INFORME FOLHA
Acordem!
A denúncia da bióloga Fernanda Simões de Almeida (página 2 desta edição) é importante. A Secretaria de Pesca e Aquicultura, o Ibama e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), devem estudar bem a questão ambiental antes da instalação de tanques-rede no Paranapanema, para criação de tilápias (peixe exótico).
Trabalho da Folha
O deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR) pediu que a Câmara Federal registre o trabalho que a Folha de Londrina, o jornal mais lido no Interior, vem fazendo em defesa da agricultura e da pecuária paranaense, principalmente na questão da febre aftosa, posicionando-se contra os prejuízos que o Estado está sofrendo. Um dos editoriais da Folha de Londrina teve como título Rodrigues, inimigo da pecuária paranaense. ''Não gostaria que o Ministro Roberto Rodrigues levasse esse título. Ao contrário, gostaria que assumisse efetivamente a responsabilidade de solucionar essa questão que tanto tem prejudicado o Paraná. Lembro, ainda que os exames laboratoriais têm provado até agora a não ocorrência da doença no Estado.''
Judas
A política econômica do governo federal deve virar 'judas' no fórum de diretores e conselhos da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), especialmente a alta taxa de juros. O vice-presidente José Alencar crítico contumaz dos juros elevados confirmou presença no fórum, marcado para 5 de dezembro, em Curitiba. O evento vai discutir a necessidade de mudança da política econômica, defendida pelos industriais.
Ponta Grossa
Mais duas ações foram somadas aos 22 processos que tramitam contra o deputado estadual Jocelito Canto (PTB) por supostas irregularidades em sua gestão à frente do município de Ponta Grossa (1997-2000). O Ministério Público acusa Jocelito de ter cometido atos de improbidade administrativa ao não apresentar uma nota de empenho relativa a obras de terraplenagem e também de ter pagado irregularmente a multa de 40% sobre o FGTS a funcionários comissionados que foram exonerados. Pela lei, os ocupantes de cargos em comissão podem ser afastados livremente pelo administrador sem a necessidade de justa causa.
Defesa
O deputado e ex-prefeito alega que as duas situações seriam apenas erros administrativos, e teriam sido cometidos sem dolo. O ex-prefeito estima que novas ações devem surgir até o final de dezembro, quando expira o prazo de prescrição para que o MP ofereça ações por crimes cometidos contra a administração pública.
Não prescreve
Mas Jocelito pode estar enganado se pensa que a enxurrada de ações termina em dezembro. Mesmo que não possa ser processado criminalmente, Jocelito ainda pode ser condenado a ressarcir eventuais danos causados ao erário que venham a ser descobertos pelo Ministério Público. A lei prevê que nesses casos a ação de ressarcimento é imprescritível.
A propósito...
O prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), aproveitou a abertura do Fórum Internacional ''Diálogos da Bacia do Prata'', que acontece na cidade, para cobrar da ministra Marina Silva (Meio Ambiente) a liberação de projeto para ampliação do Hotel Cataratas. O hotel é o único situado no meio do Parque Nacional do Iguaçu. Atualmente está sob concessão da Varig, mas o contrato acaba no final do ano. A prefeitura quer abrir nova licitação e aproveitar para ampliar o hotel. Já os ambientalistas defendem o fechamento do hotel.
Senhor da Natureza?
''Por que não podemos usar as leis para facilitar a vida do ser humano?'', questionou o prefeito, no discurso. ''Gostaria de ter no Parque Nacional um hotel para atrair milhares de pessoas e gerar emprego. Em compensação, plantar milhares de árvores em outro lugar. Podemos mostrar que o homem é o senhor da natureza'', disse. O hotel tem hoje 200 apartamentos. O prefeito quer construir outros 100 ou 200. A proposta dele é compensar o corte de árvores para a construção com o plantio de maior quantidade de árvores em outros locais.
Não dá e pronto
A ministra foi clara. Compensação só pode acontecer quando se dá dentro da mesma microbacia onde houve o corte. O que não é o caso. Marina acabou gastando metade do seu discurso para rebater o prefeito de Foz. ''Às vezes é preciso estabelecer limites. A natureza tem limites que precisam ser respeitados'', defendeu. ''Nosso desafio para o mundo é fazer diferente. Enquanto os países ricos são ricos às custas de muita degradação ambiental, os países em desenvolvimento podem fazer diferente e é isso que devemos fazer'', emendou.
O braço da cadeira
A monarquia acabou; a majestade, não. Dom Luiz, descendente da família imperial, não se deixou abalar por um braço de cadeira quebrado, durante a solenidade de ontem. Quando aproximou-se da cadeira para sentar, percebeu que o braço do móvel estava solto. Rápido, arrumou o braço da cadeira, sentou-se e apoiou os braços como se nada tivesse acontecido e a cadeira estivesse perfeita. Dom Luiz esteve ontem pela manhã em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), para a entrega da revitalização do Parque Linear e reinauguração das pontes metálicas sobre o Rio Iguaçu, construídas em 1880 e inauguradas pelo então imperador Dom Pedro II.
Coisas da política
Eles batem de frente desde o início do governo principalmente quando o assunto é pedágio mas, cara a cara, foram cordiais. Em Londrina na última quarta-feira, o deputado André Vargas (PT) 'deu de cara' com o governador Roberto Requião (PMDB). Conversaram amistosamente. Preocupados estavam os assessores.
Perguntinha
Tanques-rede para criação de tilápia em cativeiro. Mais um crime ambiental no Paraná?
Maria Duarte e equipe
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