Contas de Nedson


Aguarda análise na Diretoria de Contas Municipais (DCM) do Tribunal de Contas (TC) do Estado a defesa apresentada pela Prefeitura de Londrina em relação à prestação de contas de 2002 de Nedson Micheleti (PT). No início de setembro, o plenário do TC recomendou a desaprovação das contas, com base no parecer prévio elaborado pelo auditor Jaime Lechinski, relator da matéria. O recurso da prefeitura número 405900/05 aguarda avaliação desde o último dia 11. Segundo o TC, os problemas detectados na prestação de contas de 2002 não são considerados graves.


Parecer


O parecer prévio do auditor, que acompanhou o posicionamento da DCM pela desaprovação, cita entre as irregularidades a abertura de créditos acima da autorização do orçamento, inconsistência no saldo das contas patrimoniais e a remuneração do então vice-prefeito (Luiz Carlos Bracarense, do PPS), que teria extrapolado o valor permitido.


Valores


Na conclusão do seu parecer prévio número 16309-8/03, Lechinski pede que sejam recolhidos os valores recebidos a mais pelo então vice-prefeito. Sobre a remuneração do vice-prefeito, a administração municipal anexou um demonstrativo e esclarecimentos, explicando que o montante, de R$ 5.445,78, não pertence à prestação de contas de 2002, mas de 2001. Mesmo assim, o TC aponta que a eventual regularidade desse pagamento retroativo precisa ser comprovada através das cópias do ato de fixação de subsídios.


Nova decisão


Os argumentos apresentados pela equipe jurídica da prefeitura podem fazer os conselheiros do TC mudarem de opinião e recomendarem a aprovação das contas. A prefeitura já havia informado que tudo foi feito dentro da legislação. E Bracarense afirmou que não houve nenhuma irregularidade. Depois que o TC der sua posição final sobre as contas do prefeito, os vereadores de Londrina decidirão se elas serão aprovadas ou não.


Xadrez


As peças do xadrez da sucessão estadual estão sobre o tabuleiro. Muitas candidaturas não se viabilizarão, dependendo dos lances futuros, mas por enquanto se movimentam no tabuleiro o governador Roberto Requião (PMDB), os senadores Álvaro (PSDB) e Osmar Dias (PDT), o presidente do PPS, Rubens Bueno, o ex-prefeito de Guarapuava Victor Hugo Burko (PL) e o senador Flávio Arns (PT).


Prévias?


Definições mesmo só em junho do ano que vem, nas convenções. Até porque Requião não definirá antes do início do ano que vem se vai mesmo para as prévias do PMDB para escolha do candidato à presidência. E, se Requião disputar a reeleição, os planos dos outros jogadores mudam.


Deputados


Em outubro de 2006 também serão escolhidos senadores e deputados. Essa sim será uma campanha curiosa. Os eleitores ainda estarão digerindo (ou não) os escândalos do mensalão na Câmara, processos de cassação...


Nazismo


Na semana que passou, dois fatos trouxeram à tona a ideologia nazista. Em Brasília, foram espalhados cartazes com imagem do senador catarinense Jorge Bornhausen, presidente do PFL, vestido com uniforme nazista. Bornhausen, um dos adversários mais ácidos do governo petista, ficou furioso. O outro episódio, em Curitiba, foi a prisão de 11 supostos integrantes de uma quadrilha de skinheads que teria espalhado adesivos com mensagens contra negros e homossexuais. Quatro deles são adolescentes.


Intolerância


O nazismo, que defendia a supremacia de uma raça pura, tinha como essência a intolerância. As cicatrizes permanecem até hoje, tendo a comunidade judaica como um dos maiores exemplos. O contraste com essa intolerância ideológica exacerbada está na apatia do brasileiro em relação aos escândalos de corrupção que assolam o País. No meio da maior lavagem de roupa suja que a nação já viu, o povo age como se nada daquilo lhe dissesse respeito. Beira o absurdo.


Questão de saúde


Mais uma vez o dinheiro para a saúde pública vai dar o tom dos embates no plenário da Assembléia Legislativa, que se prepara para votar o Orçamento do Estado para o próximo ano. Em audiência pública em Londrina, o deputado André Vargas (PT) que reclama todo ano dos valores destinados à área , fez novas críticas à proposta orçamentária do governo do Estado. Vargas diz que a proposta não respeita o limite mínimo de 12% para a saúde, estipulado pela Emenda Constitucional 29. É que, segundo ele, o governo contabiliza investimentos em saneamento básico na área de saúde.


Juro Zero


Nesta segunda-feira, o Sistema Federação das Indústrias (Fiep) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançam o Programa Juro Zero. A meta é liberar para cinco Estados R$ 100 milhões, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Micro e pequenas empresas inovadoras paranaenses poderão contar com empréstimos de até R$ 900 mil sem juros e pagamento dividido em cem parcelas. No Paraná, o programa vai funcionar por meio de um consórcio formado pela Fiep, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/PR), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) e pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).


Perguntinha


Quem vai pagar pelo leite derramado com suspeita de aftosa?

Maria Duarte e equipe
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