INFORME FOLHA
Empurra-empurra
O programa do Partido da Frente Liberal (PFL) na tevê fez o que todos esperavam. Atacou o governador Roberto Requião (PMDB) por não ter acabado com o pedágio, como alardeado na campanha. Os pefelistas não sofrem de amnésia, mas no programa só faltou esclarecer que o pedágio foi implantado nos anos em que os neoliberais ditavam as regras no Estado, na gestão Jaime Lerner (então PFL, hoje PSB). Requião sempre joga a culpa no antecessor pelo abacaxi que herdou. E o grupo político de Lerner joga a culpa no peemedebista por não ter resolvido a questão. No meio fica o paranaense pagando pedágio cada vez mais caro.
Versão turbinada
O relator da CPMI dos Correios, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), anda debruçado sobre as pilhas de informações que a comissão colheu nos últimos meses, entre depoimentos e documentos. Serraglio pretende apresentar, em duas semanas, o novo relatório parcial dos trabalhos da CPMI. O deputado já avisou que a nova versão do relatório não trará fatos novos em relação ao suposto esquema do ''mensalão'', mas trará demonstrações ''mais convincentes'' de que a prática existiu.
Faep explica
A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) distribuiu nota, ontem, para esclarecer sua posição sobre a soja transgênica. Afirma que continua sendo favorável às pesquisas com produtos geneticamente modificados e defende o direito do produtor escolher o que vai plantar, repudiando interferências de governos que esteja em desacordo com a lei.
Confusão
Sobre o assunto houve confusão na Conferência de Meio Ambiente, dias atrás: numa sessão tumultuada, representantes de produtores foram levados a aceitar uma proposição contra o desenvolvimento e plantio de transgênicos, mesmo que isso contrarie uma legislação em vigor. Mas a Faep avisa: mantém a defesa do direito do produtor escolher o que vai plantar.
Protesto
Contrário a regimes autoritários e ditatoriais, o deputado Barbosa Neto (PDT) retirou-se rapidinho ontem à tarde do plenário da Assembléia Legislativa, logo que foi anunciada a visita do embaixador de Cuba no Brasil, Pedro NuÀez Mosquera. ''Foi um protesto'', explicou o pedetista. ''Sou é fã do Che Guevara'', emendou. O embaixador cubano esteve também no Palácio Iguaçu, onde conversou com Requião sobre possibilidades de intercâmbio entre Paraná e Cuba e a necessidade de se enfrentar as nações imperialistas.
De volta
O secretário estadual do Planejamento, ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes, reassumiu a função no governo do Paraná. Passou pouco mais de um mês na Câmara dos Deputados, na vaga deixada por José Borba (PMDB-PR), que renunciou ao mandato para escapar de processo de cassação. Stephanes voltou e já bateu ponto na 'escolinha', ontem de manhã. Sua primeira providência é tomar as rédeas na discussão do Orçamento 2006. Agora, quem fica com a cadeira de deputado é Cláudio Rorato, ex-secretário de Turismo.
Dia D
O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu amanhece hoje fazendo figa. Salvo mudança de última hora, o ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF), desempata a votação do mandado de segurança (MS 25647) impetrado pela defesa de Dirceu, que busca de todas as formas salvar seu mandato.
Não sou maquinista!
O deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB) jura que não existiu manobra na discussão do reajuste das custas judiciais no Estado. Na segunda-feira, o plenário da Assembléia Legislativa ferveu por causa da emenda de Bradock, que prevê o reajuste anual automático das custas judiciais. A emenda ao projeto de reajuste salarial dos servidores do Tribunal de Justiça (TJ) vincula o aumento salarial ao aumento das custas. Trocando em miúdos, isso significa que ou os dois reajustes são aprovados juntos ou os dois caem. Bradock disse que não é ''maquinista'' para fazer manobras.
Cassada
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rasca Rodrigues, mandou cassar ontem a licença de autorização emitida indevidamente por um de seus fiscais, que liberou o corte ilegal de dois hectares de mata nativa na margem do Lago do Passaúna, em Campo Largo. O funcionário foi afastado, segundo o Palácio Iguaçu. Entre 2003 e 2005, o IAP instaurou 50 processos de sindicância para apurar irregularidades e condutas indevidas de funcionários.
Contas
O PPS está com planos ambiciosos para as eleições do ano que vem. Claro que o resultado vai depender de eventuais coligações, mas pelas contas do deputado estadual Marcos Isfer pré-candidato a deputado federal , o partido vai eleger cinco deputados federais e oito estaduais. Hoje, são dois federais e quatro estaduais.
Falatório
A bancada de oposição ficou feliz da vida. O líder da bancada, deputado Valdir Rossoni (PSDB), recebeu um parecer da Procuradoria da Assembléia dizendo que a partir de agora os deputados não poderão mais fazer sucessivas inscrições no grande expediente das sessões da Assembléia Legislativa, em prejuízo dos demais parlamentares que também querem soltar o verbo na tribuna apesar de muito poucos prestarem atenção aos discursos.
Monopólio da palavra
A falta de platéia no plenário não impede os parlamentares de brigarem pelo espaço, especialmente nos dias em que as galerias estão cheias de eleitores em potencial. O parecer veio com base em uma questão de ordem de Rossoni, requerendo a inscrição ao grande expediente durante toda a legislatura de 2006. A atitude do tucano foi uma resposta ao benefício concedido ao deputado governista Antônio Anibelli (PMDB), que havia monopolizado o grande expediente.
Falho
''Fiz isso para mostrar que o regimento é falho e por isso havia a necessidade de buscar uma solução para evitar que um único parlamentar faça uso da palavra'', explicou Rossoni. O deputado retirou o requerimento por considerar que a mesa executiva da Assembléia ''compreendeu a contradição''.
Perguntinha
A 'culpa' pelo pedágio vai acabar com quem?
Maria Duarte e equipe
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