INFORME FOLHA
Imagem do Banco do Brasil
O governo Lula está detonando a imagem de mais uma instituição, o Banco do Brasil. Depois de ''minar'' a credibilidade dos Correios e Caixa Econômica, chegou a vez de jogar o BB na vala comum da corrupção. Lamentável para instituições tradicionais, de nome.
Nas manchetes
Todo dinheiro que se gasta em propaganda não será suficiente para contrapor notícias tão depreciativas. Manchetes de alguns jornais, ontem: ''R$ 10 mi do BB para o caixa do PT'' (O Estado de S. Paulo); ''Mensalão teve dinheiro do BB'' (Folha de S.Paulo); ''BB abasteceu PT e valerioduto com R$ 10 milhões (O Globo); ''BB foi uma das fontes do valerioduto'' (Diário Catarinense); ''BB desviou R$ 10 mi para o PT'' (Folha de Londrina). Há tantos outros jornais com manchetes semelhantes. Adeus imagem do BB.
Dá para confiar?
Diante da voracidade com que avançaram sobre o dinheiro público, o correntista fica tranquilo? E as correspondências dos Correios vão chegar no lugar certo, no tempo certo. Claro que os clientes podem e devem continuar confiando, afinal eles são atendidos pelos funcionários dessas três instituições. E os funcionários de carreira são o patrimônio moral. Ainda bem que os larápios ficam lá em Brasília, ocupam cargos de confiança (do Planalto) e são poucos. Os de confiança (dos clientes) são a maioria e são bons.
Hora de cobrar
Houve tempo em que os exemplos de ética e probidade administrativa partiam das lideranças. Já é hora de as bases começarem a exigir uma postura ética e honrada dos homens públicos. Em nome da moral e em defesa da imagem das instituições é preciso cobrar seriedade. Esta tarefa cabe a todos mas, em particular, aos funcionários.
[Retr-Foto:po3x5 {Grade: ;Pessoa: ;Evento: ;Lugar: ;Chave: ;Data: }]
Contra Bush
Movimentos sociais, estudantis e sindicais fazem às 10 horas deste sábado uma concentração na Boca Maldita, em Curitiba, em repúdio à visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. A concentração em Curitiba engrossa as manifestações de movimentos sociais programados em todo o País Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande, entre outras capitais. Enquanto o povo protesta, Lula organiza um churrascão para recepcionar Bush.
Abaixo a parentada
Mais cinco prefeituras e Câmaras de Vereadores do Paraná receberam recomendação do Ministério Público (MP) para que exonerem de seus quadros os funcionários nomeados em cargos em comissão com quem mantêm relação de parentesco de até 3º grau, em 60 dias. O promotor José Roberto Moreira salientou que a medida tem caráter preventivo, porém as prefeituras e câmaras que não se adequarem devem ser acionadas judicialmente. Nas últimas semanas, outras doze cidades receberam recomendações semelhantes.
Abaixo a parentada 2
Prática comum em governos, câmaras, assembléias e demais concentrações de poderosos, o nepotismo é mais combatido pela via moral do que pela legal. De qualquer maneira, é uma forma de privilégio, que contribui para manter a já abissal desigualdade no País.
Holofotes
O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Jaber Saadi, marcou coletiva ontem para falar sobre a prisão do advogado Roberto Bertholdo mas desistiu, por alguns momentos, de falar com a imprensa. É que os jornalistas começaram a entrevistar o advogado de defesa de Bertholdo, que estava na sede da PF, o que deixou Saadi indignado. Depois de muita discussão entre os repórteres e a assessoria de imprensa, o delegado finalmente desceu para falar, porém não sem antes avisar que ''ele não deveria falar com a imprensa porque não quer holofote, como a defesa de Bertholdo''.
No batente
Em assembléia realizada ontem à tarde, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) rejeitaram a proposta de deflagrar greve. Foram 100 votos contra a paralisação, 12 a favor e duas abstenções. Segundo a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, 38 das 56 instituições de ensino superior mantidas pelo governo federal estavam em greve ontem.
Salário
Na pauta de reivindicações, constam pedidos de reajuste salarial de 18%, retomada dos anuênios, implementação imediata da classe especial e da classe de professor associado e realização de concursos públicos para contratação de docentes.
Extravagância
O ministro do STF entendeu que a administração pública pode anular os próprios atos, quando estes contenham vícios. ''O Estado fulminou a extravagante prorrogação, no que implementada muito antes de se aproximar o término da dilação prevista no ajuste'', afirmou Marco Aurélio, em sua decisão.
Perguntinha
Nepotismo parece programa para aumentar a renda familiar?
Maria Duarte e equipe





