Rodrigues explica?



Depois que as agências de notícias divulgaram a distribuição do orçamento da Defesa Sanitária Animal neste ano de 2005, não adianta acusar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Que ele não vê com simpatia os fazendeiros, não chega a ser novidade. Ele e todo o governo Lula. Mas a falta de competência está mesmo no Ministério da Agricultura, a julgar pela aplicação do orçamento. Alguém pode concordar que o Estado do Piauí receba os mesmos R$ 1,5 milhão que o Paraná? E o Rio Grande do Sul: R$ 1,150 milhão contra R$ 1 milhão do Rio Grande do Norte? Mais: o Estado do Pernambuco recebe R$ 1,8 milhão, que é muito, se comparado a valor quase igual (R$ 1,940 milhão) destinado ao Estado de Minas Gerais, que tem o terceiro maior rebanho brasileiro.



Desproporção



Os valores não são desproporcinais por acaso. Deve haver algum interesse - que não o de ordem sanitária - em direcionar mais verbas para os Estados do Nordeste. Mas o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, por que permite isto? De tão absurdo, vamos admitir que os números estejam errados, mas por que a assessoria do ministro não desmentiu, uma vez que saiu nos jornais? Nesta altura não adianta jogar a culpa no Palocci: fica difícil para o sr. Rodrigues explicar essa distorção para a classe produtora.



Fundos estaduais



E os recursos dos Fundos Estaduais de Defesa Animal, recolhidos dos produtores, como estão sendo aplicados? Depois que a poeira baixar, o mínimo que se espera é uma explicação sobre esses assuntos. Embora a desproporção do orçamento (em benefício de Estados que não têm a mesma vocação de produção de carne) seja algo gritante, talvez inexplicável tecnicamente.



Caiu o último refúgio


Instância máxima da Justiça brasileira para assuntos constitucionais, o Supremo Tribunal Federal (STF) se viu no papel de receptáculo das esperanças de um grupo de cassáveis de Brasília. Rejeitou o papel e, por tabela, a possibilidade de fuga fácil da crise para o grupo de cinco petistas.


Pote de melado


Quem nunca come melado, quando come se lambuza. Acostumado às fileiras da oposição e à aura de porta-estandarte da ética e da moralidade, o PT não consegue se desvencilhar das práticas que condenava nos adversários.


Um motivo


Depois de um susto com uma das turbinas do avião em viagem ao Interior e às voltas com o problema da febre aftosa no Mato Grosso do Sul, que prejudica também a economia do Paraná, o governador do Estado em exercício, Orlando Pessuti (PMDB), teve no final de semana ao menos um motivo para comemorar. O seu time, o Atlético, venceu o Coxa por 2 a 1.


Correria


Fora o jogo, só stress na agenda de Pessuti. Ontem pela manhã, na reunião do Conesa, o conselho de defesa agropecuária, ele ficou até cansado de responder tantas perguntas de jornalistas. Apesar de ter sido marcada uma coletiva, às onze horas, no intervalo da reunião, pouco depois das dez, Pessuti foi cercado diversas vezes por vários grupos de repórteres.


De novo


O governador em exercício teve que dar as mesmas respostas 'trocentas' vezes, o que não o ajudou em nada a manter o bom humor. Quanto ao susto durante com o avião nada grave , não foi a primeira vez que Pessuti passou apuros durante um vôo.


Orçamento 2006


Depois de ter a votação adiada por três sessões, volta à pauta de hoje, na Câmara de Vereadores de Londrina, o projeto de lei do Executivo que estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício financeiro de 2006. A previsão orçamentária de R$ 638 milhões 13% maior que a deste ano foi apresentada ao Legislativo já há quase dois meses para sugestão de alterações e votação no plenário. Além dessa matéria, os parlamentares discutem também o projeto que define o Plano Plurianual (PPA) de Londrina para o período 2006/2009.


Fermento


Se realmente passar e não ficar à mercê do imbróglio que caracteriza esse tipo de votação , o orçamento deve reacender a polêmica com os servidores municipais de Londrina. Motivo: já na divulgação dos números referentes a 2006, em 31 de agosto, o prefeito Nedson Micheleti (PT) descartou qualquer reposição salarial.


Paralisação?


Na prestação de contas do segundo quadrimestre, há duas semanas, foi a vez de o secretário Wilson Sella (Fazenda) repetir o discurso de veto à categoria. Enquanto isso, avançam no sindicato que a representa, o Sindserv, as conversas sobre novas paralisações no atendimento à população.


Retorno


De volta de Paris, Roberto Requião (PMDB) deve aproveitar a ''escolinha'' desta terça-feira para colocar vários assuntos em dia: puxões de orelha, febre aftosa, cinco anos de privatização do Banestado... O clima vai esquentar durante a apresentação do diretor-geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Newton Pohl Ribas que nos últimos dias respondeu interinamente pela pasta. Ribas vai falar sobre as medidas que o governo do Paraná está adotando para proteger o rebanho local da febre aftosa.


Palotina


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou ontem o recurso impetrado pelo prefeito de Palotina, Elir de Oliveira (PMDB), mantendo-o no cargo. Oliveira havia sido cassado em primeira instância, acusado de crime eleitoral. Ficou dez dias afastado, em julho.



Perguntinha


Os deputados que não renunciaram estão confiantes na absolvição?

Maria Duarte e equipe

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