INFORME FOLHA
Trapalhadas
Sobre a demora nos resultados da aftosa: ou há interesses estranhos por trás disso, ou a incompetência do governo chegou ao limite. É prova cabal da fragilidade e omissão do Ministério da Agricultura e Pecuária. Nada mais constrangedor para o seu titular, o ministro Roberto Rodrigues. O prejuízo que esssa gente do governo está causando aos produtores é irritante. Tanta trapalhada já virou chacota no Paraná, cujo alvo é, também, o governo local que deixou entrever, dias atrás, que havia todo um quadro de suspeita. Que não se confirma.
Azarão
Diante de tudo que está rolando no governo Lula, não é de se estranhar que o vírus da aftosa, de repente, apareça em algum lugar. Afinal, trata-se de governo, digamos, meio sem sorte.
Origem criminosa
Participando do programa Canal Livre, da Band, o sociólogo e professor universitário César Queiroz Benjamim revelou as origens dos escândalos financeiros do PT, que desde maio dominam o noticiário político. Em 1989 ele foi um dos coordenadores da primeira campanha de Lula à presidência. Quatro anos depois, ao participar da segunda campanha, descobriu um esquema de arrecadação de dinheiro que desviava recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) via Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Hora do adeus
O então professor de matemática Delúbio Soares, membro da CUT, participava do Conselho do FAT, que na época geria R$ 30 bilhões. Tudo sob a supervisão do cacique petista José Dirceu. Ao se posicionar contra a forma criminosa de financiar a campanha, Queiroz ouviu de Lula e Dirceu que ''em nome do partido'' deveria esquecer o que descobrira. O professor ainda tentou debater mas viu que era hora de deixar o PT.
Denúncia da Veja
A revista Veja estampa denúncia de que dólares de Cuba teriam vindo para a campanha de Lula. Dinheiro na mala, cueca e agora em caixas de uísque e rum. Ninguém pode reclamar de falta de criatividade dos políticos.
Lei Kandir
Está nas mãos do secretário estadual da Fazenda, Heron Arzua, um levantamento elaborado pela coordenação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com as perdas de todos os estados e municípios brasileiros por causa da Lei Kandir. Conforme a papelada que chegou ao gabinete de Arzua e à qual a Folha teve acesso, de 1996 a 2005 o montante acumulado de perdas ficou próximo a R$ 130 bilhões. Deduzidas as compensações da União, as perdas ficam em R$ 84 bilhões.
Isenções
A Lei Kandir isentou as exportações de produtos básicos e semimanufaturados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e estabeleceu que a União deveria ressarcir os estados pelas perdas de arrecadação.
Não compensa
Na semana passada, os secretários estaduais de Fazenda decidiram manter a decisão de não garantir às empresas exportadoras as transferências de créditos do ICMS, na esperança de que o governo federal libere recursos para compensar as perdas de arrecadação provocadas pela Lei Kandir. Segundo as planilhas da Fazenda estadual, de 1997 a 2004 o Paraná já teve um prejuízo de R$ 2,24 bilhões pela falta de repasses do governo federal.
Tentativa
Arzua lembra ainda que uma ação conjunta dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul tenta reaver o que os estados teriam para receber.
Só segunda
A pauta de votações da Assembléia Legislativa estava morna ontem. O destaque foi a redação final da Lei Orgânica do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Por causa do feriado, os 54 deputados só voltam ao plenário na segunda-feira que vem.
Conselho de Ética
O vereador de Curitiba Luis Ernesto (PSDB) admitiu que exagerou ao anunciar que teria gravações de conversas com outros vereadores e poderia vazar o conteúdo caso fosse prejudicado. Ernesto, que estava frustrado com o veto da prefeitura a seu projeto prevendo alvará para clínicas de acupuntura, fez sua defesa no Conselho de Ética da Câmara, na última sexta-feira, e admitiu que errou. O tucano afirmou que tem gravadas sessões da Câmara que não comprometeriam a imagem do Legislativo. Segundo o presidente do conselho, vereador Roberto Hinça (PDT), o relatório sobre o caso de Ernesto fica pronto dentro de um mês.
Procon na veia
Parece que grandes redes de supermercado em Curitiba não estão interessadas em manter, que dirá atrair, clientes. Começa pelo total desrespeito ao Código do Consumidor, que garante o direito de troca de mercadorias caso o produto esteja com defeito. Mas as reclamações dos clientes não param por aí. Quando os estacionamentos estão lotados, os consumidores que querem esperar uma vaga para poder fazer compras são ''convidados'' a se retirarem do estacionamento. Afinal, quem precisa de consumidor? Esse tipo de atitude acaba estimulado pela postura do pacato cidadão, que não costuma dar um pio na hora de fazer valer seus direitos.
Alô?
Tem sido bem mais fácil falar nos celulares dos vereadores do que alguém atender o telefone geral da Câmara de Curitiba, em horário de expediente.
Perguntinha
O feriado de quarta-feira vai esfriar a denúncia da revista ''Veja''?
Maria Duarte e equipe





