha. Osmar falou sobre a importância da informação e da conscientização para modificação da realidade nacional, com a meta de superar os erros cometidos pelos governos estadual e federal. Acabou aplaudido por um grupo de agricultores.


Desapropriação


Sobre o governo federal, o senador reclamou da crise que afeta a agropecuária brasileira. Crise que seria fruto da política de juros altos e do câmbio. ''Quem é o responsável pela taxa de câmbio irreal que vivemos?'', questionou. ''Os produtores são obrigados a produzir, mesmo que paguem para isso, para não verem a terra desapropriada. E os governos que não cumprem papel social? Está na hora de ter uma lei que desaproprie esses governos.''


E por aqui...


Do governo estadual, Osmar criticou a postura contra os transgênicos e a política de exportações adotada pelo Porto de Paranaguá, que não escoa os produtos geneticamente modificados. Mas a crítica mais dura feita por ele foi contra a postura de se anunciar suspeita de febre aftosa para a imprensa. Suspeita que estaria gerando uma das maiores crises agropecuárias do Estado.


Sobre Youssef


O deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR) ainda espera que a CPMI dos Correios receba cópias dos processos sobre o doleiro Alberto Youssef. O deputado espera há três semanas. Na metade de novembro, a CPMI aprovou dois requerimentos de autoria do petista, solicitando à Justiça Federal no Paraná e ao Ministério Público Federal informações que constam nos depoimentos já prestados pelo doleiro, além de cópias dos autos.


Munição


Um dos requerimentos solicita à Justiça Federal do Paraná informações resultantes da concessão do benefício da delação premiada (redução de pena em troca de informações). Ao MPF foi pedida a íntegra de todos os depoimentos prestados pelo doleiro à força-tarefa que investiga remessas ilegais através de contas CC-5.


Comparação


A intenção do deputado é confrontar o conteúdo de todos esses documentos com o depoimento reservado que Youssef prestou à CPMI em outubro. Na ocasião, Youssef disse que havia pago propina a ex-diretores do Banestado, em troca de favorecimentos do banco para o envio de dinheiro ao exterior.


Deadline


Doutor Rosinha espera que a papelada chegue ainda esta semana. Ele disse à Folha que pretende analisar toda a documentação até o início de janeiro.


Campanha de 2000


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu ontem devolver à primeira instância a prestação de contas do PFL referente à campanha eleitoral de 2000, quando o ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi foi reeleito. A primeira instância havia considerado as contas do PFL regulares, mas surgiram denúncias de caixa 2 na campanha e o partido adversário, o PT, junto com o Ministério Público, entraram com recurso, questionando as contas. Agora, as contas do PFL voltam à primeira instância para reavaliação. Sinal de que o caso deve tramitar na Justiça durante anos.


Ainda no Itaú


O pagamento de impostos como ICMS e IPVA ao Estado ainda está sendo feito pelo Itaú, que começou a perder movimentação para o Banco do Brasil por determinação do governador Roberto Requião (PMDB). A mudança começou pela folha de pagamentos do funcionalismo mas, na prática, não acontece a toque de caixa.


Precatórios


A Prefeitura de Curitiba precisou de R$ 19 milhões para pagar os precatórios (créditos garantidos por decisão judicial) de 2005. Segundo a prefeitura, os precatórios do ano desapropriações, indenizações, trabalhistas foram pagos integralmente.


Fundos de pensão


Salvo mudança de última hora, hoje os holofotes se concentram no deputado federal ACM Neto (PFL-BA). Nesta terça-feira deve ser apresentado o relatório da subcomissão dos fundos de pensão da CPMI dos Correios. O neto de 26 anos do senador Antônio Carlos Magalhães é o sub-relator responsável. As informações sobre os fundos de pensão serão incluídas no documento preparado pelo relator da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR).


Inexplicável


''Já pagamos uma carga tributária absurda, inexplicável e injustificável. Não existe nada nem ninguém que pague por serviços sem poder exigir resultados.'' Desabafo do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), Fernando Klein Nunes.


Custo x benefício


Segundo Nunes, o pedágio é um item importante da planilha de custos do setor, representando o segundo maior custo direto do operador que trafega pelo Interior. Na opinião dele, os valores cobrados pelas praças de pedágio são incompatíveis com a realidade brasileira, ou seja, desproporcionais aos benefícios gerados.


Perguntinha


Dois bilhões de reais liberados pelo governo Lula (PT) sem absolutamente nenhum interesse eleitoral? O eleitor acredita?

Maria Duarte e equipe
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